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O Terremoto de 1755, Versus o de 2010


(…) Ó infelizes mortais! Ó deplorável terra!
Ó agregado horrendo que a todos os mortais encerra!
Exercício eterno que inúteis dores mantém!
Filósofos iludos que bradais «Tudo está bem»;
Acorrei, contemplai estas ruínas malfadas,
Estes escombros, estes despojos, estas cinzas desgraçadas,
Estas mulheres, estes infantes uns nos outros amontoados
Estes membros dispersos sob estes mármores quebrados
Cem mil desafortunados que a terra devora,
Os quais, sangrando, despedaçados, e palpitantes embora,
Enterrados com seus tetos terminam sem assistência
No horror dos tormentos sua lamentosa existência!
Aos gritos balbuciados por suas vozes expirantes,
Ao espectáculo medonhos de suas cinzas fumegantes,
Direis vós: «Eis das eternas leis o cumprimento,
Que de um Deus livre e bom requer o discernimento?»
Direis vós, perante tal amontoado de vítimas:
«Deus vingou-se, a morte deles é o preço de seus crimes?»
Que crime, que falta cometeram estes infantes
Sobre o seio materno esmagados e sangrantes?
Lisboa, que não é mais, teve ela mais vícios
Que Londres, que Paris, mergulhadas nas delícias?
Lisboa está arruinada, e dança-se em Paris.(…)


PS 1: François Marie Arouet, aliás, Voltaire, escreveu este poema acerca do terremoto de Lisboa de 1755, ocorrido em 1 de Novembro, Dia de todos os Santos?! Cerca das 9h30 e durante +/- 10 minutos com uma magnitude que rondou 8,75 a 9 graus na escala de Ritcher, provocou perto de 50.000 mortos e destruiu a 4ª. Maior Capital da Europa;

PS 2: Por analogia com o nosso Clube, considerado por muitos de nós como o 4º. Maior de Portugal, podemos dizer que não em 10 minutos mas em 10 anos, mandamos para a pia cerca de 150M€ (exceptuando o curto período de 120 dias em que Fernando Sequeira esteve em funções), sofrendo o maior terremoto da nossa história (4 descidas de divisão), perante a indiferença e o conluio dos "natas que juram e trejuram proteger o nosso santo graal", patrocinando e apadrinhando soluções patéticas e ruinosas;

PS 3: Hoje, a LPFP concedeu-nos o benefício da dúvida e deixa-nos começar numa competição profissional menor nesta época de 2010/11, mediante certos condicionalismos e sob vigilância muito apertada;

PS 4: Em Maio de 2009, inquirimos na Sportv aos grandes gestores que debatiam connosco os destinos do Belenenses, como iam reverter a hidra que haviam criado? Ambos encolheram os ombros, porque a culpa no Belenenses tem morrido sempre solteira e os malandros saem heróis e em ombros! Pau e circo era o esquema para continuar a entreter o pagode;

PS 5 Não é preciso ser-se muito perspicaz para perceber-se que o futuro está cheio de escolhos e incertezas, agravado pela conjuntura económica e social que a todos afecta, cuja verdadeira extensão se desconhece e que está para durar, dificultando as mesinhas costumeiras;

PS 6 Em 2009 tive vários encontros com jovens, o Frederico Almeida e o André Rosa, entre outros, indicando-lhes que o futuro teria de passar pela assumpção de responsabilidades de Belenenses da sua faixa etária. Continuo a pensar que a auto-regeneração não pode ser mais adiada, mas é preciso o esforço e união de todos, com um projecto corajoso e sólido, o que desconfio ainda não interessa a alguns morgados de antanho, cuja cauda é maior que a inteligência, e a procissão ainda não saiu da sacristia;

O Fado do 33 do Próximo dia 25

No próximo dia 25 de Abril seremos brindados não com o popular fado do 31 (do saudoso José Viana), mas com a arenga do 33, de tanto repetida e requentada!

Nós preferimos outras variações, por isso saudamos Natalia Juskiewicz e o seu violino, autentico regalo para os nossos sentidos.

Onde Começa a Vaidade Leviana e Entronca a Incompetência?

É conhecida a história daquela monarca burlesco que organizava grandes séquitos para seu gozo pessoal e desvario, levando o reino à bancarrota e a miséria e descrédito aos que jurara proteger e defender.

Também é conhecida a resposta do cronista do reino, quando instado a prenunciar-se se já havia visto algo de tão "grandiloquente e majestoso"? Sim! Os Papagaios, as Araras e os pavões...

E esta visão idílica é bem mais estimulante que a nossa, porque cansamos de ver tanto pernas de pau, irresponsável e sem carácter, consumirem mais de 5M€????....que não existiam.

Depois de uma campanha toda ela feita de desonestidade intelectual, porque nunca tiveram um tostão furado garantido que fosse, apenas pelintrice e muita farronca, usando e abusando da inteligência de trezentos e vinte e tal crédulos que lhes outorgaram as respectivas consciências (porque queremos todos o bem do Belenenses, mas de preferência desde que não nos peçam esforço físico, mental ou compensação financeira), conseguindo ainda ludibriar uns quantos jovens que vivem o seu dia a dia acelarado, como se fosse sempre o último das suas vidas!

E viu-se de imediato que o poder era fraco e sem qualquer élan, alicerçado na máxima Seruquiana: "...o que é preciso é que falem de mim, mesmo que digam mal de todos vós...".

Para despedirem o convencido Pacheco, usaram o arguto sindicalista, que se prestou a alterar a táctica antes do jogo com o Braga, afim de garantirem a "humilhação", não do Belenenses, mas das suas pobres cabecinhas de titica de galinha cobarde.

Este, mais tarde, receberia a sua "justa recompensa", quando o deixaram de mãos a abanar e com o mercado prestes a encerrar.

Verdade se diga que Pacheco avisado em tempo por um dos seus Adjuntos para a adulteração das suas recomendações, preferiu garantir a indemnização, embora levando 5 batatas no bornal, a ter de enfrentar os três prevaricadores, enviando-os para a bancada, medida normal em qualquer treinador que se preze.

Sim! Foram os 3 responsáveis por duas descidas não concretizadas administrativamente, que se prestaram na noite / madrugada eleitoral a fazer o frete, depois de uma converseta com os novos irresponsáveis.

E seguiu-se outro sinal de falta de pulso e liderança, quando Rui Jorge recusou-se a assumir a chefia da equipe nesta época e não houve consequências profissionais, numa altura em que já haviam alcandorado o poleiro e tinham plena consciência de que não podiam gastar o que não tinham, pelo que só inconscientes e irresponsáveis em último grau, permitem-se aumentar a despesa, partindo para a contratação de um treinador cinzento, tenrinho e vaidoso.

As sábias cedências aceites dos estarolas, as contratações altamente qualificadas e os grandes reforços de inverno, completaram o naipe destes astustos gestores que acabaram por construir uma enorme equipa vencedora, talhada à sua pobre e estreita jaleca.

Por questões meramente obtusas recusaram Weldon a preço de saldo, porque os arregos com o "empresário" do Júlio César, o amiguismo e a cegueira militante, arrastaram o Clube para o buraco actual, porque o mais importante era o rapaz aparecer muitas vezes frente aos flaxes, mesmo que o discurso fosse oco, infeliz e sem sentido, comparado com as acções diametralmente opostas aos verdadeiros interesses do Belenenses, com os custos que se conhecem.

E chegamos ao buraco actual, com compromissos de toda a ordem por cumprir (o que configura crime punível segundo os nossos estatutos e as leis do país), com as calças na mão, que nem o sorriso patético consegue disfarçar o treme treme acobardado.

Quem sabia a proeza anterior em que durante 8 meses não processaram qualquer pagamento para fugirem ao pagamento de impostos, estava avisado para a competência do rapaz e a sua máxima jacobina: "... pagar e morrer quanto mais tarde melhor..."! Chegou pois à altura de alguém morrer e zarpar para bem longe das nossas vidas, que não o Belenenses, porque já nos fizeram mal que chegue por muitos anos! E não esperem perdão ou compaixão.

O que admiramos, é o silêncio dos seus pares, que à boca pequena dizem aos mais próximos da sua real impotência perante tanta desconsideração e ostracismo perpetuado por um pequeno gauleiter corrido da CMO pelo Isaltino, pelos mesmos motivos! Inconstância e uma sede enorme de protagonismo balofo!

Mas se o desconforto é tão grande, têm um caminho, deixem-no a falar com o freitas, esse grande mentor dos projectos falhados vezes sem conta ao longo da vida, porque a co - responsabilização neste descalabro já ninguém vos tira.