15ª. Estação do Calvário, o Cuco, o Galaró e o Pobre Passarinho...


Neste reencontro entre "desavindos", retenho as lágrimas de alguns Belenenses, naqueles fatídicos 8 minutos finais de um prélio patético, em que no banco (coveiro + o "nosso" estádio da luz, e em campo: Silas, capitão / sindicalista por conta própria e dos seus €30.000,00 pelo honroso 10ª. lugar, e algures perdido entre confusões e outras zões, um delegado da liga perdia uma alegada mala com alegados € 100.000,00 porque não "encontrou" o "verdadeiro" portador), ainda não se haviam apercebido que estavam remetidos para a 2ª. liga por incompetência pura e cobardia (mais que muita).

As lágrimas são as de Chouriço, famosas pela sua expontaneadade, fervor clubista, raiva pela ignomínia e impotência a que assistia da bancada, sem nada poder fazer, a não ser despejar toda a sua verve e Belenensismo contra um banco de adelaides e mariconsos passivos...

Seguiram-se os impagáveis folhetins entre Galaró e Cuco, com a poeira final da "glória" a assentar em Nelson Soares, quando não passou de um reles mandarete, entre astuta sociedade de advogados (que facturou para os dois lados) e o petit eusinho de então.

Desta vez, por muito que alguns propagandeiem, a "guerra" não passará pelo Galaró e o pobre Passarinho, porque não contam para o totobola.

Em Barcelos, ainda não há muito tempo, a "cafeína" era prática repetitiva, quando as coisas apertavam! Toma lá "cafés" porque tens mais resistência... E se entretanto apareciam os batas brancas dos vampiros, os "cafeinados", eram desviados previamente para uma sala dos fundos, selados com fita adesiva para não piarem, algaliados pela ureta e despejado o saco "lacrimal". Verdade que depois levavam 3 a 4 horas para mictarem umas jolas, mas ficava tudo nos conformes....

E, se por acaso alguns rapazes recusavam as "mochilas", não faziam mais nenhuma perninha (e não estou a falar de jogos de dardos), quem lucrava uns duzentinhos contos de vez em quando, era o massagista de então, para comprar bicicletas para os filhos!

Era uma altura em que o Dr. Horta ainda não possuía todos os meios à sua disposição.

Antes deste jogo começar, estará alguma tensão no ar, certamente na bancada nascente estarão "pagos" uns dos arruaceiros que na AG de Barcelos abriram as portas à populaça do corte de relações (necessário para manter feridas abertas e esconder os erros do pato bravo Galaró), mesmo a que não era sócia do Gil, porque era preciso pateada e confusão, mas mal a amélia de serviço bufe o primeiro silvo, a luta titânica será entre o José Mota destemido e o José Mota cauteloso e raposa matreira, apenas e só! Entre a sua confiança de jogar abertamente ao ataque, e a dúvida de precaver e dosear a energia para uma vitória segura, e, mais que tudo, nuclear para o grupo arrancar definitivamente...

Do fundo do coração, acredito que por muitas promessas que o Galaró tenha feito ao seu séquito, em contra posição com a falta de ar do pobre Passarinho calimero, no final, vencerá o olho clínico
e competência de José Mota, porque é um Homem de trabalho e de convicções terrenas.