Futebol discute medidas duras contra a corrupção
(«JN» de 30/06/2008)
A exclusão das competições, a descida de divisão e a perda de pontos são algumas medidas punitivas que a Liga Portuguesa de Futebol Profissional quer implementar nas próximas épocas e que estão em discussão para aprovação na Assembleia Geral do organismo, a partir das 9.30 horas, no Porto.
Na sequência dos processos Apito Dourado e Apito Final e também depois do futebol português ter-se tornado mais mediático pelos piores motivos - casos de corrupção consumados ou tentados -, a LPFP decidiu atacar forte os prevaricadores, apostando em penas pesadas e inimagináveis há alguns anos.
Desta forma, a Comissão Disciplinar, liderada por Ricardo Costa, vai propor aos clubes um conjunto vasto de alterações aos regulamentos, com destaque, claro, para a exclusão das competições profissionais para os emblemas que consigam corromper a equipa de arbitragem através de presentes ou qualquer outra recompensa material ou financeira.
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Estas seriam excelentes notícias se não fosse o facto de se tratar de Portugal, país que protege e deixa impunes falsários, corruptos e corruptores, aldrabões e prevaricadores enquanto pune quem cumpre com altos impostos e políticas cada vez mais gravosas a todos os níveis e em todos os sectores. Não é uma afirmação política é uma constatação de cidadão, por "acaso" do Belenenses.
Esta legislação (ou regulamentação) desportiva será, sem dúvida, mais uma excelente peça que ninguém vai ouvir, ler, ou ver aplicada. Isto se os clubes a aprovaram entretanto, o que dúvido muito. Como tantas outras em tantas áreas, somos excelentes legisladores e péssimos executores ou fiscalizadores. Não interessa incomodar os poderosos, ao que parece. Assim o Dumbo da segunda circular vai poder hipocritamente continuar a gritar contra o que chama de injustiça e desigualdade, ele que é beneficiado sobre todos os seus "iguais" (entenda-se os restantes 31 ou pelo menos sobre os restantes 29).
Quem se lixou sempre? Quem cumpriu, quem não corrompeu. Recorde-se quem é a vítima referida nos dois casos mais mediáticos de corrupção na arbitragem. Não se lembra? Uma pista. Não tem animais no emblema mas tem uma cruz de cristo e duas faixas cruzadas diagonais em azul sobre um escudo. Se precisa de mais pistas está no local errado a ler.
Como era de esperar a Assembleia-Geral da LPFP que discutiu estas medidas terminou sem que as mesmas fossem aprovadas, muito menos implementadas. Tudo bem embrulhadinho nas polémicas dos castigos do «Apito Final» e do estrebuchar das máfias contendoras.
Assim vai o País. Ora andam histéricos com o nacional-benfiquismo ou com a Selecção e a bandeirama toda pendurada (carros, janelas e sei lá mais o quê) em tempo de Europeu ou Mundial, ora usam-na como papel higiénico o resto do tempo.
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Acredite se quiser...
Publicado por Nuno Gomes @ 30.7.08 Etiquetas: Nuno Gomes


