Então, recapitulemos. A agência de rating Moody's baixa a
nota da Grécia; as taxas de juro explodem; o país declara
falência; a população revolta-se; o exército toma o poder,
declara-se o estado de urgência e um general é entronizado
ditador; a Moody's, arrependida pelas consequências, pede
desculpa... "Alto!", grita-me um leitor, que prossegue:
"Então, você começa por dizer que vai recapitular e, depois
de duas patacoadas que todos conhecemos, lança-se para
um futuro de ficção científica?! " Perdão, volto a escrever
então, recapitulemos. Só estou a falar de passado e vou
repetir-me, agora com pormenores. A Moody's, fundada em
1909, não viu chegar a crise bolsista de 1929. Admoestada
pelo Tesouro americano por essa falta de atenção, decidiu
mostrar serviço e deu nota negativa à Grécia, em 1931. A
moeda nacional (dracma) desfez-se, os capitais fugiram, as
taxas de juros subiram em flecha, o povo, com a corda na
garganta, saiu à rua, o Governo de Elefthérios Venizelos
(nada a ver com o Venizelos, atual ministro das Finanças)
caiu, a República, também, o país tornou-se ingovernável e,
em 1936, o general Metaxas fechou o Parlamento e
declarou um Estado fascista. Perante a sua linda obra, a
Moody's declarou, nesse ano, que ia deixar de dar nota às
dívidas públicas. Mais tarde voltou a dar, mas eu hoje só vim
aqui para dizer que nem sempre as tragédias se repetem em farsa,
como dizia o outro. Às vezes, repetem-se simplesmente.
FERREIRA FERNANDES
publicado DN a 2012-02-08 às 01:05
Leia a Política de Comentários e Princípios «Belém Livre»
Contacte-nos por email: belem.livre@gmail.com
Não Leia, Isto é Velho de 75 Anos ...
Publicado por JAN @ 1.3.12 Etiquetas: Crises Bolsistas, Dividocracia, DN, Ferreira Fernandes, Grécia, Mooy´s, Políticos e Banqueiros de Merda
Bum - Bum!!! Boches e Colaboracionistas (nas Mãos dos Maquis) Gregos ...

A flácida andou durante meses a cagar postas de pescada, juntamente com o anão sarkoz! Cada vez que bolsavam juntos ou à vez, mercados a sacanearem as frágeis economias dos "troca-o-passo", porque não foram à tropa!
Os patrões do rating fraudulento (que andaram a esconder o regabofe da Grécia, até esta dizer que os submarinos não podiam entrar no ano fiscal que tanto queria a merklas), encheram o bandulho e deram aos patrões Soros & Cª. outra abundância execrável...
Mas eis que Papandreou se lembra de pedir aos enrabados do costume, que digam se ainda têm cu para mais entalanços, bramindo a "bomba-antónia-dos-pobres", o instrumento que todos os filhos de puta desta democracia representativa tanto fogem, O Referendo, e não é que todos os trafulhas desta europa tinhosa ficaram com os sim-senhores tef-tef...
Afinal, o que é bom é faladrar-se que representamos o povo, de que fomos eleito pela maioria, não importa qual, desde que se engane os anjinhos com milongas e promessas nunca cumpridas...
Vem aí mais merda rala, muita vai de encontro às ventoinhas dos poderosos, inclusive em Portugal, já ninguém consegue ouvir mais que 60 segundos aquele gasparzito, lábia de mandrake lélé, se cuidem...

Naturalmente que todos sabemos que a maior parte dos gregos são adoradores do sol e jolas, (coisa que nunca aprovamos), tipo, os ricos que paguem a crise! Mas vem aí turbo-lência e como diz o outro: "... pimenta no cu do parceiro, para mim é gelado..."!
Publicado por JAN @ 3.11.11 Etiquetas: Angela Merkel, Dívida Soberana, FMI, Grécia, Papandreou, Políticos de Merda, Rating, Sarkozi
Quem Pagou os Estragos de Hitler????

A flácida levou mais uma enrabadela política em Berlim, já pia mais fininho, e ainda não acabaram as auto flagelações ou futuro negro desta mijona, Angela Merkel Michael Kappeler...
O pagode não tem memória curta e apesar da merklas ser oriunda da ex-rda, há quem na ex-rfa, tenha sentido crítico...
O historiador Albrecht Ritschl evoca em entrevista ao site de Der Spiegel vários momentos na História do século XX em que a Alemanha equilibrou as suas contas à custa de generosas injecções de capital norte-americano ou do cancelamento de dívidas astronómicas, suportadas por grandes e pequenos países credores.
Ritschl começa por lembrar que a República de Weimar viveu entre 1924 e 1929 a pagar com empréstimos norte-americanos as reparações de guerra a que ficara condenada pelo Tratado de Versalhes, após a derrota sofrida na Primeira Grande Guerra. Como a crise de 1931, decorrente do crash bolsista de 1929, impediu o pagamento desses empréstimos, foram os EUA a arcar com os custos das reparações.
A Guerra Fria cancela a dívida alemã
Depois da Segunda Guerra Mundial, os EUA anteciparam-se e impediram que fossem exigidas à Alemanha reparações de guerra tão avultadas como o foram em Versalhes. Quase tudo ficou adiado até ao dia de uma eventual reunificação alemã. E, lembra Ritschl, isso significou que os trabalhadores escravizados pelo nazismo não foram compensados e que a maioria dos países europeus se viu obrigada a renunciar às indemnizações que lhe correspondiam devido à ocupação alemã.
No caso da Grécia, essa renúncia foi imposta por uma sangrenta guerra civil, ganha pelas forças pró-ocidentais já no contexto da Guerra Fria. Por muito que a Alemanha de Konrad Adenauer e Ludwig Ehrard tivesse recusado pagar indemnizações à Grécia, teria sempre à perna a reivindicação desse pagamento se não fosse por a esquerda grega ficar silenciada na sequência da guerra civil.
À pergunta do entrevistador, pressupondo a importância da primeira ajuda à Grécia, no valor de 110 mil milhões de euros, e da segunda, em valor semelhante, contrapõe Ritschl a perspectiva histórica: essas somas são peanuts ao lado do incumprimento alemão dos anos 30, apenas comparável aos custos que teve para os EUA a crise do subprime em 2008. A gravidade da crise grega, acrescenta o especialista em História económica, não reside tanto no volume da ajuda requerida pelo pequeno país, como no risco de contágio a outros países europeus.
Tiram-nos tudo - "até a camisa"
Ritschl lembra também que em 1953 os próprios EUA cancelaram uma parte substancial da dívida alemã - um haircut, segundo a moderna expressão, que reduziu a abundante cabeleira "afro" da potência devedora a uma reluzente careca. E o resultado paradoxal foi exonerar a Alemanha dos custos da guerra que tinha causado, e deixá-los aos países vítimas da ocupação.
E, finalmente, também em 1990 a Alemanha passou um calote aos seus credores, quando o chanceler Helmut Kohl decidiu ignorar o tal acordo que remetia para o dia da reunificação alemã os pagamentos devidos pela guerra. É que isso era fácil de prometer enquanto a reunificação parecia música de um futuro distante, mas difícil de cumprir quando chegasse o dia. E tinha chegado.
Ritschl conclui aconselhando os bancos alemães credores da Grécia a moderarem a sua sofreguidão cobradora, não só porque a Alemanha vive de exportações e uma crise contagiosa a arrastaria igualmente para a ruína, mas também porque o calote da Segunda Guerra Mundial, afirma, vive na memória colectiva do povo grego. Uma atitude de cobrança implacável das dívidas actuais não deixaria, segundo o historiador, de reanimar em retaliação as velhas reivindicações congeladas, da Grécia e doutros países e, nesse caso, "despojar-nos-ão de tudo, até da camisa".
Os Pobres ( I )
" ... ó geração de vapor e de pó de pedra, macadamizai estradas, fazei caminhos de ferro, construí passarolas de Ícaro, para andar a qual mais depressa, essas horas contadas de uma vida toda material, massuda e grossa como tendes feito esta que Deus nos deu tão diferente daquela que hoje vivemos. Andai, ganha-pães, andai : reduzi tudo a cifras, todas as considerações deste mundo a equações de interesse corporal, comprai, vendei, agiotai - No fim de tudo isto, o que lucrou a espécie humana ? Que há mais umas poucas dúzias de homens ricos. E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico ? [ ... ] cada homem rico, abastado, custa centos de infelizes, de miseráveis. "
(Almeida Garrett, in " Viagens na Minha Terra ", 1843)
Publicado por JAN @ 20.9.11 Etiquetas: A.Garret, Albrecht Ritschl, Alemanha, Angela Merkel, Der Spiegel, Dívida Soberana, EUA, Grécia, Hitler, Rating da República em 2011, União Europeia


