
Aproveitando a legislação de recurso parida pela FPF em 1990, mercê das incongruências ocorridas com as composições das várias séries do campeonato da 3ª. Divisão, a direcção do CFB na altura, criou O Juventude de Belém.
Tratava-se de aproveitar a legislação para criar um clube satélite, que entrava directamente na 3ª. Divisão Nacional e poderia subir até à 2ª. Divisão Nacional ou mesmo 1ª. Divisão (caso o clube fundador descesse de divisão).
Esta formação visava aproveitar alguns dos nossos ex-juniores mais talentosos (cuja entrada directa nos séniores era difícil ou muito problemática, dada não só a cobardia de muitos treinadores lançarem jogadores jovens), mas igualmente por faltar uma competição séria e intermédia (nada de reles campeonatos de reservas para limpar-se cartões amarelos às "vedetas") que permitisse mais competição e maior rodagem aos "miúdos" provenientes de um campeonato de júniores absoleto, coodjuvados por elementos entre os 21 e 23 anos, que rodavam noutros clubes.
E lá nasceu o nóvel clube, entregue á sagacidade do Grande Carlos Silva, respeitando a legislação da FPF.
A composição do grupo deu entrada na Associação de Futebol de Lisboa dentro do primeiro prazo estipulado pela FPF.
É verdade consócios, na altura o treinador dos séniores, o irrascível Henry Depireux (ou Pirex para alguns), depois de ir urinar o medo, resolveu requisitar o Taira, o que obrigou a negociações "demoradas", pedindo o Carlinhos em troca o Rui Gregório.
Esta alteração está registada em protocolo entregue na AFL, ainda dentro do prazo inicial da FPF. Posteriormente esta deu mais 15 dias para os clubes reformularem os planteis dos seus satélites, não tendo o CFB ou JB procedido a qualquer rearranjo.
E com velas bem enfunadas partiu o nosso Lugre para rotas nunca triladas, escrevendo páginas inolvidáveis e consecutivos hinos de bom futebol, envergonhando o nosso indígena e soturno coice na bola nacional, o que começou a incomodar alguma gente.
A concorrência de norte a sul, movimentava-se nos subterrânios esconsos do apito encardido, porque não conseguia travar ou igualar a saga dos nossos heróis, mesmos os tais que agora se atrevem a querer disputar o "pódio" de 4º. Grande, enchendo de suores frios muita gente.
Ao invés, a nossa nau seguia invicta na frente da série F, preparando-se para subir à 2ª. Divisão, tornando-se numa montra apetecível, qual alforbe e cantera dos nossos maiores, o que atarantava jesuítas e parentes.
Muito tricolor que havia rejeitado a ideia, porque estavam habituados a falar do alto das respectivas cabotinices e serem acatados, "fidalgos falidos" da segunda circular, exasperavam com o êxito do Juventude de Belém, o que arrazava tais delinquentes.
Sim, as ideias peregrinas das academias ainda vagueavam nos túbaros dos afonsinhos do condado, o que nos fazia gozar à tripa forra, por incomodarmos sonsos e fariseus.
Calculem que toda esta formação (jogadores, corpo técnico e médico) que praticavam um futebol de primeira água, custava a fabulosa quantia de 1.000.000$00 (mil contos mensais), actuais € 5.000,00 (menos que um reles perna de pau brasileiro), o que fazia fraquejar o negócio de muito safardana.
Atraia mais adeptos e espectadores que outras formações, o que exasperava os inteligentes.
Foto: Grande José Pereira (http://belenensesilustrado.blogspot.com)Entre outras particularidades, o enorme Pedro Espinha (que defendia as nossas balizas), e a quem sempre augurei ser o nosso futuro José Pereira (de Bratislava, impedindo por várias vezes que fosse transferido para outros clubes da divisão secundária, o que me valeu remoques de empresáios e tricolores), tinha instruções especiais do Carlos Silva para dispensar barreiras nas marcações de livres, fosse qual fosse o local da falta. E nunca sofreu qualquer golo de livre directo ou indirecto, o que irritava treinadores e indigentes.
Os nossos jogadores eram preparados de tal forma pelo sábio Carlinhos, que estudava os adversários ao pormenor (e dispensava treinos à porta fechada), inquirindo de cada jogador quais as características dos respectivos adversários directos que iam marcar, o que obrigava aqueles a memorizarem as melhores formas de os travarem sem recorrerem à cacetada, o que rachava fragas e brilhantes mentes.
E de tal forma esta equipa maravilha (dirigentes incluídos), nos enchia de orgulho, sendo claramente a Menina dos Nossos Olhos, que a direcção resolveu efectuar um jantar homenagem aos craques (e respectivas esposas e namoradas) no Varanda Azul, pago integralmente pelos vices dos seus próprios bolsos, o que fez cócegas a muita "transparente".
Curiosamente a Maria Tola, sabendo desta homenagem, tentou boicotar a homenagem, levando um grupo de bebedolas chamados de "rotários" para o mesmo local, saindo-lhe o tiro pela culatra, o que nos deu um gozo tremendo.
E o Juventude de Belém ganhou ao Sesambrense em casa deste (nossa filial) na primeira eliminatória da Taça de Portugal, o que incomodou ainda mais reluzentes.
Estavamos na véspera duma célebre AG que iria por a nú a auditoria cruzada solicitada à KPMG (sobre as folias do "rei sombra do bingo"), o que fazia estremecer espíritos sapientes.
Mesmo aqueles que sendo inimputáveis declarados, a requerimento dos familiares (para não poderem "gerir" fábricas de alpargatas), mas "imputáveis" para governarem o Belém, berradores oficiais ou cabeças de manadas nos momentos de crises, muitas vezes tornados porta-vozes convenientes de covardes que lançam atoardas e se escondem atrás de farrapos tortuosos, estraram em pânico, face ao seus silêncios cúmplices, o que nos enchia de ânimo, porque íamos desmascarar tricolores.
Então, por obra e graça do espírito santo, um triste saído da AFL, "repetiu" o milagre das rosas, e eis que o Juventude de Belém desaparece, porque arranjaram uma estrangeirinha, retirando 18 pontos ao clube para este não poder subir de divisão (tantos os pontos ganhos nas partidas em que jogou o Rui Gregório), estratégia suja para sossegar os amigos estarolas incomodadíssimos com o nosso sucesso, mas igualmente para poderem justificar a sanha assassina de terminarem com tudo o que era futuro risonho e inovação, certamente por terem levado um banho nas eleições, apesar das manobras de contra informação efectuadas, onde valia tudo, desde irem ao beija-mão para verificarem as contas, nada lhes ter sido apresentado e virem para os jornais dizer que estavam tranquilos, porque as "contas mostradas" estavam em boa ordem! o que nos irritou para todo o sempre, face a tanto despudor e rasteira pidesca.
Calculem que o Juventude de Belém foi penalizado por um alegado erro da AFL, que não remeteu para a FPF a alteração do Taira pelo Rui Gregório, quando o livro de protocolo do Belenenses estava assinado por aquela, como tendo recebido a alteração (relembre-se, ainda dentro do 1º. prazo legal da FPF), o que sossegou muito vendido que enganou e ainda engana alguns adeptos do nosso clube.
Como sabem, na altura os clubes falavam com as respectivas associações, tal como agora (só que não havia liga profissional) e estas com a FPF, daí que o Clube de Futebol Os Belenenses e o seu satélite, Juventude de Belém nunca poderiam ter sido responsabilizados por "erros administrativos" da AFL, o que ainda hoje me arrepia os tintins, sempre que recordo esta traição de uns tantos porcos, sujos e maus.
Até um reles solicitador de vão de escada, tinha contrariado as lenga-lengas da AFL e FPF, o "nosso distinto causídico", não, "embarcou convictamente na patranha" e sentiu-se herói perante os novos patrões mandantes, que sempre que era para receber, abriam um rasgado sorriso, quando era para pagar, mandavam os credores irem ao totta ou atrás dos antecessores, o que ainda hoje é norma de muita casa.
Daí que seja justo concluir que quando alguém é capaz de trair os ideais do "seu" clube para agradar aos inimigos (que sempre manipularam e traficaram as nossas derrotas), tenha aberto a porta do desrespeito permanente e institucional, o que me aperreia o nervo, denominado de coração.
Há sabonetes que sempre tiveram medo de sair das suas tristes e obscuras rotinas, de serem pioneiros, preferem os amiguismos balofos e subservientes, o que me enfurece.
Abomino os tontons que preferem o cinzentismo permanente, ao Celeste do Nosso Lindo Céu Azul, o que me encaniça e dá forças para continuar a lutar cada vez mais.
Nota : Estes mesmos senhores que continuam a traficar no escuro, e sabendo que se vendem de quando em vez percentuais de passes à Unifoot (para safar a onça!? Ou resolver "problemas de tesouraria"!? De quem...!?) e em que datas?????????????...e que fazem! NADA!!!!!!!!!!!!!!;




