I
Quem diz que a vida é bela,
Andou sempre a fugir dela,
Montado num foguetão.
II
Se o trabalho tanto educa,
Esta gente está maluca,
Ou entrou em auto - gestão.
III
O caso até tem pinta,
Para quem não acredita,
Qu´Azul é solução.
IV
As promessas voam longe,
E até o humilde monge,
Cora e jejua, sem perdão.
V
Perante tanta ineficácia,
As obras de santa Engrácia,
Foram céleres e bestiais.
VI
Como o tempo vai faltando,
O melro ainda piando,
Mas soltando menos ais.
VII
Vendo a bola em atrasos,
Lá se vão os aplausos,
Dos amigos geniais,
VIII
E quando a ma$$a voar toda,
E o relógio não der corda,
Hão-de abalar os pardais…
JAN
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