- Independentemente do que vier a dizer a direcção em sua defesa;
- Independentemente do que vier a dizer a direcção em defesa do Belenenses (sim, é diferente do ponto anterior e é costume da direcção preocupar-se muito mais com o 1º ponto);
- Independentemente do que possam ser consequências menos negativas do que pensamos que virá a acontecer;
A situação em função da sua gravidade deve ser vista e devemos reagir em dois planos diferentes:
Primeiro: o plano desportivo. Devemos de facto unir esforços e ser mais apoiantes da equipa. A situação tornar-se-á complicadíssima com a provável subtração de 6 pontos (3 de derrota no jogo com a Naval mais 3 subtraidos por castigo). Aí sim devemos estar unidos e mostrar todo o nosso apoio. No campo
É largar JÁ a conversa de chacha dos objectivos e das dificuldades e da catástrofe.
Por isso...
1 - JJ: é trabalhar e calar. Só!
2 – Jogadores: mostrem que em 3 ou 4 jogos nos tiram desta situação provável de queda para posições de luta pela manutenção, demonstrando a vossa classe e o vosso empenho extra. É jogar cada jogo como se fosse o último, começando por jogar à bola com arreganho, coisa que, sinceramente, tem faltado. Só assim poderemos sair o mais rapidamente possível de uma muito complicada situação classificativa em que tudo indica iremos ficar dentro em pouco.
3 - Sócios e adeptos: sem mais, continuemos, ou façamos crescer uma onda de apoio nos estádios onde o Belenenses jogar.
Segundo: o plano da gestão
É impossível não olhar para as responsabilidades dos dirigentes. Não concebo como possa haver que pretenda não tirar consequencias a este nível depois de tantos atropelos e demonstrada incompetência. Já o era antes deste novo “caso”, ainda mais o será de agora em diante. É muito grave o que se está a passar e não há desculpas. A culpa não pode morrer solteira. Nem vejo nesta "gestão" capacidade de resolver o problema. Lembremo-nos que só chegámos a este ponto porque não soubemos dizer basta há mais tempo. Glorificámos o "herói" que nos colocou na segunda divisão para depois aparecer como salvador de lá não chegarmos a caír. Criámos ódios à nossa volta por mais razão legal que tivessemos. Ódios que agora nos saíram caro, estou em crer.
Se mais não houvesse que o justificasse (e infelizmente há e muito) a vergonha desta exposição pública é o reabrir dessa ferida profunda e de um estigma que se nos colou desde o Caso Mateus (por mais razão que tivessemos no plano regulamentar – e tínhamos – ).
É uma vergonha para todos os Belenenses ver novamente o nome do Clube ligado a uma situação destas e exposto à chacota de todos. Desta vez, parece-me, não temos razão. E, se assim for, devemos ser dignos, admitir os erros e aceitar o castigo. Arregaçar as mangas e ir à luta.
Não chega achar o bode expiatório Carlos Janela. Pergunto:
- Quem o escolheu, quem o re-introduziu no nosso seio?
- Foi o próprio Carlos Janela que decidiu o (para mim inequívoco) afastamento do departamento jurídico ou do Nélson Soares dos processos de contratação? (é inconcebível que ele que tão boas provas deu em 2006 - tenha sido afastado!).
Não. Não poderia ser certamente Carlos Janela, pois não é (ou era) o responsável máximo do Clube e da SAD e por isso não tinha autoridade para tal.
Cabral Ferreira admitiu ontem à tarde que não sabia que Meyong tinha jogado pelo Levante e que não conhecia o regulamento (podem ouvir no post anterior essas declarações à Antena 1).
Surreal. Não era à FPF e ainda menos à LPFP que por sinal nos devem olhar de lado desde 2006 que competia averiguar. Inglaterra é Inglaterra, Portugal é Portugal.
A menos que haja uma autorização específica da FIFA (que a existir já teria sido anunciada sem rodeios nem mais reuniões nem adiamentos e como é hábito com muitíssima pompa e circunstância), ou haja algo que todos os intervenientes no processo e nas notícias que têm vindo a lume estejam a interpretar mal, é imperativo que finalmente se tirem consequências desta má gestão. E isso deve ser feito em sede própria. Já lá vamos.
Repito: na inevitabilidade deste castigo haja dignidade e honra no reconhecimento de uma falha inaceitável. Não há dignidade nesta direcção para se demitir, que não sou ingénuo e isso não espero, mas dignidade para reconhecer o erro de cabeça levantada e, de cabeça levantada, aceitar as consequências não tentando prosseguir em processos sem fim e de consequências maiores e que nos desconcentrariam do essencial: salvar a época de dissabores maiores e devolver o Belenenses aos belenenses.
O estafado argumento da pseudo-união "nacional" dá estes resultados quando a incompetência mais uma vez se revela. Quando os sócios se auto-mutilam nos seus direitos inibindo-se de obter explicações e de exigir mais e melhor para o Belenenses que uma direcção como esta.
Faça-se uma Assembleia-Geral Extraordinária, que se vote pela demissão da incompetente direcção e constitua-se uma força de crise para estancamento imediato da sangria e que segure e assegure a estabilidade da equipa de futebol até que o barco esteja em águas calmas;
Uma AGE que possa votar e decidir pela realização de eleições antecipadas o mais rapidamente possível.
Uma AGE que dê a decisão aos sócios TODOS que se dignem a aparecer.
Ao esperado anúncio mentiroso do “eu ou o caos” eu respondo que em 88 anos de história NUNCA faltou ao Belenenses quem dissesse presente e se dispusesse a, nem que fosse temporariamente, segurar mesmo nos momentos mais críticos, mais impossíveis de segurar, quando toda a esperança falhava. Não acontecerá agora, tenho a certeza.
E quem estiver convencido que depois de tanta tropelia e azelhice ou como queiram chamar a isto ainda é melhor ter esta espécie de direcção a gerir os destinos do Clube votem isso mesmo, ganha a democracia, porque os votantes levantaram o traseiro da cadeira ou do sofá, sairam do imobilismo e pelo menos demonstrámos vitalidade e capacidade de nos indignarmos e ser exigentes. E fiquem nesse caso democraticamente a ver Roma a arder enquanto os Neros tocam a lira.
MAS VÃO LÁ! Mostrem que existem e que assumem as consequências!
Temos de ser nós, os sócios, a pegar no nosso destino colectivo. Porque:
- Não é realista esperar que seja o Conselho-Geral ou antigos membros a convocar uma Assembleia-Geral Extraordinária, por um lado, por ter consciência de que têm anti-corpos no Clube e, por outro, porque não o entendeu fazer em 2006 numa situação ainda mais gravosa de descida de divisão.
- Não é realista esperar que seja o Presidente da Mesa da Assembleia-Geral a fazê-lo, dado as posições que já tomou. O Belenenses precisa dos belenenses.
É este o pragmatismo que defendo.
- O pragmatismo de unir todos os esforços em torno da equipa de futebol.
- E o pragmatismo de perceber que cada dia mais que esta direcção passar à frente dos destinos do Clube mais o Clube se enterra em todas as vertentes. Esta é só a gota de água que faz transbordar o copo.
É hora de acordar e de fazer pela vida porque, nesta senda, com esta direcção, caminhamos para uma morte agora menos lenta e mais agonizante.
Por tudo isto e ainda pelo desejo que o orgulho de ser Belenenses não continue a ser esfaqueado todos os dias por quem tão mal o quer, serei subscritor de uma lista de assinaturas de sócios para a convocação de uma Assembleia-Geral Extraordinária para destituição destes orgãos sociais e realização de eleições antecipadas.
Chega de ter pena, chega de não terem respeito pelo Belenenses. Isto é para ontem. Quem se quiser juntar é bem-vindo.
Nuno Gomes
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ERGUE-TE BELÉM!
Publicado por Nuno Gomes @ 15.1.08 Etiquetas: Nuno Gomes


