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Em dia de Finados, Toque-se a Rebate, Antes ...

"...um sonho que não se interpreta, é como uma carta escrita que não se lê..."

(Talmude)

Neste dia dedicado a homenagear os nossos entes queridos que passaram a dimensão superior (parentes ou amigos), preste-se pública homenagem a todos os que já tendo partido, engrandeceram o Clube de Futebol "Os Belenenses", na maioria dos casos, com inegável prejuízo das suas vidas profissionais e familiares. SARAVÁ! HOMENS GRANDES (DA ERA) ANTES QUEBRAR QUE TORCER.

E talvez seja o momento apropriado, porque ainda não demasiado tarde, para fazer-se um alerta e toque a rebate aos que alcandorando-se ao poder (...porque o futebol estava mal...), também podem ser corridos do "cadeirão de todas as vaidades", porque esse mesmo futebol pode cair num buraco pior do que o encontraram...

Desde logo porque de futebol e gestão desportiva, andam a léguas da sabedoria (tão labiamente, tão espalhafatosamente e tão descaradamente), palradas, cantadas e decantadas nas ags e páginas dos amigos de todas as jolas.A crise e as dívidas que aparecem todos os dias, são falácias que podem enganar os tolinhos que adoram bajular o fraco poder, mas não enganam o futuro!

Sabemos por experiência própria que o poder é solitário, mas nunca pode ser autocrático, distante e mentiroso, sobretudo para os que todos os dias garantem a sobrevivência do Clube. Esse é um mau caminho e decisor político..., só serve para apressar os patins e pôr a nu as minudências. Entregarem-se nas mãos de empresários, dirigentes/trafficantes e/ou treinadores empresários, é um minúsculo passo para o estatelanço total e sem retorno à verticalidade. E isto serve tanto para as actividades profissionais como para as ditas amadoras, ou até essas mesmo!!! Contratar quem nos metem à frente do prato, regozijando com escorregadíus pires de lentilhas, costuma ser fatal...


Matar as Escolinhas Matateu (porque davam trabalho e trabalho é coisa que espíritos que já nasceram com almas cansadas e reformadas), detestam e fogem (como o diabo da cruz), é dose prá chuchu!!! A panaceia, de que: "... o "afortunado contrato" com os morcões da ribeira nos é favorável ...", é um crime, é uma prova de falta de Belenensismo e seriedade intelectual.

Tenham a coragem de dizer que assumiram mais um compromisso (além da vossa chinela e para o show off eleitoral), à revelia dos sócios, dos estatutos em vigor, e que nos é desvantajoso, e, sobretudo, desonroso.
Talvez seja interessante receber uns milhares de euros por mês para os tais dirigentes / desempregados salvarem os seus 3 ordenados durante alguns tempos! Mas mentir, dizendo que assim salvam o futebol de formação!? E não devolveram o panfleto que reclama posse até aos 18 anos? É desculpa esfarrapada e reles trapalhada, que o futuro se encarregará de demonstrar.
E atenção que o tal sintético (sem o bar do cabaré da cocha), será edificado quando a semana tiver 9 dias.
Agora não tenho dúvidas que a cláusula penal de 870 mil euros, se o CFB os despedir, será reclamada sem pudor, num qualquer tribunal multiópticas deste reino.

Matateu, Pepe, Carlos Silva e Artur José Pereira, devem estar azuis (com tal cobardia) e prestes a explodir.

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"... o mundo (do futebol) não te deve nada! Já existia antes de ti..."
(Mark Twain)

Este podia ser o recado a José Mota! O negrito acima é de nossa responsabilidade. Não inventes mais caríssimo, ou terás desperdiçado uma oportunidade única de engrandeceres o teu mediano currículo! Mostra que és o Homem corajoso que pressentimos! Motiva-nos a todos! Começando pelos jogadores e pela forma como os dispões em campo. Desejo-te toda a sorte do mundo.

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"...nem com milhões de moedas de ouro se pode recuperar um só instante da vida. Que maior perda, então, que o do tempo desperdiçado? ..."
(Chanakya Pandita 275 ac Índia)

Nuno Gomes tem andado a pregar no deserto, ofertando pérolas a porcos! Com efeito, quem ainda não percebeu que uma das questões nucleares do nosso Clube passa por aumentar a nossa massa crítica, deviam ser bem enrab.... e entregues aos curativos da troyka (na Grécia). As fosquinhices que até agora foram feitas é trabalho de garotos! Nem amadores seriam tão grotescos! O teu elaborado plano só demonstra que nunca será entendido por quem se traveste de Belenenses.
Agora que chegaste ao clube dos ...entas, sê bem vindo! Recebe um abraço de gratidão. Saravá! Homem Grande.

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"... todos estamos de visita neste momento e lugar. Só estamos de passagem. Viemos observar, aprender, crescer, amar e voltar para casa...".
(Dito aborígene australiano)

Quem melhor que o Companheiro Miguel Amaral para interpretar este maravilhoso espírito?! Sem as suas saborosas crónicas ficamos à mercê de almas fracas, ímpias e matreiras. Sem os seus textos repletos de amor e entrega devotada ao CFB, aumentariam as dúvidas e a desesperança!?
Neste momento muita particular e doloroso, um abração de amizade. Saravá! Grande Miguel.

PS: Já visitei muitas bibliotecas, esta, era de facto das mais cultas...

Clube dos fugitivos, Episódio #2

Andaram a chamar fugitivo ao Fernando Sequeira que, segundo consta, terá sido ameaçado pelo 'obscuros poderes instalados' e perseguido (dizem, não testemunhei). Perseguido ou não, a verdade é que fugiu. E o nome de fugitivo assenta-lhe.

Além de outros epítetos possíveis, não será, também, Viana de Carvalho um fugitivo? Não será um fugitivo alguém que foge por lhe terem chumbado um (1) relatório e contas que até tinha incorrecções? Claro que sim. Também fugiu. Fugitivo!

O Belenenses não está como está por ele se ter demitido! (o que é diferente de ter sido demitido).
O Belenenses está como está (sem aparente solução neste aperto particular) porque Viana de Carvalho foi eleito e no ano em que cá esteve não soube precaver nem mobilizar a 'plebe' para a situação que teríamos de ultrapassar agora. Esta é que é A verdade! É preciso ser muito desonesto intelectualmente para advogar outra coisa.

O clube estava mal mas ele não soube fazer nem o mínimo que lhe competia: alertar todos para a incapacidade de concretizar as promessas que fez e fazer tudo para criar condições para que hoje a base de apoio e de "salvação" do Clube fosse de dimensão suficiente.

Esta é que é a verdade. Um fugitivo que agora se esconde na 'conversa da treta' dos 30 dias após demissão (a fazer fé nas declarações que alegadamente fez a «O Jogo») e se apresta para deixar sem administração a SAD por uma semana, numa semana crucial, sem falar que não garante a transição para os que vão entrar também esses temporariamente. Será que é por saber que nesse período pode ou vai rebentar a bomba?

Grande lata que é preciso ter para ainda vir dizer (alegadamente) que "deixo o lugar a quem tanto o quer", como vem nas mesmas declarações acima referidas ao mesmo jornal. A ser verdade isto é o que se chama 'política da terra queimada'. Isto é ser do Belenenses? Não brinque comigo...

O que mais entristece é que os belenenses que votam são, colectivamente, tão estúpidos que são capazes de voltar a eleger uma figura deste tipo como Presidente da Direcção. E são capazes de o fazer vezes sem conta. "Aí as loucuras, as megalomanias!", ouvimos amiúde enquanto os vejo repetir a mesma asneira vezes sem conta.
É essa a razão da minha descrença absoluta, que declarei a 20 de Maio. Bem, talvez agora seja mais difícil, já que não sabemos bem o que vai sobrar de clube...

Alguns dias depois desse meu post acima referido, surgiu a notícia que aliviou muitos, tinham (alegadamente) sido entregues os pressupostos da inscrição na Liga para 2010/11 e podíamos respirar de alívio porque afinal já íamos jogar na Liga Vitalis (que maravilha). Pois eu continuei a suster a respiração. Não acreditei nem acredito num palito que essa figura tenha feito ou diga que fez. Já é claro para todos agora?

Nota final: Para os mariquinhas que não assinam os insultos e ainda vão fazer queixinhas noutros espaços, que lhes escancaram as portas para o insulto anónimo, porque "audiência" é o que está a dar: Vuvuzela é a tua mãe!

(sem título possível)

Que a inteligência e a capacidade de projectar o futuro é uma qualidade rara é algo razoavelmente reconhecido. E este é um mal que nos aflige enquanto Clube e cujos efeitos sentimos agora mais que nunca, de forma definitiva.

A crendice e vistas curtas levaram-nos (colectivamente) a, há sensivelmente um ano, eleger quem prometia rigor e planos concretos para resolver problemas reais a curto prazo e a (re)lançar o Belenenses a médio-prazo. A realidade, visível para os menos distraídos (ou estúpidos) logo ao fim de 2 ou 3 meses, era a de que traziam uma mão vazia e a outra cheia de nada.

Não questiono a honorabilidade de pessoas que se apresentaram a votos nesta lista, porque não posso e porque acredito que há nela pessoas sérias mas de pouco discernimento no que e com quem se estavam a meter.

Mas eu pergunto-me:
- se havia consciência da situação catastrófica que já então o Clube tinha,
- se havia consciência do que se devia e do que era preciso ir pagando,
- se havia consciência da perpectiva em termos de receitas,
- se havia consciência que chegados ao fim do campeonato poderiamos muito bem estar a descer de divisão,
- se havia consciência que chegados ao fim do campeonato haveria enormes dificuldades de inscrever a equipa devido a dívidas;

Então:
- como é possível que nada se tenha feito, mas mesmo absolutamente nada para ter novas receitas extraordinárias ou regulares?
- como é possível que só se veja o problema do lado da despesa e mesmo assim não cortar com os "vícios"?
- como é possível inibir a realização de mais-valias com jogadores nossos, contratando emprestados que ao fim de pouco tempo foram todos dispensados?
- como é possível que nada se tenha feito para ter um patrocínio principal para substituir o perdido da Victória para ostentar na camisola da equipa de futebol?
- como é possível que isto tenha sucedido durante uma época inteira?
- como é possível não conseguir um patrocínio quando, numa época futebolísticamente catastrófica, o Belenenses teve dois terços (2 em 3) dos jogos televisionados em casa e fora, contando com Liga (20 em 30), Taça da Liga (2 em 2) e Taça de Portugal (1, com FCPorto, em 3)?
- como é possível a uma direcção abandonar o barco e ainda andar, ou alguém por eles, pelos blogs a vomitar comentários de que a culpa é de quem fez caír a direcção quando foi esta que se demitiu e nada tinha para garantir o mínimo dos mínimos que seria a inscrição da equipa de futebol na 2ª Liga no final de Maio?
- como é possível ter a lata de fazer estes comentários? Se na AG de 25 de Abril se tivessem aprovado as contas (mal apresentadas ou com pequenas incorrecções e que, se corrigidas imediatamente poderiam ter merecido aprovação - falo por mim) o Clube já não estava nesta situação? Quem afirme uma coisa destas não pode mesmo dar a cara pois se a desse arriscaria a humilhação pública de ser chamado de prostituta intelectual.
- como foi possível se deixar arrastar anos a fio, mas com especial carga de culpabilidade pela inércia de consequências mortais nesta última época, com uma direcção consciente da situação que seria catastrófica nesta altura e que não foi capaz de, em devido tempo, lançar uma campanha séria, ambiciosa e apelativa de reunião de sócios, antigos sócios e adeptos que nunca foram sócios, para que chegados a esta altura a base de apoio para as campanhas de solidariedade fosse muito mais alargada e pelo meio teria arrecadado maior valor de quotização? Não foi por falta de ajuda de sócios que a isso se disponibilizaram. Ok, as pessoas são estúpidas (é mais que evidente) mas não são assim tão estúpidas e já perceberam (espero) que aquele rectângulo minúsculo e animado, abaixo da secção de breves no site (muro) oficial, não é uma campanha de sócios.

Obviamente que o problema profundo do Belenenses não começou, como não acabou nem acabará com a simples saída de cena voluntária, desta "gestão" de Maio 2009 a Abril de 2010. Passámos, sim, 12 meses parados, à espera do fim e a ouvir desculpas como "o estrutural". E 'O' problema não acabará porque no fundo foram criados (sim, criados!) com o objectivo mais que óbvio de enfraquecer o Clube para mais fácil domínio, diminuindo a massa associativa progressiva e inexoravelmente. Uns ficarão tristes, outros encolherão apenas os ombros e seguirão. Mas muitos terão, como eu, durante muito tempo, um enorme buraco, um vazio, um desgosto que provavelmente nunca mais esquecerão. Mas outros haverá que continuarão porreiros da vida, a jogar as suas partidinhas de golfe, paintball e outras merdas como se nada fosse nem responsabilidades tivessem no fim daquilo que era de todos.

O facto de ter razão naquilo que venho dizendo há muito, quanto ao esvaziamento do Clube e as más ou inexistentes políticas de reforma e projecção do Clube, não me diminui nem um bocadinho a angústia, a tristeza profunda, o desgosto pelo que se avizinha. Antes pelo contrário. Como o prova este desabafo tardio e depois de me ter prometido afastar.

Até porque tenho a profunda convicção que, mesmo que por um milagre daqueles que já ninguém espera, a machadada "final" não surja agora e isso nos permita ir flutuando, não haverá ninguém que venha a pegar nos destinos do Clube que veja e aja como deve ser nos principais pontos e razões de ser de um Clube desportivo: o de ter uma massa adepta numerosa, com objectivo permanente de consolidar e crescer e fomentando permanentemente a sua participação em tudo o que à vida do Clube diz respeito. Ou seja, o completo inverso do que se vem fazendo. Pelo contrário, continuar-se-ia a estratégia de destruição.

Não chegámos aqui por acaso. Os nossos rivais, mesmo os que estão dentro do Clube, os parasitas do Clube em geral, numa palavra: os nossos inimigos, estão felizes. Levaram quase 91 anos mas estão a um milímetro, mal medido, de conseguir os desígnios dos seus adorados Cosmes e Stromps e respectivos herdeiros: O fim do Belenenses, do original, ou a sua transformação em algo que não tem dignidade para ostentar esse nome mas que lhes permitirá banquetearem-se com os despojos apetitosos de uma localização geográfica e imobiliária apreciada e muito valorizada (por nós construída com sangue suor e lágrimas num, então, deserto), um autêntico maná. Bom proveito, seus filhos da puta, oxalá morram engasgados!

Nota de rodapé: Como está na moda vir afirmar e bater no peito, e não possam as minhas palavras acima induzir leitores no erro de que desisti de ser sócio, digo que serei sempre Belenenses, daquele Belenenses que já não há. E deste ou de outro, continuo a pagar as quotas, pelo que transferi o pagamento das minhas quotas e da minha filha (que até estava isenta de quotas a partir de Julho na sequência da deliberação da ultima AG por ter menos de 12 anos) até ao final do ano e aguardarei calmamente em casa a recepção dessa relíquia oitocentista que é a vinheta. Chamem-lhe não incoerência (se acho já morreu porque continuar a pagar?) mas... se calhar... saudosismo.

Não serei (mais) como D.Quixote

Dois anos e meio após a inauguração deste espaço, em que retomei este tipo de intervenção, julgo estarem esgotadas as razões de continuar a escrever o penso e defendo para o Clube.

O que considero essencial e carente de imediata acção (já há 6 anos) identifiquei e desenvolvi nas áreas em que me pareceu que o contributo que pessoalmente poderia dar serviria. Depois alonguei-me até assuntos, também para mim essenciais, para os quais não me considero especialmente habilitado mas que, face ao vazio de acção directiva e mesmo de reflexão numa forma geral, entendi ser importante lançar o debate.

Esta decisão é pessoal e deve-se, mais que a indiferença geral por parte dos sócios, à indiferença e cegueira de direcções tão variadas (?) como uma direcção de Sequeira Nunes, duas de Cabral Ferreira, uma de Fernando Sequeira (breve, é certo), uma Comissão de Gestão e a presente direcção de Viana de Carvalho. São cinco (5) direcções e uma Comissão de Gestão. Parece muita gente nas tintas. No fundo, nem por isso, são quase sempre os mesmos com leves nuances.

Perante tanta indiferença, perante tanto quer-que-se-lixe generalizado, quer desportiva ou associativamente, de sócios e dirigentes, corro o risco da repetição ou de divergir na escrita para coisas pouco ou nada relacionadas com o que considero essencial ao Belenenses, apenas para "encher chouriços". Não o farei.

Cansa. Por mais que tenha a consciência da justeza das minhas convicções, não tenho feitio de D. Quixote nem de porteira do "prédio" pelo que recuso os papéis de bobo-da-corte ou de alcoviteira.

Os sócios do Belenenses, nos quais obviamente continuarei a incluir-me, têm exactamente o que merecem. Esta estirpe dirigente que nos tem governado (e que não vejo que o deixe de fazer a tempo de não morrer o próprio Clube, pelo menos na dimensão em que os mais antigos conheceram) enxovalham-nos enquanto adeptos perante os rivais do Futebol (prima razão de ser do Clube), encolhem o grande Belém repetidamente perante os «três estarolas» protegidos da nação (ou estado), os camarário-dependentes-novo-ricos e outros chicos-espertos da praça.

Os sócios e ex-sócios do Belenenses têm o que merecem, na exacta medida em que mostram inequivocamente a sua indiferença, ao eleger continuamente estas pseudo-elites, estes pseudo-dirigentes, inconscientes (não vêm ou não percebem o que se passa); impotentes (se percebem o que se passa já não têm capacidade de criar) e incapazes (não têm capacidade de fazer mesmo que saibam o quê).

Depois de tanto tempo face a esta situação, face à evidência desta forma de participação não servir para nada e por pura salvaguarda da dignidade pessoal, manter-me-ei apenas na bancada - o lugar certo -, sempre que possa e sinta que o Belém vive, em todas as manifestações desportivas em que o Belenenses se ergue, sabendo lá no fundo que lá estarei mesmo em algumas que não o mereçam.

Photobucket

Resistirei apenas aí, enquanto puder e conseguir. Descrente em que algum dia este cenário de auto-destruição e indiferença geral se altere (só por um milagre...) sinto que não vale a pena reflectir, ter opinião e pensar e planear acções fundamentais e possíveis para o Belenenses. Quem pode, não quer saber e está mais preocupado consigo próprio e com a sua permanência no "poder". "Poder" que, aliás, nunca me interessou, não interessa, nem nunca interessará.

Belenenses, Sempre! D.Quixote, nunca mais.

No Belenenses, quantos sócios temos mesmo?

Velha guerra esta, minha e a de mais uns. A pergunta, perdoe-se a imodéstia, é pertinente. Quantos sócios ainda temos no Belenenses?

A incúria dirigente é gritante, as possíveis soluções que me foram pedidas há um ano e meio (pela comissão de gestão) foram entregues a esta direcção nos dias seguintes à sua eleição. Face ao facto de perceber que estes (direcção) não querem saber disso para nada, cheguei a publicar o documento em que sintetizei os princípios e as acções do "Plano de Fidelização e Recuperação de Sócios" e fi-lo aqui, a 23 de Setembro de 2009. Os interessados podem consultar o arquivo deste espaço.

Trago hoje um exemplo de um clube que milita actualmente na IIIª Divisão nacional e que faz pela vida. Tenta chegar aos 5.000 sócios. Óbvias diferenças de dimensões e historial à parte (14 épocas na primeira divisão, correspondentes a 364 jogos, dos quais 116 vitórias, 64 empates e 184 derrotas), esforço-me por não pensar na proximidade destes números de sócios.
Ficam o exemplo e as ligações para demonstrar que sem meios mas com vontade é possível fazer qualquer coisa mais que um anunciozito de uns segundos escondido abaixo das breves do nosso site oficial vetusto e embaraçante.

::: A campanha no site do Lusitano de Évora

Lusitano de Évora
Clique na imagem para ver o site do Lusitano de Évora

::: Clique na ligação para ver o documento da campanha


É triste constatar que os dirigentes do Belenenses, estes e muitos dos que os antecederam, se estão nas tintas para o estado associativo a que chegámos. Se estivessem a ignorar isto de propósito, com intenção de nos fazer desaparecer, não conseguiriam fazer "melhor" (leia-se, pior. É uma nota para quem não entende ironia).

E nós a vê-los passar...

Vitória de Guimarães lança canal de TV
(Correio da Manhã, edição online de 31/03/2010)

O presidente do Vitória de Guimarães, Macedo da Silva, revelou esta quarta-feira que o canal Vitória TV vai arrancar já durante o mês de abril no sítio do clube vimaranense.
"Vamos já esta semana assinar o contrato de parceria para a constituição da Vitória TV, em que o investimento é totalmente suportado através desta parceria", referiu Macedo da Silva em entrevista ao jornal do clube, publicada no sítio vitoriano.
Para o dirigente, "o lançamento do canal Vitória TV é uma prova da ligação cada vez maior do clube à sociedade empresarial. Durante o mês de Abril, este projecto arrancará no sítio oficial do clube, totalmente direcionado para os associados e cibernautas de todo o mundo".
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Já há algum tempo atrás tinha focado o exemplo do Beira-Mar e a sua TV. Este é mais um exemplo de quem faz pela vida, não sendo privilegiado como os «três estarolas» são com a ajuda dos meios de comunicação "habituais".
Nós, Belenenses - entenda-se, continuamos a dormir. Continuamos de costas voltadas para os sócios e para os restantes adeptos. Tanto nestes projectos mais ambiciosos mas necessários, como a TV (mesmo que apenas via Internet) ou a Rádio (mesmo que também apenas via Internet), como nas mais simples obrigações de comunicação institucional com os sócios pelos parcos meios existentes, sendo que nestes a postura de costas voltadas ainda é mais difícil de engolir.
Não é possível sobreviver nesta postura. E isso está hoje já bem à vista no deserto associativo e de participação nos jogos de futebol. E se em modalidades populares como o Andebol e Futsal isso não é tão visível isso deve-se a quem, fora da esfera da organização clubística e nas secções específicas, se mobiliza para suprir o autismo ou incúria das altas esferas dirigentes. São tantas as possibilidades de fazer algo melhor que o nada que temos, que hoje não tenho dúvidas no meu espírito de que tal postura não é incúria mas sim intencional. E o pior ou mais denanimador para mim é olhar à volta e não ter qualquer esperança que alguém que um dia tome as rédeas do Clube o faça diferente destes e dos que os antecederam.

PS: A notícia é de 31 de Março logo não é mentira de 1 de Abril

Porque hoje é dia do Pai

Deveríamos ter sempre em mente o legado e a obra do nosso principal fundador, Artur José Pereira, por assim dizer o pai do Belenenses.
Artur José Pereira fomentou a criação de um Clube à sua imagem, contam-nos os "antigos". Foi ele e os que o acompanharam então, os que definiram primeiramente a nossa identidade. A de um Clube guerreiro, independente e anti-sistema desde a sua fundação. Artur José Pereira, considerado o «maior jogador português de todos os tempos», por Cândido de Oliveira, outra figura ímpar do futebol português, jornalista, jogador, treinador e seleccionador, jogou, treinou e formou fornadas de jogadores campeões de Lisboa e de Portugal.
Neste dia honramos o Pai... por mais que as gerações mais recentes nem saibam quem era e o que representava e representa o seu legado. Hoje, mais do que nunca, devíamos orientar-nos por essa luz, mesmo que tenhamos que a procurar bem fundo.

PS: A vida por vezes é-nos madrasta e procura tirar-nos o que tanto amamos e porque tanto lutámos. Em momento particularmente difícil nunca podemos desistir e abrir mão do que é nosso por direito e por conquista. Os nossos Pais e os nossos Filhos são nossos e sempre serão, venha quem vier. E o que, não nascendo de parte nossa, adoptámos de coração é igualmente nosso. Para todos eles vai o meu amor e dedicação. Porque são estes que falam sempre mais alto! SEMPRE!!!

Um grande golo em qualquer parte do mundo


Grande golo de BARGE a selar o (surpreendente) triunfo em Olhão. Façam o favor de repetir

Quando a esmola é grande, o pobre desconfia

Quando ontem recebo uma mensagem no telémovel a perguntar-me quem tinha marcado o nosso segundo golo, caíu-me o queixo ao chão.

Pensei que estavam a brincar comigo. Respondi que não sabia, não estava a acompanhar o jogo e que só me faltava ele dizer que estavamos a ganhar.
Para meu espanto estavamos e logo por 1-3. Como ainda faltavam uns minutos para acabar a partida optei pela prudência e guardei os "Aleluias!" para mais tarde.

A verdade é que, por mais incrível que nos pareça, a nós que temos acompanhado a "evolução" da equipa esta (penosa) época e dada a situação que nos encontravamos (e encontramos ainda) esperaria tudo menos esta vitória fora de casa. A incredulidade ainda se mantém no dia de hoje, sendo que recebo parabéns de colegas como se tivesse ganho a Taça de Portugal. Depois de os mandar à m...., sou forçado a perceber a admiração que é a mesma que eu tenho.

Mais ainda: marcámos um golo na primeira parte de um jogo (inédito neste campeonato esta época) e o Barge (poço de força e entrega - diga-se com justiça - mas não propriamente um tecnicista ou velocista) marca um golão daqueles. Ouvi a música daquela série do estranho e paranormal que dava na TV - a 5ª dimensão, ou «Twilight Zone» no original.

Como quando a esmola é grande, o pobre (adepto) desconfia, reservo discurso mais entusiasmado para a seguir à vitória sobre o FC Porto, daqui a duas semanas, jogo em que o Zé Pedro, para aumentar a minha estupefacção, vai correr e tudo.

Hoje, por duas razões:

... pela semelhança no encaixe "geopolítico" e porque jogam com a lagartada:


Resistir! Sempre, resistir!

Prefiro ser Belém na segunda divisão que lampião ou lagarto mesmo que campeão

São anos penosos, épocas a fio, a ouvir estas bocas "vais para a segunda!" e "Belém é merda!". O que vem de baixo não atinge mas a verdade é que nas últimas 7 épocas só em 2004/05, 2006/07 e 2007/08 não estivemos em risco de descer.

Em duas vezes (2005/06 e 2008/09) descemos mesmo e fomos salvos por "casos" que nos eram alheios. Uma das vezes (2003/04) safámo-nos por um milagre num campo em que não estavamos a jogar, com o nosso jogo já perdido.

O mais duro de engolir, junto com a porcaria que temos de ouvir de rivais (sim que eles nos vêem assim, apesar de tudo - só assim se explicam estas bocas) é a incapacidade mais que confirmada e repetida de pleanear, trabalhar e organizar Clube, SAD e equipa de futebol - a nossa razão de ser. Somos um autêntico mamute em terra de elefantes. Ultrapassados, secos e decrépitos para lá de um ponto em que não há painel videográfico que nos safe. Sangria de sócios, alheamento dos que restam, inércia total na sua recuperação.

Assistir a isto é mais penoso que ver in-loco, mesmo com painel videográfico, a nossa equipa a ser goleada e as amélias a arrastarem-se perante a incapacidade de um treinador que caiu de paraquedas, obviamente num momento muito difícil, mas para nosso azar parece ter batido com a cabeça na aterragem.

Ou declaramos o óbito ou rebentamos com esta merda de extra-terrestres que nos invade há décadas e tomamos os destinos do Belenenses nas mãos de Belenenses.

Só para "homens"


Excerto do filme «Um Domingo quaquer» (Oliver Stone, 1999)

Acesso aos novos estatutos já em vigor

Os Estatutos do CFB, alterados em várias Assembleias-Gerais expressamente convocadas para esse efeito no início de 2009, encontram-se já em vigor desde o final do ano.
Como quem tem essa incumbência não divulga nem o facto nem o texto dos novos Estatutos aos Sócios, nomeadamente via site oficial e/ou por carta (pelo menos dando conta da sua existência e entrada em vigor), disponibilizamos aqui a ligação onde os pode descarregar e consultar no Portal da Justiça:
http://publicacoes.mj.pt/pt/Pesquisa.asp?docid=499982

O estado a que isto chegou

"Há diversas modalidades de Estado: os estados socialistas, os estados corporativos e o estado a que isto chegou! Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos. De maneira que quem quiser, vem comigo para Lisboa e acabamos com isto. Quem é voluntário sai e forma. Quem não quiser vir não é obrigado e fica aqui."
Salgueiro Maia, na madrugada de 25 de Abril de 1974


Estou a imaginar os imensos pruridos e virgens ofendidas com a citação e com o citado mas a realidade é que não me importo nada. Quem os tiver no sítio que leia até ao fim. Quem não.... não faz falta nenhuma. Ajuda a filtrar porque o que precisamos agora é de gente com "eles" no sítio, peludos e escuros.

O estado a que isto chegou é um bom título. É óbvio e adequado ao momento. Falam em «Golpe de Estado» necessário. Concordo com a fundamentação do que é preciso fazer mas não com o termo. A expressão «Golpe de Estado» é inadequada da mesma forma que «Revolução» seria aplicando-a ao acto de demitir ou remover autoridade a quem actualmente a exerce. Eu explico. A forma de "tomar" o poder nesta altura não é utilizando meios violentos ou de outra forma ilegais. É através de mecanismos democráticos definidos na "Constituição" do Belenenses, vulgo Estatutos. Legal, não pela força. Não há que ter medo das palavras mas há que as aplicar correctamente.

Os Estatutos foram alterados o ano passado mas que, dizem-me e confirmam-me fontes oficiais, só muito recentemente foram publicados formalmente e estão em vigor.
Não sabia? É normal. É de extrema incompetência, ou ainda pior, o facto de isto ter acontecido e estes Estatutos novos não terem sido dados a conhecer aos Sócios, nomeadamente através do site oficial ou através de comunicação directa por carta aos mesmos, indicando, pelo menos, a sua existência e onde obtê-los para consulta. É uma vergonha, é inaceitável desrespeito, mas infelizmente é o costume e a verdade é que quase ninguém refila. Voltado ao tema...

Não podemos categorizar a mudança (na minha opinião) necessária de quem nos conduz os destinos, como «Golpe de Estado», referindo-se à deposição possível estatutariamente através da realização de Assembleia-Geral Extraordinária convocada para o efeito pela apresentação de requerimento com X assinaturas de sócios maiores de idade e com as quotas em dia. E digo X, ao invés do número exacto, porque sei que os tais novos Estatutos prevêem um número substancialmente inferior ao definido nos anteriores Estatutos. Disseram-me, não vi isso oficialmente publicado. Não tenho esse (aparente) privilégio.
Não é um «Golpe de Estado» convocar uma tal assembleia, não é um «Golpe de Estado» votar pela queda destes corpos gerentes em tal assembleia. Antes pelo contrário. É seguir os trâmites legais e instituídos na lei máxima do Clube, mesmo que pelos vistos ninguém tenha direito a sabê-los ou à sua existência.

Claramente estes corpos gerentes eleitos e em funções não são capazes e não é só por causa do óbvio que se tornou em termos de resultados desportivos no futebol. É óbvio em muitas outras coisas que não fazem, nem sabem, nem querem, nem querem saber e que, amiúde (cada vez menos), aqui tenho mostrado. Não me restam dúvidas que não servem para o que foram eleitos. Menos um voto desperdiçado nas últimas eleições, dirão. E com razão.

Mas o tempo e a experiência torna-me mais exigente. Quando eu próprio ajudei a promover a realização de uma assembleia com o mesmo propósito (início de 2008) fi-lo convicto na falta de condições dos corpos gerentes de então para levar o importante trabalho a cargo e fi-lo convencido que o Belenenses nunca caiu nem cairá no vazio de poder. Hoje sou mais exigente porque perdi a crença na inteligência e discernimento de quem vota embora respeite esse direito inalienável. Isto pela repetida ingenuidade e carneirice provada e que tem levado a que as direcções saiam sucessivamente umas dentro de outras ou de parte delas e que isso aconteça à força de alianças contra-natura que não de âmbito de (desculpem o termo) união geral. O estado a que isto chegou é a prova triste da profunda estupidez, crendice, ingenuidade da massa geral e dos interesses de alguns da casta. Triste? Sim, mas muito real.

Isto para dizer que se me aparecerem a pedir para assinar um requerimento para a convocação para uma Assembleia-Geral Extraordinária para demitir os actuais corpos gerentes, eu assino de bom grado. Estes não servem. Mas primeiro tenham o cuidado e respeito de explicar à plebe quem apresentam como solução e o que pretendem fazer e o como.
E há que assumi-lo, se existem. É tempo de se deixarem de unidades bacocas e silêncios para não perturbar a equipa de futebol (já estão perturbados q.b.) e assumirem desde já quem são, o que pretendem, quem têm convosco, quais são as soluções e parcerias, que caminhos perfilham para nos tirar deste buraco, o que pensam e com quem pensam fazê-lo. No fundo, perceber e permitir-nos acreditar que o que propõem é abrangente, verdadeiro, virado para os sócios e que tem hipótese de vingar. Seria um primeiro sinal importante de respeito aos Sócios mesmo que estes não se dêem a esse respeito. Façam-no sem rodeios. Façam-no já.

Expliquei porque não gosto do termo «Golpe de Estado». Não estou a ver que seja preciso tirar ninguém à estalada. Seria uma chatice e de todo inadequado. Julgo que não terá que acontecer algo assim embora nessa definição de «Golpe de Estado», verdade seja dita, pudessem caber todos os casos passados que me contam ter acontecido em sucessivas eleições incluindo coisas fantásticas como a vergonha das procurações e o modo como se obtêm, de vivos, mortos e entrevados. Se calhar isso sim é «Golpe de Estado» e obviamente sou contra. Gente muito popular fez isto, segundo me contam...

Não tenho medo das palavras e por isso digo, ou melhor, repito, o que já disse há muito e muitas vezes. O Belenenses precisa mesmo de uma revolução, sem aspas. Precisa de uma revolução de métodos, de organização mas acima de tudo mentalidades. Está, neste momento, mais que instituída a cultura do quer que se lixe, do encolher os ombros e do virar costas. Os nossos putos, gerações mais novas (e muitos graúdos) são uns autênticos ignorantes da nossa história e da nossa identidade e alarvemente repetem chavões que no mínimo mereciam uns calduços valentes. Embora não tenham culpa porque toda a vida não foram educados nesses princípios e o exemplo foi sempre o pior. Cresceram a ir ao Belenenses e vê-lo a ser tratado como merda pelos seus rivais (coisa natural já que não penso melhor deles) mas, inaceitável, assim tratado também pelos seus dirigentes e no fim de contas por muitos adeptos (os que os elegem). Não sabem mais e estão condicionados pela (falta de) educação que tiveram.

Esta revolução é imprescindível e há muito tempo que o é. É preciso educar os Sócios, instilar-lhes os princípios básicos (identidade, necessidade de participação, necessidade de salvar o Belenenses do fim e da extinção), é preciso fazer tudo para reunir os que se ausentaram, apelar ao seu regresso e justificar-lhes essa necessidade e a verdade honesta de porque o devem fazer e acreditar em quem se propõe a levar esse trabalho de recuperação a cabo.

Revolução é isto e o muito mais que deveria seguir-se a "chegar ao poder". Não se revoluciona para lá chegar. Revolução faz-se quando se tem as rédeas na mão e de preferência com o apoio popular (Sócios). Não tenham medo das palavras. Popular, sim. Esses mesmo que tantos já manipularam durante tanto tempo. Não tenham medo de palavras, tenham medo sim mas de estar na situação em que estamos associativa e desportivamente.

Mesmo que eu pessoalmente tenha avisado muitas vezes nestes escritos em que me exponho inclusive aos insultos dos merdas sem cara desta vida e deste meio (nojento muitas vezes como se constata), mesmo que eu tenha feito alguma coisa na prática, colaborando na medida do que me era pedido e além disso, para desdém dos vaidosos e dos medrosos da ofuscação, mesmo assim, dando-me os factos razão, tantas e tantas vezes e de forma tão evidente, nada disso me conforta ou alivia e é com o coração desfeito que assisto a tudo isto.

Se os houver por aí, quem esteja disposto a mudar nestes termos o "estado a que isto chegou", fico contente. Esperança é que é uma coisa que duvido que me volte.

A propósito do "contentor"...

Apenas uma nota a justificar uma notícia que aqui vamos colocar e que o fazemos porque se tornou cátedra justificar todos os males com o "contentor".
Este jogador também vinha no "contentor" e, como era claro para muitos, não era de dispensar, especialmente porque não temos ninguém que verdadeiramente faça a ala esquerda média ou avançada. Maykon: o "mal-amado". Porquê?

Sporting: Maikon no caminho do leão
(«A Bola», Secção "Últimas", versão impressa, 22/02/2010)
O Sporting estará a seguir com muita atenção e pode em breve avançar para a tentativa de contratação de Maikon, médio brasileiro, 25 anos, que se tem destacado na Liga Sagres com a camisola do Paços de Ferreira.

Imutável e impavidamente... nas tintas

O que agora vos apresento é o essencial de um artigo que publiquei no «Belenenses Sempre» em 21 de Fevereiro de 2006, portanto pré-Mateus, pré-descida do Estrela da Amadora (que por duas vezes nos safaram da descida confirmada) e também pré-Final da Taça de 2006/07 (que foi uma oportunidade perdida de capitalizar um cada vez mais raro entusiasmo colectivo).

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A sua actualidade é evidente, por tudo o que não foi feito, nem quisemos saber, nem nos preocupámos com isto (enquanto Clube, evidentemente). Em 4 anos, com os objectivos certos, com a organização certa, podíamos muito bem estar longe da (mesma) triste realidade. Mas não estamos. Não nos movemos um milímetro. Não há vontade de quem dirige, não há interesse de quem assiste.

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(...) Dou diariamente comigo a pensar se os actuais responsáveis do meu Clube entenderão, da mesma maneira que eu, como é essencial, vital, assegurar a sobrevivência do Clube, assegurar a permanência no principal escalão? Obviamente que sim, mas (e há sempre um "mas") quando dou comigo a ler frases como "Roma e Pavia não se fizeram num dia" [acrescento o "estrutural] e outras do género que me escuso a revelar ou comentar fico desconcertado. Esquecem-se os utilizadores regulares da expressão para uso desculpatório que apesar disso Roma ardeu num dia e pouco importa quem lho pegou. Queimou, morreu, "era uma vez...".
O Belenenses está vazio de sócios, está vazio de participação popular. Está "às moscas". Literalmente. Esta deveria ser a PRIORIDADE Nº1. Porém, pelo que temos visto, certamente não o é. Caso preocupasse, na medida da gravidade e consequência do problema, ter-se-ia lançado, neste último ano, uma campanha séria e competente de recuperação de sócios e adeptos, apenas com paralelo na lançada em 1967/69 e que nos fez duplicar o número de sócios (com menos meios financeiros e técnicos).
(...) Assisti a algo de aterrador ao fazer quatro capítulos de uma saga, sempre igual, de “O Fim da Ilusão”. Fica aí para registo e para a posteridade, até me arrepia só de ver. Um adepto tem o direito de se deixar iludir. Quem conhece os números tem o dever do contrário. Face ao que vi e continuo a ver só não digo que o Clube DE FUTEBOL os Belenenses está morto apenas por respeito aos 1000 a 2000 persistentes, dos quais faço (ainda) parte.
(...)
Pensemos um pouco nas consequências de uma queda na 2ª divisão:
- Vai potenciar o crescimento do número de sócios?
- Vai potenciar uma melhor propagação de imagem e aumentar a projecção mediática (e não só) do Clube?

Se calhar vai... nalgumas “cabeças”.
(...)
A verdade é que, para acordar o Belenenses, é necessário um choque de tal energia que, hoje, sincera e tristemente, não creio que apareça (ou haja) alguém com capacidade para o administrar. Alguém com capacidade de mobilizar de entusiasmar e de fazer chegar a mensagem ao sócio ou ex-sócio mais desgostado ou convencido da inevitabilidade da morte do Clube.

Desabafo
Na ausência de tal capacidade, o Belenenses tornou-se, pela patologia apresentada, um bonito vegetal, embora extremamente decorativo para outros, é certo.
De cara lavada, em coma profundo, bem lavadinho e devidamente algaliado.
Cujos esmagadora maioria de familiares, por desgosto e antecipação de morte, deixaram de visitar. Pré-cadáver que aguarda apenas, na ala dos comatosos profundos, no hospital, a confirmação oficial da morte, "comme il faut".
A continuar assim, sem que nada de concreto e continuado seja feito, como qualquer boa Família, a belenense reunir-se-à no funeral para se poder despedir daquele que foi, em tempos, o mais pioneiro e vanguardista Clube português de desportos.
Se continuarmos sem fazer nada, unir-se-à, a breve trecho, o ex-agonizante e já defunto Belenenses ao seu criador, Artur José Pereira, já resignado ao seu madrugador reencontro, juntando-se também à companhia de todos aqueles que, figuras maiores de uma extraordinária gesta, já partiram desta vida terrena, pela lei natural da vida.
Cumprir-se-á assim um ciclo de vida que poderia ter sido mais longo e glorioso, acima de tudo mais digno, se poupado às vergonhas da decadência das últimas décadas, houvesse para isso dirigentes à altura e com visão que honrasse esses pergaminhos como inicialmente.

Oxalá...
Oxalá ainda fosse possível...
Oxalá houvesse alguém...
Oxalá houvesse Belenenses para deixar aos meus filhos...

Acreditar face a tanta indolência seria um acto de fé. Seria acreditar em algo que não se vê, já se ouviu que seria assim, mas não há provas nem leves indícios da possibilidade de ser ou acontecer. Nem já rumores há dessa vontade de “Crescer”, bandeira agitada nas últimas eleições (embora sem grande convicção, diga-se).
Actos de fé é algo para o qual nunca estive fadado. Acredito até às últimas consequências na intervenção humana, desde que capaz e competente.
Além disso, se enquanto era tempo de aplicar medicina preventiva não o fizemos (as direcções sucessivas têm acesso a informação em "tempo-quase-real"), se já com a patologia latente e em sofrimento há anos continuamos a não acudir negando a medicina curativa, que dizer?
Somos, por analogia, uma daquelas seitas que impede a intervenção médica em auxílio dos seus? Enquanto assiste impavidamente à degradação e morte do paciente por falta de tratamento?(...)

Na idade da pedra

Os 20 websites de clubes mais visitados 2010
(futebolfinance.com, 08/02/2010)

Actualmente a internet é um dos meios de comunicação preferidos dos adeptos de futebol. Com uma capacidade audiência fantástica e acessível a partir de todo o planeta, a presença online de um clube é nos dias de hoje uma das melhores formas de maximizar a globalidade das suas receitas. A assiduidade e a frequência com que os adeptos de futebol consultam os websites dos clubes, é também um dos melhores métodos de avaliação do potencial da sua marca online.
No topo dos websites de clubes mais visitados está o Manchester United com mais de 452 milhões visitantes únicos anuais. Actualmente o Manchester United gera cerca de 20% da sua receita total através de transacções online, o que para uma receita total de 324 milhões de Euros em 07/08, significam quase 65 milhões de Euros gerados a partir da internet.
(continue a ler o artigo em FutebolFinance.com")
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Desde que iniciei a minha participação em espaços internáuticos, no que ao Belenenses diz respeito, que insisto neste ponto. Já lá vão seis anos e a realidade é que a comunicação do Belenenses (refiro-me à oficial) é escassa tanto a nível informativo como formativo. É pouco acessível e ainda menos apelativa.
Tenho insistido nisso de várias formas e até investido pessoalmente (essencialmente com o meu tempo) na vertente demonstrativa. Ou seja, mostrando com o exemplo, como é possível centrar a atenção nos conteúdos e nos objectivos e obter resultados independentemente da plataforma tecnológica ser fraca.
Refiro-me, obviamente, ao «Notícias Belenenses» que desde a primeira hora aparece também neste espaço como complemento informativo.
Prestes a fazer dois anos, o «Notícias Belenenses» é o exemplo de que com objectivos bem definidos, espírito colaborativo entre pessoas (que nem têm de conhecer-se umas às outras) é possível sintetizar a informação publicada em fontes várias, divulgar as actividades e serviços do Clube e produzir informação própria. Especial ênfase neste último ponto, pela demonstração de que com um pequeno grupo de pessoas a editar e um grupo mais alargado de pessoas no campo, que se dispuseram a ajudar como fontes de informação, é possível fazer aquilo que deveria ser o mínimo admissivel que o Clube com as suas fontes internas e colaboradores pagos deviam fazer. O mínimo apenas.
Chamar aqui este artigo deste site, que se debruça sobre as questões financeiras do futebol, visa apenas voltar a chamar a atenção (pela enésima vez) sobre algo que no Belenenses é quase inexistente: informação; informação a tempo e horas; divulgação e promoção de serviços e eventos desportivos; ter um espaço de geração de receitas também pela promoção dos nossos patrocinadores.
Mas este apontamento que faço visa também a desmistificação de que o problema é estrutural. Não é estrutural. O problema é essencialmente de falta de capacidade de gestão. E o «Notícias Belenenses» mostra que com fracos meios se chega às pessoas. Com fracos meios e apenas com a colaboração de pessoas, sendo que algumas nem nos conhecem pessoalmente.
Seria possível fazê-lo hoje e desde há muito, no seio do Clube, com a mesma base tecnológica limitada do actual Site Oficial (o NB mostra-o com tecnologia que nem se paga) desde que com um espírito colaborativo que não só não existe como nunca ninguém se preocupou o suficiente para pôr a funcionar. Se o propalado novo Site Oficial (que devia estar no ar desde Outubro segundo informação prestada oficialmente) não passar de alteração em funcionalidades e melhor qualidade de apresentação nada mudará na sua missão e no serviço que (não) presta actualmente se não mudarem os objectivos a cumprir.
É um problema de vontade (falta dela) e não um problema estrutural. É um problema de deficiente gestão. O exemplo devia vir de cima. E não vem. O "cima" nem percebe a necessidade e interpelado desculpa-se com o "estrutural" que, no meu léxico, é sinónimo de laxismo e incapacidade de entender o fenómeno desportivo e de massas. O "cima" de agora apenas segue o que muitos outros antecessores tornaram cátedra. Sócios? Adeptos? Ah... sim... aqueles gajos chatos... não é?

Aqui não há crónica

Como fazer? O que dizer? É virtualmente impossível fazer algo objectivo. Há que assumi-lo.
Só posso falar da tristeza que sinto, porque ainda não indiferença, quando a já vejo nos rostos de muitos dos poucos presentes. Tudo vazio, dentro e fora. Sem alma, sem chama, sem sorte, sem inteligência, sem jeito. Tudo adjectivos rápidos que na minha opinião (subjectiva) caracterizam, mais que o jogo de ontem, o próprio Clube. Vazio, sem pinga de sangue ou emoção, dobrado de joelhos há muito para quem dele se quer servir, perante o encolher de ombros da maioria dos que dele se dizem amantes fieis, mas que se metem na cama com outros sempre que podem, ou que pelo menos cobiçam mais ou menos secretamente. Traído.
Isto, o que se passa no Belém, é tudo menos inesperado, mas isso não faz com que seja menos doloroso. Não tenho conseguido deixar de ir mesmo sabendo ao que vou, repetidamente. Racionalmente tenho tentado.
Apenas umas palavras mais para caracterizar o que vi, mais uma vez, tantas vezes, por parte daquele que devia ser a alma e força da equipa de que é capitão. Zé, és finalmente a imagem da equipa e do Clube. És o 'melhor' exemplo. Os três arrastam-se sem jeito, sem força, sem a mínima vontade, arte ou ambição. Os três estão despidos de alma, estão vazios, estão mortos na sua essência.

Quanto já nos d€v€m, os jogadores do Belenenses?

Jogadores devolvem dinheiro dos bilhetes aos adeptos
Sapo Desporto c/ Lusa

Os futebolistas do Wigan decidiram hoje restituir o dinheiro que os adeptos pagaram no domingo para ver a equipa ser goleada em White Hart Lane, pelo Tottenham, por “escandalosos” 9-1, na 13.ª jornada da Liga inglesa.
"Sentimos que ontem deixámos ficar mal os nossos adeptos. Por isso, e pela sua tremenda lealdade, decidimos devolver-lhes o dinheiro que gastaram para comprar o bilhete", anunciou Mario Melchiot. O defesa holandês foi claro: "Como um grupo de profissionais, ficámos envergonhados pela forma como jogámos. Sentimos que estivemos muito abaixo do que podemos fazer e isto (devolver o dinheiro que pagaram pelos bilhetes) é algo que sentimos que temos de fazer".
O Wigan não anunciou quantos adeptos teve a apoiar a equipa em Londres - pareciam menos de mil -, mas avançou que a soma que os jogadores vão pagar será de "cinco dígitos". (...)
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PS: Por mim aceito o pagamento em atitude respeitosa para com o Clube em campo, esforço e entrega totais, golos e vitórias. O Belenenses não merece menos que isso seja a jogar contra quem for.

A única coisa que me espanta é haver investigação da PJ

Investigação da PJ aponta para favorecimento do Benfica pela Câmara de Lisboa
Fonte: SIC, publicado a 28-01-2010 11:48

A Polícia Judiciária terminou a investigação sobre o financiamento à construção do novo Estádio da Luz. O relatório do chamado "caso EPUL" está já nas mãos no Ministério Público e concluiu que o Benfica ganhou 65 milhões de euros com o contrato assinado com a autarquia.
A PJ diz ter provas de que a autarquia instrumentalizou a EPUL para beneficiar o clube da Luz. O caso tem cinco arguidos, todos ex-administradores da EPUL, à excepção de Carmona Rodrigues. O então vice-presidente do município diz que os contratos foram tratados directamente pelo antecessor, Santana Lopes.
Ouvido como testemunha no processo, Santana Lopes assume que participou nas negociações com o Benfica mas garante que Carmona Rodrigues também acompanhou o projecto.

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Para ser sincero, o que espanta é haver investigação e esta tornar-se conhecida publicamente. Ajudas destas a Sporting e Benfica todos sabemos que existem e sempre existiram em prejuízo de outros como o Belenenses e mesmo de outros que entretanto se foram afundando nas divisões secundárias do futebol português.
Falar nisto não é ser odioso, como já me acusaram, é expôr e explicar algumas das razões para a dificuldade de sobrevivência ao lado destes clubes na cidade de Lisboa. Não explica tudo, nomeadamente as culpas próprias de direcções belenenses que se vergaram e vergam às vontades destes clubes, mas ajuda a perceber.