Decorridas que estão algumas penosas jornadas futeboleiras, em paralelo com vários tristes e lamentáveis episódios, que uma vez mais lesaram o bom nome do Clube de Futebol Os Belenenses, é saudável que se faça uma primeira apreciação do trabalho desta sad.
Não como auto de fé, disso se encarregarão outros e os vários conselheiros acácios nas suas habituais comezainas para os lados da AAA, mas como compreensão dos vários erros de casting cometidos e que nunca deveriam ter acontecido, se tivessem sido observadas regras de bom senso, tais como: maturidade, ponderação e conhecimento do actual futebol, mesmo que conjugadas com as actuais duras realidades do CFB.
Quer aceitem ou não a maioria de Adeptos Belenenses, o futebol, É A ALMA MÁTER DO CLUBE! Sem um futebol estruturado, com filosofia própria, projectada para uma dinâmica de cultura azul de vitórias em todos os escalões, bem podem todas as outras modalidades serem campeães anos consecutivos, que o retorno será sempre deficitário e não só em termos financeiros.
Nesta fase difícil, era preciso saber-se dosear-se os vários interesses em compita, entre modalidades ditas amadoras e o futebol, de molde a não desamparmos totalmente umas, mas encontrando o ponto de equilíbrio rigoroso, tendente a fortalecer-se com competência o doente há muito remetido para os cuidados paliativos.
E se o primeiro objectivo era pagar às finanças e honrar os funcionários, o objectivo nuclear teria de ser os especiais cuidados a ter com o futebol profissional do Belenenses.
Assim, o primeiro objectivo da sad, passava por resolver-se de forma prática e inteligente o "abacaxi treinador" herdado da sad transitória. Que diga-se desde já, tinha legitimidade para o contratar, tal como a sad auto-eleita teve para o demitir. Embora em ambos os casos, infelizmente, o bom não tenha prevalecido.
Correr com Baltemar Brito, sem o auscultar pessoalmente e saber das suas concepções, foi um acto de autoritarismo gratuito, deselegante, próprio de agentes liquidatários de empresas falidas e dispendioso. Por muito que queiram esconder os seus custos financeiros e desportivos. Fala-se em € 50.000,00 (que não existiam) e deviam evitar-se, porque ainda estamos a pagar só, a 9 treinadores..., deve ser recorde mundial da asneira! Porque os desportivos ainda é cedo para contabilizarem-se.
Um verdadeiro líder, astuto e inteligente, teria engolido o sapo, marcado a sua posição de não responsável pela contratação, embora autorgando-lhe confiança e esperando para ver os resultados até a abertura do mercado, ocasião em tomaria outra opção ou não, e sairiam sempre reforçadas as suas convições.
Naturalmente que a esta medida, devia ter sido antecedida de uma outra, tratar da situação de Marco Paulo. Não está em causa a pessoa, mas o seu perfil para um lugar muito específico, Director do Departamento de Futebol Profissional. O Marco enquanto profissional de futebol no Belenenses foi um profissional de mão cheia e abnegado, mas deveria ter sido remetido para outras funções na área do futebol, por manifesto desenquadramento pessoal para as funções para que foi violentamente empurrado por um Viana de Carvalho teimoso e infeliz, até numa das suas últimas e enificazes acções! Porque a nova sad baixar-lhe só o ordenado, não só o menorizaram como lhe tiraram o pouco incentivo que ainda poderia existir.
Alguém se lembra do Director Marco Paulo intervir publicamente no período de crise? Pois!!!!!!
Para suportar Baltemar, era preciso ter a seu lado um Homem do Futebol Profissional, nunca um Homem, é verdade, mas que apenas passou com honradez pelo futebol e a mantém com a sua escolinha de Mafra.
E tomar estas duas primeiras medidas, em nada beliscaria um projecto pessoal, porque o único "projecto" apresentado ao pagode era "salvar" o Belenenses! Logo, uma treta redonda que tanto poderia dar bota, como não dar com a perdigota. Viu-se ou viram alguns, porque o Belenenses dos nossos dias está cheio de ceguinhos, que se enterram mais e mais, cada vez que abrem a boca para defenderem o indefensável.
Nem estaria em causa a contratação de Rui Gregório. Homem simples, directo e trabalhador. Embora essa de ser o "meu ídolo de juventude", seja para consumo saloio. Ser o "meu" treinador de confiança, é legítima, mas é o terceiro erro de casting largamente publicitado, mas nunca assumido, não pelo que ocorreu desportivamente durante o tempo em que esteve em funções, mas pelos meios que não lhe foram dados (as ratas velhas, salvo raríssimas excepções, estão cheias de caruncho) e pela rectaguarda forte que nunca esteve à altura, e pelos não ordenados em dia, embora sempre piadosamente propalados.
O quarto erro de palmatória, nem nos clubes de bairro acontece, foi o de cortarem ordenados a eito, mormente com as nossas jovens promessas, caindo dentro da alçada da lei (não pagamento dos tais 2,5 ordenados mínimos) das competições profissionais.
Ou seja, em vez de incentivarmos e pedirmos aos jovens garra e fervor, fazendo-lhes ver que eram as nossas mais valias e por inerência, as opções nucleares. Fizemos exactamente o contrário, e se calhar, perdendo-os para o futuro.
O quinto erro foi prescindir-se de Rui Jorge, profissional inexcedível, que havia dado ao futebol juvenil élan e competência, nomeadamente aos juniores, primeiro degrau para a afirmação pessoal e profissional, de quem quer começar a palmilhar a vertente do rigor, da afirmação, da vontade indomável de conquista. Com Rui Jorge, dissemos ao mundo do futebol, de que: jogar-se no Belenenses, era igual ou melhor que em qualquer estarola.
Poucos sabem mas este HOMEM perdoou ao Clube € 100.000,00 (cem mil euros), o montante da sua passagem como jogador profissional pela mão de Cabral Ferreira, o tal que era lesto a sacar vários coelhos eleitorais da cartola, mas lento ou esquecido em pagar-lhes o livremente acordado. Paz à sua alma e que o jazigo mantenha o ar aprazível.
Pois bem, o Rui Jorge sabia das dificuldades do Clube e estava disposto a voltar a prescindir, mas em processo negocial cordato e aberto, até porque gostava do que estava a fazer, e mais importante, tem profunda simpatia pelo Belenenses. Mas preferiram a técnica da afronta, levando o Júlio Neves, em desespero de causa a ir buscar o seu ex-colega do Atlético, porque era barato!
Viu-se mais um recorde desonroso, 9 - 0 contra a lagartada e nova chacota nacional. Sabendo-se que o rapaz era fértil em industriar os jogadores a simularem lesões para ganharem tempo?! Grande educador...
E com o professor Castelo à mão, a sua experiência ditava que deveria ter lugar mais abrangente na estrutura e abarcar outras funções, portanto mais um erro a contabilizar.
Daqui concluir-se que: levaram muitas jornadas a verem a banda passar, aliás, atitude previsível para os observadores atentos das "sábias decisões" do tempo da CA de má memória.
Como diz o povo: "...à primeira caiem todos, à segunda só cai quem quer, à terceira só caiem gente muita burra, vaidosos de longa data, sem vergonhas e EUsinhos....".
E nem venham vender desculpas com as dificuldades encontradas, as dívidas que surgem todos os dias, ou o raio que vos parta, porque a competência ou se tem! Ou não se tem...
Tomara todos os clubes portugueses terem a visibilidade do Belenenses e as suas potencialidades, excepção para alguns cacópatas associativos. Precisa é de trabalho árduo, honesto e silêncio, para ser profícuo.
E chegou-se a José Mota! Aqui convém dizer com toda a verdade que este treinador foi anteriormente abordado pela sad transitória e não terá aceite treinar o Belenenses! Desconheço se por indefinição directiva e liga a competir, ou, por ter entre mãos, projectos mais atractivos...
Pois bem, este Mota é um todo-o-terreno, testado e aceite de Coimbra para Norte. Os seus métodos aparentemente rudes, são a forma franca e honesta como inter-haje com o colectivo, tal como era enquanto jogador, viril, mas não maldoso e afável.
O Problema é que os encantos da noite Lisboeta inebriam muito jovem jogador, é apelativa, os convites extra profissionais são mais que muitos e chovem de todos os lados. Num clube organizado e com rectaguarda forte, estes fenómenos são combatidos de forma natural, num Clube à deriva, desorganizado e com muitos EUsinhos à bulha para conseguirem umas flaxadas, é um perigo a dobrar, com que Mota também vai ter de preocupar-se. Já não bastava os desequilíbrios do plantel que herdou.
Se bem conheço a sua têmpera e forma de trabalhar, condicionou a sua continuidade à entrada de 4 ou 5 reforços de sua confiança! E aqui a porca torce o rabo. Ou lhe satisfazem os desejos e há o "perigo" de safarem o coiro, ou caso contrário, comecem já à procura do Júlio Amador.
Duma coisa parece que já têm por certo! O barato sai sempre caro. Para o Belenenses. Claro! E quanto a gestão desportiva e humana, também estamos conversados...
Outra inverdade que têm andado a propalar como paladinos das contas certas! Há vários jogadores que no passado dia 5 contabilizaram 3 meses sem receberem ordenado, e não foi só o Arroz...