Futebol Juvenil! Que Política e que Pedagogia?!!!

Vamos lá falar da política de formação de futebol no (ainda) Clube de Futebol Os Belenenses, levada à prática nos últimos tempos!

Qualquer dirigente desportivo com um mínimo de QI que ame e sinta só o Belenenses, sabe que para sermos apelativos e conseguirmos ombrear com os "mendigos-deste-estado-social-só-para-alguns", têm de implementar um modelo de formação ímpar, que prime pelo rigor, pela disciplina desportiva e educacional, pelo modelo de jogo que sirva os executantes nacionais e a equipa sénior e que tem de ter uma retaguarda sólida e solidária com estes princípios.

Ou seja, os dirigentes que receberem e acarinharem os formandos, têm de ser adeptos e sócios com princípios, sólidas formação moral e belenenses (de preferência).

Só assim é possível partirmos para a segunda fase da estrutura, os treinadores e restante corpo técnico, que também devem ser indivíduos de espírito inatacável, que entram na pirâmide e seguem à risca o modelo pré definido. Nunca abancarem e cada um montar a tenda que lhe serve na perfeição a respectiva chinela.

Obviamente que nesse modelo pré definido, deve incutir-se à cabeça o espírito ganhador e competitivo, seja em que escalão for, que deverá ser consubstanciado pelo departamento profissional, cujos estímulos aos jovens são parte da sua tarefa profissional diária. Nunca um frete...

Assim, conseguem-se resultados e atraem-se os jovens jogadores que procurarão o Clube que os trata bem, assim é tudo mais fácil e até nem é mais caro. Dá é mais trabalho...! Obriga a pensar-se, planificar-se e fiscalizar-se... O que também dá trabalho.

O Belenenses por todas as circunstâncias que conhecemos, não pode fugir a ser um Clube Formador! Mas formador de excelentes executantes, porque "tem" uma extraordinária organização na formação, que depois dará frutos e alimentará naturalmente a equipa principal.

Com a aposta correcta na formação, todo o futebol entra nos eixos naturalmente, porque terá de acompanhar a bitola de excelência, daí que se deva optar por um modelo de jogo próprio, dinâmico e que dê espectáculo, que defina sem margem para dúvidas, que todo o futebol azul do Belenenses é inconfundível.

Naturalmente que todos os pernadas e pernaltas apadrinhados pelos natas de vinte, estiveram-se borrifando para a formação, o que interessava era passearem os rabos de pavão e araras pelas pantalhas e jornais, ainda que todos os dias demonstrassem à evidência, as respectivas incompetências em gestão financeira e desportiva.

Deu no que está á vista. E nem era preciso puxar muito pelos neuróneos, temos ex jogadores nos veteranos, competentes e dedicados, que sentem o clube e que fazem com uma perna ás costas melhor figura que estes gentios.

Mas houve excepções, estou a falar da contratação do professor Jorge Castelo. E refiro-me aos 4 anos de Rui Jorge junto dos jovens!

Se quanto ao primeiro acho que sempre foi subaproveitado, a sua função poderia ser mais abrangente, porque o seu saber e competência deveria estender-se a outras áreas. Quanto ao segundo, foi um profissional que adoptou junto dos jovens uma sã atitude pedagógica de vitória e atitude de belenenses determinados, terminando com o deixa-andar, tão do agrado dos coloridos.

Esta atitude, fez com que as suas equipas nos 3 últimos anos ganhassem auto-respeito e a consideração dos adversários, fazendo com que muitos jovens tivessem vontade de virem jogar para o Restelo, porque os atletas sabiam que entravam em campo a pensar na vitória, porque o líder era o primeiro a incentivá-los e a incutir essa dinâmica.

Hoje, na equipa júnior, os rapazes são ensinados a deixarem-se cair, simulando lesões para ganharem tempo!? Grande pedagogo, grande formação e grande formador!
Deve ser dos ares modernos de Alcântara e do seu Requisitador..., depois queixam-se que ninguém nos tem respeito.

O mais interessante é que Rui Jorge, perdoou ao Clube € 100.000,00 (cem mil euros), para não terem dúvidas, o calote da sua entrega durante 6 meses, como jogador.
Depois recebeu a paga de se ter afeiçoado ao Clube em que trabalhou dedicada mente durante 4 anos e 6 meses, porque cegamente era preciso reduzir a massa salarial.

Esta política de merceeiro, está a dar os seus frutos naturais..., e como desejava estar redondamente enganado, porque estou tão farto de: calímeros, anjinhos, mitómanos e ceguetas..., só porque já antecipei o natal e meti na arca os perús e galarós, em vinho e alho....

Saravá Rui Jorge! Mereces o melhor para ti e respectiva família.