Conta-se que em determinado período da história do Clube da Vida, existiam duas claques que se degladiavam, afim de competirem pela supremacia das politicas orientadoras do Clube. Ambas eram ruidosas, muito pouco criativas e nada inteligentes.
Ambas usavam as técnicas tradicionais, irritar ao máximo a claque contrária, de preferência causando o máximo de danos visíveis.
Os gafanhotos eram exímios em pavonearem-se em bando (o medo faz destas coisas), enxamearem de galho em galho, arranjarem direcções estilo "chave na mão" (tudo planeado, mas sempre à procura de um líder), que mandavam abaixo mal os contrariasse.
Os pirilampos eram puro folclore, auto-iluminação artificial e indirecta, alianças espúrias e contraditórias, aparente pompa e nenhuma circunstância, tipo narcisos à deriva.
A guerra entre ambos estava instalada há muito e o clube a definhar, mas as lutas e as supremacias momentâneas de uns e outros é que eram importantes, o sal das respectivas vidas desportivas, para contrabalançar as tristes vidinhas pessoais e profissionais.
Os gafanhotos sempre que avistavam as luzinhas dos concorrentes, aplicavam as célebres taveiradas cegas, que acabavam por derrubar o orgulho dos pirilampos.
Os pirilampos, vingavam-se de vez em quando, colocando beatas acesas em sítios estratégicos, que danificavam os pirilaus contrários!
Ambos perceberam de forma trágica e tarde de mais, que não valia a pena continuarem com tais práticas, mas que o Clube cresceria de forma sustentada e segura se elevassem a auto estima e coexistissem pacificamente.
No Belenenses temos alguns "gafanhotos" e outros tantos "pirilampos", os primeiros continuam a agarrar como bandeira a primeira luz que parece que vai centelhar, querem ser sempre os primeiros a porem o pé no estribo.
Os segundos, têm tendência para auto iluminação parola, independentemente de saberem que serão rapidamente ofuscados e alvo de chacota.
Como o Belenenses é que precisa de luz eterna e firme, de preferência limpa e renovada, dispensando-se a corrente alterna e o gasogénio, sugere-se que tomem um duche de humildade e reflictam sobre práticas passadas.
A vaselina há muito que deixou de ser produzida nas farmácias, agora vem de produtores duvidosos e dalgumas lojas de conveniência estrangeira, depois não se queixem que tem areia...
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