
Neste paraíso da treta, em que as necessidades básicas faltam à mesa de muitas casas, ultimamente até nas da classe média, o desporto, nomeadamente o futebol, passou a servir como autêntica válvula de escape (para quase todos aqueles que lhes sobram dias ao ordenado).
Daí que para o comum adepto de bancada, na maior parte das vezes, o futebol possa ser, paixão, amor, desilusão e frustação.
É natural que quem paga as quotas atempadamente, muitas vezes com sacrifícios
de vária ordem, pensando que os que elegeu para governarem e engrandecerem o seu clube, são as pessoas mais capazes (do seu seio e que foram a votos como consequência lógica do seu percurso de associado, seccionista, director) e vão prestigiar o clube.
Claro que umas quantas ratas velhas, sabendo que é fácil enganar adeptos de bancada, começam por falar-lhes em craques e craquinhos, projectos e projectinhos, amor e amorzinhos, vão para o meio da plateia durante os jogos, repentinamente viram populistas, ligam-lhe e enviam-lhes sms, tornam-se por momentaneamente pessoas de fino trato, terra a terra, humanas, e touchéééééééééééééééééééééééé.
Lá enganaram mais uma vez os anjinhos, porque depois de usarem os incautos e bem intencionados, deitam-nos foras como objectos descartáveis, tornam-se autistas.
Qual projecto, qual carapuça, qual seriedade, qual transparência, traficância pura, á la poche, á moi, fartar vilanagem!
Se têm a sorte dos resultados da bola irem camuflando a cabotinisse e incompetência, lá vão cantando e rindo, gozando à tripa forra, mostrando a sua verdadeira consciência de intriguistas militantes, de reles manipuladores, sempre com a faca escondida atrás das costas, prontos a apunhalarem, mesmo o seu melhor amigo.
Curiosamente há sempre uns quantos que quanto colocados perante evidências, recusam dar o braço a torcer, preferem o caminho da negação, enterram o cocoruto na areia, deixam quase sempre a bunda de fora, não lhes bastou a primeira vez...
Quando confrontados com o não cumprimento das suas mais simples promessas, tornam-se irascíveis, a célebre fuga para a frente é normalmente o caminho, a afronta é a chave para todas as panaceias, enfim, pobreza de espírito militante, esquecem-se que ouvir constantemente a mesma cassete, também cansa.
Daí que não possa haver perdão para quem continuadamente, e de forma consciente e propositada, engana, trafica, serve-se das pessoas de boa fé, mente, deturpa e faz-se de coitadinho.
O Clube de Futebol Os Belenenses não precisa nem de esmolas, nem de mendigos, rua com estes maltrapilhos mentais.
O Clube de Futebol Os Belenenses tem entre as suas gentes, uma gesta de jovens associados, que podem e devem assumir o seu papel na modernização do Clube.
Está na hora de aparecerem, de tomarem conta do barco, ontem já era demasiado tarde.
Fim ao farró, fim à desonra de não respeitarmos compromissos livremente assumidos.
A doença não pode ser desculpa para tanta patifaria, sem perdão para esta trupe.
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