E apesar de tudo
ainda sou a mesma!
Livre e esguia,
filha eterna de quanta rebeldia
me sagrou
Mãe-África!
Mãe forte da floresta e do deserto,
ainda sou
a irmã-mulher
de tudo o que em ti vibra,
puro e incerto!
- A dos coqueiros,
de cabeleiras verdes
e corpos arrojados
sobre o azul...
A do dendém
nascendo dos abraços
das palmeiras...
A do Sol bom, mordendo
o chão das Ingombotas...
A das acácias rubras,
salpicando de sangue as avenidas
longas e floridas...
..................................
Sem dores nem alegrias,
de tronco nu e corpo musculoso
a raça escreve a prumo
a força destes dias...
E eu revelo ainda
e sempre, nela
aquela
longa história inconsequente...
Terra!
Minha, eternamente!
Terra das acácias,
dos dongos,
dos cólios, baloiçando
mansamente...mansamente...
Terra!
Ainda sou a mesma!
Ainda sou
a que num canto novo,
pura e livre,
me levanto,
ao aceno do teu Povo!...
In "Poemas"
ALDA LARA
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Presença (Mãe África)
Publicado por JAN @ 28.4.11 Etiquetas: Alda Lara, JAN, Registos Para Memória Futura