A Europa já não é o que era. É o mínimo que se pode dizer da falta de sentido de Estado dos políticos que dirigem os dois principais países da União Europeia. Um deles, a senhora Merkel, tem dado provas de não perceber nada de economia. A sua última tirada, de que pode haver mais "bail-outs" na Europa (com "s" no fim de "out"), é lamentável. É um convite aos mercados para se lançarem sobre Portugal e Espanha (e Itália). E quando aos mercados lhes cheira a sangue…
Não é a primeira "gaffe" da senhora Merkel. A anterior tinha sido o anúncio de que a Europa vai obrigar os investidores a suportarem parte dos "bail-outs". Uma medida correcta para responsabilizar os investidores, mas anunciada a destempo e sem os detalhes necessários para perceber os contornos da solução. Antes dessa tinha a declaração de que a crise financeira era um problema americano…
Como se vê, o historial de azelhices é longo. Mas que diabo, a senhora teve tempo para aprender… e propor soluções estruturais que garantam a sobrevivência do euro e protejam os contribuintes dos Estados sensatos (como a Alemanha): a criação de um Tesouro europeu, com poderes para mandar na política orçamental dos Estados. O que leva a perguntar: é só azelhice ou premeditação (já vimos este filme em 1992, com o Bundesbank…)? Não sabemos. O que sabemos é que os interesses de então (italianos e ingleses forram corridos do SME) eram muito menos importantes do que os de agora. Se o euro acabar (e assim acaba mesmo!) é todo o modelo de desenvolvimento europeu, erguido com esforço ao longo de 53 anos, que fica em causa. Definitivamente, já não há estadistas na Europa.
(Camilo Lourenço - Jornal de Negócios de 25.11.2010)
Não é a primeira "gaffe" da senhora Merkel. A anterior tinha sido o anúncio de que a Europa vai obrigar os investidores a suportarem parte dos "bail-outs". Uma medida correcta para responsabilizar os investidores, mas anunciada a destempo e sem os detalhes necessários para perceber os contornos da solução. Antes dessa tinha a declaração de que a crise financeira era um problema americano…
Como se vê, o historial de azelhices é longo. Mas que diabo, a senhora teve tempo para aprender… e propor soluções estruturais que garantam a sobrevivência do euro e protejam os contribuintes dos Estados sensatos (como a Alemanha): a criação de um Tesouro europeu, com poderes para mandar na política orçamental dos Estados. O que leva a perguntar: é só azelhice ou premeditação (já vimos este filme em 1992, com o Bundesbank…)? Não sabemos. O que sabemos é que os interesses de então (italianos e ingleses forram corridos do SME) eram muito menos importantes do que os de agora. Se o euro acabar (e assim acaba mesmo!) é todo o modelo de desenvolvimento europeu, erguido com esforço ao longo de 53 anos, que fica em causa. Definitivamente, já não há estadistas na Europa.
(Camilo Lourenço - Jornal de Negócios de 25.11.2010)
PS : O mais grave desta sujeira política e financeira, é que flácida et son petite nain, prometeram perorar de novo esta semana sobre os países em crise na Zona Euro! Só não dizem é que ambos anteriormente empurraram para os tótós do cú da europa, milhões em sucata de guerra desnecessária....!
Oh Elsa? Mete os putos na barraca que vai chover mierdekla rala;



