Qual igualdade?

Novo estádio vai custar 46.5 milhões de euros
(«O Jogo», 30 de Julho de 2008)

O Marítimo publicou hoje no "Diário de Notícias" e no "Jornal da Madeira" um edital para abertura de concurso para a obra de construção do novo estádio do clube, situado nas actuais instalações dos Barreiros. O custo total do Estádio "Arena Marítimo - Madeira" está estimado em 46,5 milhões de euros e terá um período de execução de 20 meses a contar da data da sua adjudicação.

O concurso público internacional refere-se à empreitada de construção do recinto desportivo "Arena Marítimo - Madeira". O Marítimo, a entidade adjudicante, que está a contratar por conta do Governo Regional, estabeleceu o dia 17 de Outubro como data limite para a entrega de propostas. Se tudo correr como delineado, o Estádio "Arena Marítimo - Madeira" deverá ser inaugurado no início da época 2010/2011, sendo ainda um dado importante o facto de a empreitada não inviabilizar a realização dos jogos de futebol durante o seu seguimento. O projecto já deu entrada nos serviços da Câmara Municipal do Funchal e contempla acomodação para nove mil espectadores, sendo que o relvado e parte da pista serão as únicas estruturas existentes a serem preservadas.

A agência "Lusa" tentou contactar o presidente do Marítimo, Carlos Pereira, mas este adiou para mais tarde declarações sobre o assunto. Com este anúncio, parecem, assim, ultrapassados as dificuldades jurídicas que pairavam sobre a legalidade da cedência do Estádio dos Barreiros ao Marítimo.
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Mais uma dos beneficiados do sistema. Mais uma benesse a juntar a tantas outras destes dependentes do Governo Regional. Já não bastam as avultadas somas que anualmente recebem do orçamento da Região Autónoma, agora ainda lhes pagam um estádio novo. Por isso há quem diga com muito humor que o Marítimo (e já agora o Nacional que já tem paridade) que o Marítimo é a segunda equipa de todos nós, quer queiramos quer não, pois contribuimos com os nossos impostos na quase totalidade do seu orçamento.

A juntar a estes os beneficiados das Câmaras Municipais (tipo Braga) e os beneficiados crónicos do sistema - os três estarolas - e é por essas e por outras que eu não me consigo regozijar com a queda do Boavista embora fique satisfeito com a queda dos loureiros e do que eles representam (se bem que ainda duvide que estes tenham caído. A prenda do estádio para eles deve ter sido ainda pior do que se não a tivessem. O Boavista, nós e o Setúbal (cuja Câmara também não tem onde cair morta) somos na primeira liga os únicos que não têm apoio camarário, que não são o clube da terra em que os "barões" tudo investem ou lavam.

Onde (em que patamar) estariam Braga, Guimarães (apesar da ajuda camarária estes são um caso de paixão e de capacidade de realizar), Marítimo, Nacional, União de Leiria (estes nem assim) se não fossem os dinheiros e os direitos cedidos pelas respectivas Câmaras Municipais? Estes recebem-no de forma escandalosa, como no caso do naming do Estádio Municipal de Braga em que recebeu por 3 anos cerca de 4 milhões de euros por um estádio que não é seu e nem paga quase nada de manutenção... Os casos madeirenses são de bradar aos céus.

Mas mesmo Paços de Ferreira, Beira-Mar, Rio-Ave, etc, etc, etc. acabam por ter apoios. O Belenenses tem? Não me parece.

Deve ser isto a que se refere o Hermínio das ligas quando diz que deve haver equidade e todos competirem em igualdade de circunstâncias e com regras claras, blá blá, blá. Grande Hermínio!

Claramente, uns são filhos da mãe, outros são filhos da... outra.