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Em dia de Finados, Toque-se a Rebate, Antes ...

"...um sonho que não se interpreta, é como uma carta escrita que não se lê..."

(Talmude)

Neste dia dedicado a homenagear os nossos entes queridos que passaram a dimensão superior (parentes ou amigos), preste-se pública homenagem a todos os que já tendo partido, engrandeceram o Clube de Futebol "Os Belenenses", na maioria dos casos, com inegável prejuízo das suas vidas profissionais e familiares. SARAVÁ! HOMENS GRANDES (DA ERA) ANTES QUEBRAR QUE TORCER.

E talvez seja o momento apropriado, porque ainda não demasiado tarde, para fazer-se um alerta e toque a rebate aos que alcandorando-se ao poder (...porque o futebol estava mal...), também podem ser corridos do "cadeirão de todas as vaidades", porque esse mesmo futebol pode cair num buraco pior do que o encontraram...

Desde logo porque de futebol e gestão desportiva, andam a léguas da sabedoria (tão labiamente, tão espalhafatosamente e tão descaradamente), palradas, cantadas e decantadas nas ags e páginas dos amigos de todas as jolas.A crise e as dívidas que aparecem todos os dias, são falácias que podem enganar os tolinhos que adoram bajular o fraco poder, mas não enganam o futuro!

Sabemos por experiência própria que o poder é solitário, mas nunca pode ser autocrático, distante e mentiroso, sobretudo para os que todos os dias garantem a sobrevivência do Clube. Esse é um mau caminho e decisor político..., só serve para apressar os patins e pôr a nu as minudências. Entregarem-se nas mãos de empresários, dirigentes/trafficantes e/ou treinadores empresários, é um minúsculo passo para o estatelanço total e sem retorno à verticalidade. E isto serve tanto para as actividades profissionais como para as ditas amadoras, ou até essas mesmo!!! Contratar quem nos metem à frente do prato, regozijando com escorregadíus pires de lentilhas, costuma ser fatal...


Matar as Escolinhas Matateu (porque davam trabalho e trabalho é coisa que espíritos que já nasceram com almas cansadas e reformadas), detestam e fogem (como o diabo da cruz), é dose prá chuchu!!! A panaceia, de que: "... o "afortunado contrato" com os morcões da ribeira nos é favorável ...", é um crime, é uma prova de falta de Belenensismo e seriedade intelectual.

Tenham a coragem de dizer que assumiram mais um compromisso (além da vossa chinela e para o show off eleitoral), à revelia dos sócios, dos estatutos em vigor, e que nos é desvantajoso, e, sobretudo, desonroso.
Talvez seja interessante receber uns milhares de euros por mês para os tais dirigentes / desempregados salvarem os seus 3 ordenados durante alguns tempos! Mas mentir, dizendo que assim salvam o futebol de formação!? E não devolveram o panfleto que reclama posse até aos 18 anos? É desculpa esfarrapada e reles trapalhada, que o futuro se encarregará de demonstrar.
E atenção que o tal sintético (sem o bar do cabaré da cocha), será edificado quando a semana tiver 9 dias.
Agora não tenho dúvidas que a cláusula penal de 870 mil euros, se o CFB os despedir, será reclamada sem pudor, num qualquer tribunal multiópticas deste reino.

Matateu, Pepe, Carlos Silva e Artur José Pereira, devem estar azuis (com tal cobardia) e prestes a explodir.

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"... o mundo (do futebol) não te deve nada! Já existia antes de ti..."
(Mark Twain)

Este podia ser o recado a José Mota! O negrito acima é de nossa responsabilidade. Não inventes mais caríssimo, ou terás desperdiçado uma oportunidade única de engrandeceres o teu mediano currículo! Mostra que és o Homem corajoso que pressentimos! Motiva-nos a todos! Começando pelos jogadores e pela forma como os dispões em campo. Desejo-te toda a sorte do mundo.

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"...nem com milhões de moedas de ouro se pode recuperar um só instante da vida. Que maior perda, então, que o do tempo desperdiçado? ..."
(Chanakya Pandita 275 ac Índia)

Nuno Gomes tem andado a pregar no deserto, ofertando pérolas a porcos! Com efeito, quem ainda não percebeu que uma das questões nucleares do nosso Clube passa por aumentar a nossa massa crítica, deviam ser bem enrab.... e entregues aos curativos da troyka (na Grécia). As fosquinhices que até agora foram feitas é trabalho de garotos! Nem amadores seriam tão grotescos! O teu elaborado plano só demonstra que nunca será entendido por quem se traveste de Belenenses.
Agora que chegaste ao clube dos ...entas, sê bem vindo! Recebe um abraço de gratidão. Saravá! Homem Grande.

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"... todos estamos de visita neste momento e lugar. Só estamos de passagem. Viemos observar, aprender, crescer, amar e voltar para casa...".
(Dito aborígene australiano)

Quem melhor que o Companheiro Miguel Amaral para interpretar este maravilhoso espírito?! Sem as suas saborosas crónicas ficamos à mercê de almas fracas, ímpias e matreiras. Sem os seus textos repletos de amor e entrega devotada ao CFB, aumentariam as dúvidas e a desesperança!?
Neste momento muita particular e doloroso, um abração de amizade. Saravá! Grande Miguel.

PS: Já visitei muitas bibliotecas, esta, era de facto das mais cultas...

Viva o Regabofe....



1. A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas , ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam:

Lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV! Vivem, portanto, bem acima dos seus meios, porque é preciso pagar estes sonhos de miúdos...

2. Os seus industriais deslocalizam-se porque não estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa, os seus impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.

3. Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar 'a conta'.

4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.

5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos 'sangram' os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro 'inferno fiscal' para aqueles que criam riqueza.

6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.

7. Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação. A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do... da China!

8. Dentro de uma ou duas gerações 'nós' (os chineses) iremos ultrapassá-los. Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacas de arroz...

9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um desempregado...

10. Vão (os europeus) direitos a um muro e a alta velocidade...


(Prof. Kuing Yamang, Economista Chinês,

a viver na França do anão Sarkozi)

À Atenção dos Anjinhos "Azuis"...




Para quem não brinca aos futebois e não tem medo de chamar os bois pelos nomes...


O Barcelona em comunicado inserto no seu site, indica que intentou uma acção cível contra Joan Laporta e restantes muchachos da Junta Directiva no montante de 47,6M€.


Trata-se de valor decorrente dos "Prejuízos acumulados durante o seu mandato", e de acordo com a lei das sociedades, são responsáveis solidários todos os membros destes corpos gerentes.


De igual modo foi pedida à Seguradora Zurich uma indemnização de 25M€ em virtude de astronómica apólice subscrita nos últimos dias do mandato pelo menino Laporta...


Este mal soube da notícia, aterrorizado, já sem o seu famoso sorriso de menino malandro que comeu os gelados todos e deixou as arcas frigoríficas desligadas, terá confidenciado a amigos: "... ahora amigos y companeros a terminado mis experimentos y nuevas aventuras en futbol, a continuar, solo en pays vicino, preferentemente en azules de Lisboa...".


PS 1: Agora imaginem os anjolas azuis o que seria um caso idêntico no CFB! Caia o Carmo e a Trindade...??? Sim, meter em tribunal todos os que têm andado a brincar com o Clube de Futebol Os Belenenses por mera promoção pessoal bacoca, delapidando o futuro e assassinando os sagrados direitos do Clube;


PS 2: Gente que nada percebe de gestão desportiva e humana, gente que não tem nenhum projecto sólido de como compatibizar o presente, de forma a garantir o futuro, gente que se entrega sempre nas mãos dos treinadores/empresários e de agiotas que pairam sobre o cadáver! Gente que se esfalfa para subir o morro, quando a luta se desenrola ainda na planície;


PS 3: Que dizer de quem de forma irregular e criminosa, subscreve em nome do CFB e à revelia dos Associados e do seu tempo de "rigor mortis", empréstimos ou negociatas de 8 anos com cláusulas de rescisão de 870 mil euros? Só para ocultarem a forma inábil e provinciana como deram cabo dos projectos que injectavam sangue azul e só azul..., só porque dava trabalho e trabalho é coisa para empresas que vão assessorando, umas atrás das outras e deixem uns pinguinhos insignificantes ...;


PS 4: E orçamenta verbas anuais da ordem de +/- 2,6M€ (acordos, ordenados vários, empréstimos, impostos, etc, entre Clube e sad), sabendo que apenas tem receitas ordinárias da ordem dos +/- 1,6M€ se tudo correr conforme curva mais favorável e "as contas de excel" não estiverem engatadas...;

ENVC - Uma situação Difícil



Quarta, 29 Junho 2011 00:00
Há cerca de 10 anos, numa decisão política de grande alcance, o XIV Governo Constitucional (1ºministro António Guterres) criou condições para a posterior adjudicação pelo Governo seguinte (1ºministro Durão Barroso), da construção de dois navios de patrulha oceânica (NPO) por ajuste directo aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC). Essa adjudicação foi seguida, a breve prazo, da contratação de dois navios de combate à poluição (NCP), cuja configuração era baseada no projecto dos NPO.


Posteriormente, para consagrar o comprometimento do Governo com o projecto de renovação dos meios navais de fiscalização da Armada, foi estabelecido um contrato-programa com os ENVC para construção de um total de 10 NPO e 2 NCP, englobando os contratos de construção dos NPO e NCP, já subscritos. Este contrato-programa ajustou-se às alterações de requisitos da Armada “trocando-se”, em montante financeiro, 2 NPO por 5 lanchas de fiscalização costeira (LFC) .


Entretanto, os ENVC foram beneficiários de contrapartidas do programa de aquisição dos submarinos. Entre essas, figurava o desenvolvimento do estudo do conceito e realização do projecto básico do navio polivalente logístico (NAVPOL/NPL). Esse trabalho foi realizado pelo Consórcio Alemão a quem foram adjudicados os submarinos da classe “Tridente”, em Kiel, no gabinete de projecto do estaleiro HDW, teve a participação activa duma delegação técnica da Armada e, igualmente, participação de técnicos dos ENVC. Esta contrapartida foi avaliada em 3 milhões de contos (15 milhões de euros).


Verifica-se assim que, entre 2001 e 2006, à margem de qualquer processo concorrencial, os ENVC ficaram com uma importante carteira de encomendas de navios militares destinados à Armada Portuguesa, com grande significado financeiro, possibilitando ao estaleiro, através do previsível sucesso na concretização desses programas, a obtenção de uma posição muito vantajosa como construtor de navios militares, atributo raro na generalidade dos países com baixo nível de industrialização, como é o caso de Portugal.


Esta carteira de encomendas militares, com preços contratuais extremamente confortáveis face aos preços correntes de “mercado” para navios destinados a missões afins, privilegiando de forma clara os ENVC, além de favorecer uma futura entrada no mercado de exportação de navios militares, garantia um volante de trabalho de produção industrial com algum significado, durante um período de tempo assinalável, permitindo que os ENVC prosseguissem o esforço de modernização que se impunha e que tinha sido identificado anteriormente.


Os NPO/NCP eram navios relativamente simples, com afinidades com a construção de navios comerciais e permitiriam aos ENVC “afinar” os procedimentos para a realização das LFC, cujos compromissos de dimensão e potência instalada face aos requisitos operacionais e técnicos da Armada exigiriam (como se tem vindo e se virá a comprovar nas negociações que têm decorrido) alguns cuidados especiais na concepção e construção. A concretização dos contratos de NPO, NCP e LFC seriam o “ensaio” necessário para os ENVC se abalançarem na construção do NPL, esse sim, um navio muito complexo Neste último navio, é inquestionável que, em virtude da sua especificidade, os ENVC necessitariam/necessitam de consultoria/apoio de entidades com experiência no respectivo projecto e construção, sob pena da concretização do correspondente contrato se arrastar, com os consequentes custos adicionais e demais prejuízos.


Como é do conhecimento generalizado de quem acompanha a evolução da indústria naval nacional, do lado do “Estado” que tutela o desenvolvimento económico e as empresas estatais, não se tem verificado na tutela dos ENVC suficiente diligência no processo de reestruturação, ao contrário do que se tornou patente no “outro Estado” que se preocupou em equipar a Armada com navios construídos na indústria nacional. A este propósito é pouco compreensível que não seja o Ministério de Economia a tutelar as Indústrias de Defesa pertencentes ao Estado.
Por mais de uma década, os avanços e recuos e a ausência de orientação estratégica do lado do Estado “accionista”, a ineficácia das administrações, algumas mais preocupadas em demonstrar que os engenheiros não percebem nada de gestão empresarial, e incapazes de identificarem as especificidades da indústria naval, permeáveis a múltiplos acordos laborais populistas, demagógicos e ruinosos, que acumulados ao longo dos anos levaram a acréscimos de encargos de produção economicamente insustentáveis (como é o caso do horário laboral de 37 horas semanais), contratos mal feitos e/ou mal geridos, ausência de adequados mecanismos de controlo e aprovisionamento de materiais e equipamentos insuficientemente acautelados, levaram a uma situação financeira insustentável, que o Governo cessante teve de enfrentar.


Depois de anos seguidos de insucessos empresariais, os anos de 2008 e 2009 acumularam todos esses insucessos e acrescentaram mais alguns de modo acelerado, evidenciando ser absolutamente necessário que se tomassem medidas tendentes a sanear a situação financeira e a reponderar a condição empresarial do estaleiro.


Entretanto foram sendo dispendidas somas avultadas em estudos de reestruturação que nunca levaram a qualquer decisão marcante da parte da tutela governamental.


Em meados de 2010 foi finalmente decidido dotar os ENVC de uma nova administração atribuindo-lhe o encargo de fazer o levantamento da situação e de criar condições para a revitalização do estaleiro, se acabasse por ser essa a decisão da tutela.


A iniciativa ficou fortemente comprometida à partida com a nomeação faseada dos administradores e com uma alteração estatutária de permeio, desenhada para satisfazer objectivos de promoção pessoal. O estatuto da empresa foi alterado tendo sido fixada uma solução de governação dualista, totalmente inapropriada e até absurda para uma configuração empresarial mono accionista que, em acréscimo, depende duma holding do Estado.


Os estudos de reestruturação foram feitos em cerca de 4 meses com o recurso a uma empresa consultora internacional e foram apresentados ao governo no princípio de 2011.


Como se tornou habitual, o Governo cessante tratou o assunto de forma distanciada e, até próximo do final (inopinado) do mandato, não tinha tornado públicas quaisquer decisões. Nos últimos dias, próximo da tomada de posse do XIX Governo, uma parte das soluções previstas no projecto de reestruturação, precisamente a que se relacionava com os recursos humanos, foi accionada isoladamente com o natural desagrado e a celeuma que é conhecida pela comunicação social e que seria de esperar. Desconhece-se se as outras parcelas do programa de reestruturação (saneamento financeiro, fundo de pensões, reestruturação orgânica e investimentos, relações de trabalho e acordos laborais, etc.) irão ser implementadas conforme propostas, ou não. Mas foram criadas condições para a “batata quente” ser endossada ao novo Governo.


Em conclusão, a história recente dos ENVC é um exemplo de desperdício de dinheiros públicos por incapacidade da liderança política e por ineficácia das administrações nomeadas pelo Estado.
Os ENVC, enquanto unidade industrial no Alto Minho que, por via da empregabilidade, tem um grande interesse local e regional, com uma história de mais de duas centenas de navios construídos e de umas largas centenas de navios reparados, numa área económica com grande potencial exportador, constituem uma mais valia industrial que justifica um apoio especial como resposta às dificuldades por que toda a indústria naval europeia passa e para resolver as necessidades de reajustamento organizacional, infra-estrutural e nos recursos humanos, que carece e que devem ser feitas, para garantir adequados factores de competitividade.


Mas todos os factores que justificam estrategicamente a existência e actividade dos ENCV e que ultrapassam a óptica exclusivamente financeira (que levaria ao encerramento imediato) não devem acomodar hábitos decorrentes duma arreigada cultura local que desrespeitem as regras da boa gestão empresarial e as boas práticas da indústria num contexto concorrencial, isto é, os elementos de ordem subjectiva que justificam uma atenção especial à indústria naval face ao contexto do mercado, não devem servir de blindagem e indiferença no esforço de procura de custos laborais competitivos, incremento na produtividade, procura de factores objectivos de competitividade, boas práticas de comercialização, racionalidade na produção etc.


Embora seja explicável, é inadmissível que os ENVC, com 4 contratos de navios militares, estabelecidos num período de 10 anos, apenas tenham conseguido executar a quase totalidade do primeiro (o dos NPO), e ainda assim com grandes atrasos e prejuízos assinaláveis. Os três outros contratos estão suspensos por diversas razões, nem todas da responsabilidade do estaleiro; agora, possivelmente, as limitações financeiras do Estado serão mais um obstáculo à retoma da execução desses contratos. É verdade que os ENVC não estão isolados na responsabilidade pelos incumprimentos, dificuldades e deficiências contratuais, mas é um facto que detém uma significativa quota-parte dessa responsabilidade. É inadmissível que não tivesse sido resolvida a incapacidade patenteada ao longo do tempo para se realizar uma correcta e atempada interpretação das consequências da aplicação da letra dos contratos assinados com o Estado e se diligenciasse a capacidade de gerir adequadamente os mesmos.


A actividade de construção naval não é um negócio de ocasião; a necessidade de gerir um contrato que pode decorrer em quatro ou mais anos, com centenas de interveniente e com milhares de actividades, exige precauções especiais, diferentes da gestão de encomendas que decorrem em três ou quatro semanas, como é o caso das reparações navais.


As dificuldades internas que levaram à difícil situação a que o estaleiro chegou estão longe de se cingirem aos contratos militares, antes pelo contrário. Neste momento as obrigações contratuais para com o armador venezuelano, para a construção de dois navios para o transporte de asfalto, não podem deixar de ser tomadas em consideração no esgrimir dos argumentos em matéria de racionalização de efectivos. È necessário ter em consideração que em Portugal não existe um mercado estruturado de subcontratação na área específica da indústria naval. É evidente que se pode sempre subcontratar empresas operando noutras regiões e até em países estrangeiros, mas os respectivos encargos são muito mais elevados do que o que terá sido o orçamentado, e terá fortes reflexos nos resultados finais da execução do contrato, a apurar dentro de quatro ou cinco anos. Mesmo a subcontratação corrente é, regra geral, mais dispendiosa em Viana do Castelo do que a homónima nos distritos de Lisboa e Setúbal. É evidente que alguns pensarão recorrer a mini firmas que recrutarão os que entretanto se desvincularam do estaleiro. Há que fazer contas para ver o resultado dessa operação.


A situação a que os ENVC chegaram, num contexto de crise económica e com o Estado a denotar sérias limitações financeiras, é extremamente perturbante, mas essa situação não resultou de qualquer catástrofe inopinada. Resultou de incúria, incapacidade, arrogância de solicitar apoio especializado no momento próprio, sobreposição de motivações individuais face aos interesses colectivos, etc.


Salvo nos casos de concorrência condicionada, como sucede nos ajustes directos, a indústria naval é um negócio internacional extremamente competitivo e não se compadece com ausência de competência na gestão. A condição económica e a capacidade tecnológica dos estaleiros são aspectos fundamentais na competitividade. Estaleiros fragilizados com más condições técnicas, económicas e financeiras não devem esperar contratos com armadores de primeira linha.


As responsabilidades políticas e gestionárias que na última dezena de anos levaram à actual situação técnica, económica e financeira nos ENVC, deviam ser identificadas para evitar que, mais uma vez, o erário público, suportado por todos os contribuintes, seja onerado com encargos desnecessários sem se identificar as consequentes responsabilidades e, de algum modo, evitar a futura ocorrência de situações semelhantes.


Numa altura em que na sociedade portuguesa se faz um esforço para revitalizar a economia do mar, a indústria naval é necessária e deve ser apoiada, mas esse apoio exige que todos os parceiros actuem com competência. O esforço financeiro do Estado, necessário para “refundar” os ENVC não deve ser desbaratado. Os portugueses merecem que as empresas do Estado sejam um activo e não um peso para a Sociedade!


(Victor Gonçalves de Brito - Contra Almirante, Engº. Naval)



O Silêncio das Gentes


Um silêncio e passos d’homens importantes
Ecoam chão de mosaicos
Poc, poc, poc…ecos
E fatos enfatados
E engravatados
D’homens importantes que as gentes!

Um microfone num discurso sábio
Regado de palavras sábias
O silêncio cúmplice dos dias
No silêncio do silêncio
Das gentes cansadas das oratórias
E discursos de hipocrisias!

Uma torrente de palavras rechonchudas
Um desfile de sapiência
Em gravatas abastadas
As minhas gentes caminham mudas
E desesperam paciência
Na dor do alvorecer de madrugadas!

Quem compra os espinhos das gentes
o suor da caminhada?
Passos d’homens arrogantes
Ecoam mosaico d’estrelas
Eu rezo as velas
Das gentes perfiladas nas estradas!

As minhas gentes suam injustiça dos dias
E dor das noites silenciadas Magricelas
No palácio das estrelas
Gravatas abastadas
Festejam hipocrisia de palavras sábias!

A minha noite adormece entristecida
Na cobardia da gente emudecida!
Décio Bettencourt Mateus (Angola)
In "Xé Candongueiro"

E por cada palavra mal gasta
O povo pagou imposto
Até que um dia disse basta
E voltou a sorrir de Novo...!
(JAN)

Saravá, Belém do Futuro..........


Há coisas difíceis de explicar num Adepto Desportista Ferrenho? Há!

A Paixão, por exemplo...,
o Orgulho,....,
a Alma, ......,
a Fé, ....,
a Fidelidade, ...,
os Sacrifícios suportados, .....,
o Amor eterno.


E há formas estúpidas e alegres de derrubar uma Instituição Centenária? Há!

Escancarar-se as portas a todos os bem “educados”, por exemplo, ....,
não participar activamente na vida do Clube, ....,
endeusar os demagogos das assembleias. .....,
acreditar-se piamente, em híbridos, .....,
aceitar-se, a mediocridade como bitola, ....,
elegerem-se continuadamente, calímeros, mas “salvadores”, ......,
fazer-se sempre de conta, que está tudo bem.


E há receitas rápidas e astuciosas para exterminar Adeptos Militantes? Há!

Primeiro, mata-se-lhes o orgulho,
depois, corta-se-lhes a paixão,
a seguir, fere-se-lhes a alma,
todos os dias, abalamos-lhes mais um pouco, a fé,
tomam-se medidas estapafúrdias, e atingimos-lhes a fidelidade,
favorecimentos internos, questionam os sacrifícios suportados,
mas gritamos que a culpa é dos outros! E adeus?! activo amor eterno.


Mas há fórmulas conhecidas para inverter este perigoso plano inclinado? Há!

-Incentivar, motivar e alimentar a paixão a outros jovens por esse mundo fora, como ao João Barbosa de 25 anos (de Gaia), que nunca assistiu a um jogo no Restelo e não tem antecedentes familiares Belenenses, ....,

-agradecer, mas secar as lágrimas de orgulho do Tiago Maurício (Feira / Aveiro), que sente as desditas Belenenses como ninguém, devolvendo-lhe sorrisos francos e continuados...

-pedir desculpa a João Basílio e aceitar o seu plano de recuperação e fidelização de sócios, com 50 patrocinadores dispostos a suportar os custos, projecto apresentado ao JPA , e desprezado, ....

-idem para o Nuno Gomes, no tocante a este assunto, e outros, ....,

-agraciar António Estrelado pelo seu empenho pessoal e dedicação, cumprindo o acordado com a BelenInvest, em tempo, ....,

-reunificar toda a família Belenense, devolvendo-lhe a chama e o brilho, ....,

-enterrar de vez “o estigma do Velho do Restelo”, naquela que deve ser a primeira e grande medida profiláctica, indício, de que teríamos finalmente Adeptos, Sócios e Dirigentes, compenetrados da grandeza e do futuro que se deseja e é possível construir, no ainda, Clube de Futebol "Os Belenenses".

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vaidade!
um dia,
foi-se-me a Fortuna
e eu vi-me só no mar,
com minha escuna,
e ninguem me valeu,
na tempestade!
(António Nobre)

Sem Comentários...


Uma Imagem Que Vale Mais Que Mil Palavras...

Foto de menino chinês prestes a fazer xixi e de um frango olhando para a pilinha do menino e achando que é um verme comestível.

O menino lança um olhar de advertência: “não te atrevas a chegar perto de mim".

Vencedor da Foto do ano 2011 no Taipei Prize Photography Award

O "Poder" Cega..., Até os Mais "Virtuosos"....


Lá diz a sabedoria popular: -"...não há pior cego que aquele que não quer ver...", e em certas ocasiões associando-se a este o velho ditado: "... quando a oferta é muita o pobre desconfia...", e a charada fica completa com: "...se te sentes injustiçado, luta pela tua honra, não delegues noutros que o façam por ti...".

Independentemente de sermos latinos, pouco dado ao trabalho quando os meios de produção estão devidamente "desorganizados" para proveito das elites dirigentes, de gostarmos de falar alto e todos ao mesmo tempo, para mostrarmos que todos temos razão, o tal "maldito adn árabe" que corre nas veias de muitos e faz aos olhos de alguns nórdicos, parecermos uma reles edição do grande tenda árabe, é possível caminhar-se para uma sociedade melhor e ser-se simultâneamente, independente, sério e competente.

Infelizmente o povão ainda aprecia borlas, romarias, homenagens, festas e papas! Sim! Já não há bolos frescos, só requentados, o açúcar e a farinha estão mais caros e o sal foi mandado reduzir pelos assessores do cherne, logo, borlas..., que pagarás mais adiante e bem mais caro.

Quanto a homenagens, há formas sérias e sentidas de as fazermos, as populistas e com segundas intenções, são dispensáveis.

Saravá Grande Zé António! Lembra-te da última sauna que efectuamos juntos no H. Place da Quinta da Fonte! Continua a irradiar luz, humildade e energia positiva.

É verdade, ainda temos as borlas, num Clube que anda nas bocas do mundo por os seus dirigentes serem contumazes incumpridores, o que contrasta com o seu famoso estilo cigarra-papagaio! Pois! Fartos de calímeros...

Temos ainda que defrontar um adversário aguerrido e que sempre nos criou dificuldades, mesmo em nossa casa. Solução para os ultrapassar de forma condigna? Todos voltarem a ter respeito pelo símbolo que representam e não darem confiança do primeiro ao último instante.

W5 Ganha Todo o Terreno...


Desenganem-se os que pensam que as instalações das Piscinas estão abandonadas!

A Wc5 ganha metros quadrados a cada dia que passa, as salas de reuniões e os escritórios estão em franca expansão.

Desenganem-se os que pensam que eles trabalham em exclusividade para o Clube, tratam destas Comissões (quantos por cento????) e de outras alheias, tudo em terreno do Belenenses sem pagar um tostão de renda ao Clube.

E agora até se deslocam no "Papamóvel" (carro maca) para rentabilizar o tempo, a azafama é grande, os negócios aumentam, eles estão em franca expansão e engrandecimento.

Belenenses abre os olhos, enquanto a Wc5 está a crescer, tu corres o risco de desaparecer.

PS 1: Texto enviado por "anónimo" devidamente identificado, publicado na íntegra, conforme original;

Nota à Margem: Mas afinal quem é este "papão" das comissões?! Será que estão mesmo a ganhar terreno!? Ou serão corridos não tarda nada! Aguardemos, que o povo há muito que deixou de estar sereno...

the Neimah Singer... Vinho Verde ou Jolas ...



Enquanto alguns papalvos vão engolindo patranhas atrás de patranhas, deixo-vos com esta maravilhosa interpretação do trio Naftali Herstik, Alberto Mizrachi e Benzion Miller, acompanhados pela orquestra da Sinagoga Portuguesa de Amsterdam, dirigida pelo maestro Jules van Hessan, como melhor forma de digerirem a mistela requentada.

De facto, só estomagos muito tumofactos podem continuar a aceitar o intragável, nem que acompanhado com Pasteis de Nata, quanto mais com óleo de fígado de bacalhau...

O CFB é enxovalhado todos os dias na praça pública, por inimigos, por supostos amigos e por dirigentes sem nível e sem vergonha.

Todos sabemos que trabalhar é cansativo, ainda não é totalmente "fiável" o programa informático que descarrega a nossa responsabilidade comodamente sentados, apenas carregando num simples botão. Talvez se chegue lá muito proximamente, quando as inteligências artificiais forem mais fiáveis que certos sem vergonha. Por isso, contratam-se assessorias para a susbtituirem a nossa reconhecida incompetência profissional, uns a 10% (mesmo que não tenham mexido uma palha), outros a 1€/sócio recuperado ou angariado e fantasmas ao domicílio.

Saravá Grande António Estrelado! Um braço teu vale mais que esta tropa fandanga...

Em momento particularmente difícil, "o novo xerife" que parece nada ter aprendido com os infelizes deslizes do anterior, repete as mesmas patacoadas do foragido irresponsável, troçando dos adeptos com o maior dos descaramentos, julgando-se muito espertinho e convincente.

Então as negociatas ao desbarato de jogadores deste pobre e abandonado plantel, são sempre feitas em dias ou vésperas de jogos internacionais?

Os pressupostos não devem ser antecipadamente calendarizados e conseguidos, mesmo que se tenha de ir de chapéu na mão perante a oposição?

Para termos margem de segurança?

É convidando empresários e amigos do clube 5 minutos antes de mais um tiro nos presuntos (a tal RG de jogadores cansados de mentiras em que se pede para assinarem documentos de não dívida), que se oferece o passe de jogadores ainda não alienados a pataco?

Apregoar em surdina perante amigalhaços que para resolver os problemas do clube e sad, é melhor descer de divisão, é que é sério?

E quando confrontados por adeptos fervorosos sempre disponíveis para branquearem merda bem negra, mente-se com quantos dentes se tem e diz-se exactamente o contrário?

Rebobinando a Fita do Tempo...

"Mesa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão"! Ou será que todos têm? À Escolha de cada freguês. Ou, albarde-se o burro, à vez..., e mesmo assim, continuariam muitos infelizes.

Ainda bem que o tempo não está às ordens destes idiossincráticos pavões, senão de nano em nano segundo, mudava, para nano satisfação destes cacópatas de caudas múltiplas.

Pois bem, deixemo-nos de ditos e reditos e puxe-se a culatra atrás! Dreisar, Mouzer, Uzi, Vinharon, o que se queira, de preferência com carregadores duplos ou muitos pentes, interessa é que sejam azeitonas de Elvas, buraquinho à entrada e buracão à saída. O C.F.B. tal como o país, só lá vai à cachaporra e da grossa. A merda deste povo que não se governa nem se deixa governar, sempre aprendeu à força, levando nas fuças e mantendo o bico calado.

Somos todos Belenenses? Mentira! Alguns que se misturam entre nós não são Azuis Sem Riscas, uma parte substantiva é colorida e desavergonhada, mas teimam em aparecer para a confusão, aproveitando o desnorte para saltarem e pavonearem-se nos pedrestrais escancarados, já que na casa dos viscondes falidos não têm audiência, tal como os milhafreiros que são suportados pelo regime e sempre quiseram controlar a concorrência. Daí a confusão e desnorte que por aí grassa, quem não é Belenenses de gema, não pode lutar por um objectivo sério e único. O AZUL, SÓ!

Então, "rebobinando a fita do tempo", mais próxima, que temos?

Era Cabral Ferreira, O VERMELHÂO "deus midas"! Popularucho, sem vontade própria, sem projecto pessoal, desconhecedor das várias matérias, o deixa andar, que amanhã também é dia. O Ai Jesus que resolva que pago bem (870.000,00€/10 meses, fora prémios de jogo que até envergonham o mais puritano).

-Transferências fantásticas!?
-Conta de pagamentos/luvas a Terceiros, exponencial;
-Pagamentos ao fisco que se lixe!
-Êxitos desportivos extremos, O céu e O inferno!
-Quinquagésimo aniversário do "nosso estádio da luz"????
-Entrega da viagem a Munich a agiotas, matando o sonho de milhares de adeptos;
-Emendou a "mão" no caso Mateus, graças ao escritório que trabalhou para os dois lados e pagamos um quilhão de massa. Nelsinho, continua a dar banho ao cão...
-Nenhuma capitalização do prestígio em termos de angariação de sócios e fidelização;
-Coroa de glória eleitoral, deixar sair João Pinto e ir buscar Hugo a Espanha, a troco de milhares por mês que sabia não poder pagar, e, mais uma penhora!

Era Fernando Sequeira! O Desembaraçado ex-Administrador Bancário! Pequenino, dançarino e ...! Quem o ouvir falar não o leva preso! Desconhecedor por completo da realidade desportiva! Não deu mais tiros nos próprios pés porque foi travado por JVF.

-fez a vontade ao Nelsinho e pô-lo a mamar legalmente da sad e clube;
-ganhou um aliado de "peso" que lhe fazia os fretes e preparava os caldinhos que JVF não papava!
-"contratou e descontratou" treinadores, idem para jogadores;
-quis cortar a direito no regabofe institucional, sem proteger a rectaguarda;
-ofendido, perseguido, humilhado;
-principal mérito, conseguiu empréstimo 700.000,00/aval pessoal e +4.300.000,00 c/garantia parque sul, limpando buracos fiscais e salariais anteriores;

Nota 1: Calcanhar de Aquiles! Nunca ter querido explicar em AG ou entrevista aos media, das pressões a que foi sujeito por familiares de actuais ex-funcionários, inclusive por actuais dirigentes do clube, proponentes de prestação de jogadores e treinador, a troco de comissões pessoais;

Nota 2: Sabia-se do projecto "escondido" com o amigo martins, que até podia ter sido interessante, caso não imperasse o secretismo que leva a outros ismos;

Era Viana de Carvalho, O "rei" Gnomo das "parcerias"! Vaidoso até dizer chega, o verdadeiro emulo de José Castelo Branco para as flaxadas da duvidosa "fama"! O fugas para a frente! O despiciente! O aventureiro! O alefre irresponsável!

-quem lhe pagou a campanha tem quota parte nesta política de avestruz;
-socorreu-se do segredo de polichinelo doutros (md) para inscrever a muito custo a equipa, não sem que antes o CG sondasse outros candidatos p/garantir pressupostos!
-deixou um buraco mais alargado e mais fundo;
-partiu às escuras e sem holofotes da fama;

Era

Acabemos com a Vulgaridade! De Vez...


pairam de novo, sombras no ar
corações trémulos a soçobrar
vozes iradas a reclamar
contas e contos por explicar!
e tantos cobardes a excursionar
fugindo ao sagrado dever de lutar.

bons a berrar na oposição
cada asno um triste pavão
excelentes em excel, e antemão
"sábia" disciplina do charlatão
que prepara o assalto na confusão
e sabia tudo na palma da mão!

a vida contudo mostra
ser vigário é uma aposta
com validade de falsa amostra
ineficaz e mais danosa
quando murcha a pálida rosa
logo salta a verdadeira marosca!

merecia o Belém melhor destino
que este calvário e desatino
de reles jogadores sem tino
lateiros com prosápia de casino
ávidos de flaxes e sujo brilho
sempre à custo do nosso hino!

cá se fazem, cá se pagam
diz o povo e com razão!

Desta vez talvez alguém se foda!
já chega de tanto aldrabão.

Anda Para Aí Muita Sacanagem...



Quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga (Saravá! Grande António Variações).

Brincar com uma Instituição Nonagenária devia dar cadeia efectiva!

Dá-lhes Falâncio...

Verdades que doem, a muito analfabeto intelectual


Portugal atravessa um dos momentos mais difíceis da sua história que terá que resolver com urgência, sob o perigo de deflagrar crescentes tensões e consequentes convulsões sociais.

Importa em primeiro lugar averiguar as causas. Devem – se sobretudo à má aplicação dos dinheiros emprestados pela CE para o esforço de adesão e adaptação às exigências da união.

Foi o país onde mais a CE investiu "per capita" e o que menos proveito retirou. Não se actualizou, não melhorou as classes laborais, regrediu na qualidade da educação, vendeu ou privatizou a esmo actividades primordiais e património que poderiam hoje ser um sustentáculo.

Os dinheiros foram encaminhados para auto estradas, estádios de futebol, constituição de centenas de instituições publico - privadas, fundações e institutos, de duvidosa utilidade, auxílios financeiros a empresas que os reverteram em seu exclusivo benefício, pagamento a agricultores para deixarem os campos e aos pescadores para venderem as embarcações, apoios estrategicamente endereçados a elementos ou a próximos deles, nos principais partidos, elevados vencimentos nas classes superiores da administração publica, o tácito desinteresse da Justiça, frente à corrupção galopante e um desinteresse quase total das Finanças no que respeita à cobrança na riqueza, na Banca, na especulação, nos grandes negócios, desenvolvendo, em contrário, uma atenção especialmente persecutória junto dos pequenos comerciantes e população mais pobre.

A política lusa é um campo escorregadio onde os mais hábeis e corajosos penetram, já que os partidos cada vez mais desacreditados, funcionam essencialmente como agências de emprego que admitem os mais corruptos e incapazes, permitindo que com as alterações governativas permaneçam, transformando – se num enorme peso bruto e parasitário. Assim, a monstruosa Função Publica, ao lado da classe dos professores, assessoradas por sindicatos aguerridos, de umas Forças Armadas dispendiosas e caducas, tornaram – se não uma solução, mas um factor de peso nos problemas do país.

Não existe partido de centro já que as diferenças são apenas de retórica, entre o PS (Partido Socialista) que está no Governo e o PSD (Partido Social Democrata), de direita, agora mais conservador ainda, com a inclusão de um novo líder, que tem um suporte estratégico no PR e no tecido empresarial abastado.

Mais à direita, o CDS (Partido Popular), com uma actividade assinalável, mas com telhados de vidro e linguagem publica, diametralmente oposta ao que os seus princípios recomendam e praticarão na primeira oportunidade.

À esquerda, o BE (Bloco de Esquerda), com tantos adeptos como o anterior, mas igualmente com uma linguagem difícil de se encaixar nas recomendações ao Governo, que manifesta um horror atávico à esquerda, tal como a população em geral, laboriosamente formatada para o mesmo receio.

Mais à esquerda, o PC (Partido comunista) vilipendiado pela comunicação social, que o coloca sempre como um perigo latente e uma extensão inspirada na União Soviética, oportunamente extinta, e portanto longe das realidades actuais.

Assim, não se encontrando forças capazes de alterar o status, parece que a democracia pré – fabricada não encontra novos instrumentos.

Contudo, na génese deste beco sem aparente saída, está a impreparação, ou melhor, a ignorância de uma população deixada ao abandono, nesse fulcral e determinante aspecto. Mal preparada nos bancos das escolas, no secundário e nas faculdades, não tem capacidade de decisão, a não ser a que lhe é oferecida pelos órgãos de Comunicação.

Ora e aqui está o grande problema deste pequeno país; as TVs as Rádios e os Jornais, são na sua totalidade, pertença de privados ligados à alta finança, à industria e comercio, à banca e com infiltrações accionistas de vários países.

Ora, é bem de ver que com este caldo, não se pode cozinhar uma alimentação saudável, mas apenas os pratos que o "chefe" recomenda. Daí a estagnação que tem sido cómoda para a crescente distância entre ricos e pobres.

A RTP, a estação que agora engloba a Rádio e Tv oficiais, está dominada por elementos dos dois partidos principais, com notório assento dos sociais democratas, especialistas em silenciar posições esclarecedoras e calar quem lenta o mínimo problema ou dúvida. A selecção dos gestores, dos directores e dos principais jornalistas é feita exclusivamente por via partidária. Os jovens jornalistas, são condicionados pelos problemas já descritos e ainda pelos contratos a prazo determinantes para o posto de trabalho enquanto, o afastamento dos jornalistas seniores, a quem é mais difícil formatar o processo a pôr em prática, está a chegar ao fim. A deserção destes, foi notória.

Não há um único meio ao alcance das pessoas mais esclarecidas e por isso, "non gratas" pelo establishment, onde possam dar luz a novas ideias e à realidade do seu país, envolto no conveniente manto diáfano que apenas deixa ver os vendedores de ideias já feitas e as cenas recomendáveis para a manutenção da sensação de liberdade e da prática da apregoada democracia.

Só uma comunicação não vendida e alienante, pode ajudar a população, a fugir da banca, o cancro endémico de que padece, a exigir uma justiça mais célere e justa, umas finanças atentas e cumpridoras, enfim, a ganhar consciência e lucidez sobre os seus desígnios.

(Prosa esclarecedora do conhecido sociólogo e filosofo francês, Jaques Amaury, professor na Universidade de Estrasburgo, publicou recentemente um estudo sobre "A crise Portuguesa", onde elenca alguns caminhos, tendentes a soluciona – la.)


PS : Qualquer semelhança entre o povo deste país e alguns adeptos do CFB, é mera coincidência...;

Ligeirão Azul - 100% Isento de Fumaça !!! ...



Chama-se Projecto B100, começou em 2009? É o maior ônibus articulado do mundo, com 28metros de comprimento e pode transportar até 250 pernas de pau brasileiros! Corre nas viárias de Curitiba.

O nome B 100, quer dizer que é movido a combustível não poluente, no caso, a soja, mas B100 quer dizer também que é 100% isento de fumaça! Ou seja, não poluente! Será?

Um ligeirão que pode chegar e rodar perto de você muito proximamente, cuidado com a fumaça, há traffic a rondar e aumentar aí, demasiado pró meu gosto.

Pelo sim pelo não já mandei semear feijão preto e plantar torneirinha de chopinho por tudo quanto é sítio em volta do Restelo, a picanha virá directamente das pampas argentinas, lá o gado come espojado sobre a densa e fina grama, não precisa correr, tipo bunda gorda, por isso tem o traseira mais tenro.

Este grande pópó ou combóio, também pode servir para levar até ao forum, leia-se Campus da Justiça, os gorungosas, os vadios, os pulhas, os natas de 20, os fugitivos, os pé rapados, os pernadas, os pernaltas e inté os vitelinhos qui mamam muito e di mansinho...

Carta aos Amigos Mortos...


Eis que morrestes– agora já não bate
O vosso coração cujo bater
Dava ritmo e esperança ao meu viver
Agora estais perdidos para mim
- O olhar não atravessa esta distância
- Nem irei procurar-vos pois não sou
Orpheu tendo escolhido para mim
Estar presente aqui onde estou viva.
Eu vos desejo a paz nesse caminho
Fora do mundo que respiro e vejo.
Porém aqui eu escolhi viver
Nada me resta senão olhar de frente
Neste país de dor e incerteza.
Aqui eu escolhi permanecer
Onde a visão é dura e mais difícil

Aqui me resta apenas fazer frente
Ao rosto sujo de ódio e de injustiça
A lucidez me serve para ver
A cidade a cair muro por muro
E as faces a morrerem uma a uma
E a morte que me corta ela me ensina
Que o sinal do homem não é uma coluna.

E eu vos peço por este amor cortado
Que vos lembreis de mim lá onde o amor
Já não pode morrer nem ser quebrado.
Que o vosso coração que já não bate
O tempo denso de sangue e de saudade
Mas vive a perfeição da claridade
Se compadeça de mim e de meu pranto
Se compadeça de mim e do meu canto.
(Sophia de Mello Breyner Andresen)

Saravá Sporting Clube Farense Pelos 101...

O S.C.Farense faz hoje 101 anos e conseguiu “apagar” do seu passivo +/- 4M€!?

Não é mentira do 1º. de Abril. É trabalho de gente honrada, que luta, é inteligente e não foge dos problemas. Embora continuem empenhados, não fizeram mais nem menos que muitos dos aldrabrões que por aí pululam e são perdoados ou beneficiados pelos amigos governantes de forma descarada, limitaram-se a aproveitar os buracos das leis, contrataram um profissional sério e competente em matéria fiscal e lá phecundaram finanças e SS, com cerca de quatro milhões de euros, já prescritos.

Afinal se um ex-secretário de estado de Cavaco (actualmente em repouso caseiro com pulseira diamantada), depois de dar aos portugueses mais 5MM€ para se coçarem e anteriormente ter parido parecer que salvou empresa de Aveiro em 750 mil euros, e há bem pouco tempo as finanças terem deixado carrapatosos e trancosos com outros tantos, isto é que é democrático e salutar.

Executar idosa morta há 9 anos por mil e tal euros de suposta dívida, quando nem a reforma reclamava, é que é de verdadeiros heróis que zelam pela transparência deste estado e desta desgraçada e caquéctica república...

Lembrar-me eu que este Farense nos papou em casa em 1990 numa meia final da Taça de Portugal (que acabaria por perder na final para o EA), por 1 - 2, quando ganhávamos ao intervalo por 1 -0, naquela que poderia ter sido a nossa dobradinha na prova!

Assisti incrédulo no sector 6, mesmo na vertical do emblema e por baixo do camarote da direcção (nos 3 cativos que possuía na altura e cujas cadeiras também pagara), à sobranceria de alguns dos craques de então, junto de uma glória perdida pelo CFB, de nome, José Luís de Sousa Gomes, médio possante proveniente do Nacional da Madeira, que alguns dirigentes "tanto o protegeram" com promessas vãs, que ele acabou por ir para a tropa e dar cabo do ombro esquerdo! Perdendo-se mais um no CFB para o futebol.

E ainda recordo as sábias palavras de David Sequerra e Carlos Pinhão que me confidenciaram: "...alegra-te que tens aí o substituto do Mário Coluna na selecção...".

Mas voltando à vaca fria e congelada, por duas ou três vezes virem-me para trás e instiguei Mário Rosa Freire a ir à cabine dar um puxão de orelhas na trupe, em vão...

Na linha lateral, Paco Fortes ia até à bandeirola do topo sul dar instruções e berrar com os seus, sendo rebocado pelo bandeirinha para a linha de meio campo! E nós, a vermos a banda passar, arrepiei-me pensando em mais uma "reprise" anos quarenta. Pensado e infelizmente aconteceu! Porque as sumidades não quiseram levantar a bunda e ir cumprir o seu dever de estarem atentos e sempre intervenientes.

É assim o nosso Belenenses na maior parte das vezes!

Nos entretantos, haja jolas, croquetes e dinheiro para pagar-se a advogadozecos de meia tigela, reles mandaretes de grandes sociedades de causídicos. Porque desta forma ainda ganhamos processos mediáticos, mas pagamos sempre duas ou três vezes mais pela desorganização e falta de amor ao Clube.

Proteger as nossas pérolas e lutar na hora pelos sagrados direitos do Clube de Futebol Os Belenenses, é mais complicado. Há sempre mais um pintelho de incompetência a atrapalhar a acção, mormente quando não se é AZUL SEM RISCAS.

Siga a marinha que meu pai é Almirante..., não creio que aos 101 anos os que ainda forem vivos e sentirem o CFB, possam dizer o mesmo que os Adeptos Farenses.

Isto se por acaso ainda existir o heróico Clube imaginado e amado por Artur José (Soares) Pereira ...

Vem Vento, Varre...


Vem vento, varre
sonhos e mortos.
vem vento, varre
medos e culpas.
Quer seja dia,
quer faça treva,
varre sem pena,
leva adiante
paz e sossego,
leva contigo
nocturnas preces,
presságios fúnebres,
pálidos rostos
só covardia.
Que fique apenas
erecto e duro
o tronco estreme
de raiz funda.
Leva a doçura,
se for preciso:
ao canto fundo
basta o que basta.
Vem vento, varre!
(Adolfo Casais Monteiro)

Apostilha: Este licenciado em história, filosofia e pedagogia, nasceu no Porto em 1908, publicando o seu primeiro livro em 1929, com o sugestivo título "Confusões". Talvez fosse premonição ou simplesmente a continuação do legado de Eça de Queiroz, quanto à merda de classe política que continuaríamos a ter;

Banzai ? Banzai ? Chega de Kamikazes !


Há muito anos que a aviação é uma indústria de precisão credível, que coloca no mercado veículos altamente sofisticados e fiáveis, que exigem pilotos sóbrios e experimentados aos seus comandos. E sempre que Kamicazes oficiais e oficializados se perpetuam e se auto - imolam na pira das vaidades, mas sem nenhum resultado prático ou contributo heróico, lá se vai mais uma palete de ferro velho e mais alguns milhões, cobardemente atirados para a desordenada fossa de Mindanau, cada vez menos Azul!

E não sabemos quem mais censurar, se os instrutores e instigadores destes albinos pilotos que lhes preenchem os Load Sheets, se os tristes e tontos voluntários que se alapam sem qualquer experiência e glória, à manche do primeiro STOL disponível, ainda que com modernos sistemas PAPI, que os levam a sonhar e logo praticar as arriscadas manobras de Balsing, mal levantam a ponta do nariz, despenhando-se sem honra nem glória, quase sempre sobre meia pista.

O curioso é que a autoridade aeronáutica interna que devia averiguar estes desastres, raramente consegue parir um relatório credível, remetendo para eventuais Runway Incursion ou Tail Strike, rapidamente esquecidos, limitando-se a caçar a licença de voo ao atordoado kamicaze, se sobreviver, e desde que não seja PILOV regimental. Entretanto a esquadra de zeros à direita, aumenta assustadora e exponencialmente. Por outro lado, o basbaque quer é festivais aeronáuticos, e quanto mais Rapadas presenciarem, maior a emoção, mesmo que evitáveis e só sirvam para danificar e escaqueirar material próprio.

Entretanto num sector em crise, mas cada vez mais rigoroso e profissional, nem é preciso o INAC intervir para os escóis de kamicazes serem desviados naturalmente para aeroportos cada vez mais secundários, com todos os seus instruendos, mecânicos e pessoal de voo contratado a termo, que como é natural, deixaram de ser capazes de manterem um mínimo de disciplina e rigor para exercerem a profissão.