Não-novidade: o regresso da lenga-lenga dos emprestados dos «estarolas»

Já sabia que isto voltaria como aqueles filmes chatos de horror e por isso já tinha pensado que mais tarde ou mais cedo iria colocar de novo esta imagem. Seria um destes dias, antes que começasse a roda-viva de notícias de emprestados dos estarolas supostamente a caminho de Belém, para gáudio dos pastéis deficitários em atenção, em cálculo ou em constatação do óbvio.

Já fui tarde. Já começou. E começou com um puto de 20 anos (Miguel-qualquer-coisa), um como teremos 3 ou 4 de igual ou superior valor.

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De facto, já me repeti tantas vezes, nas razões da razão e nos porquês em não querer emprestados dos três estarolas que já soa a disco rachado. A lógica sobrepõe-se à estupidificação mediática e ao deslumbramento idiota de uma bufa de grandeza prometida (só prometida) que alguns vêem como pseudo-vantagem na aceitação de jogadores nestas condições.

Então das «jovens promessas» lagarto-lampiãs-andradónicas (99% garantidamente NUNCA vingam em lado nenhum) é um fartar vilanagem. Querem fazer-nos passar pelo clube do ciclismo de chuteiras. Clube traído por dentro e por fora. Nada de novo, portanto.

Por mais lesada que seja a imagem do Clube (subalternidade, incapacidade de independência e submissão a rivais - eles próprios assim demonstram considerar-se), por mais que a estatística e a evidência dos prejuízos no aproveitamento desportivo e rentabilização económica dos nossos produtos da formação, por mais evidente que tudo isto seja a realidade é que essa evidência, mesmo com provas, não penetra em certos crâneos.

Mesmo com um sentimento de que esta gente (belenenses), também aqui, só tem o que merece, há uma coisa que tenho que são princípios e ainda para mais reforçados em razões objectivas provadas bastas vezes e ainda reforçadas pela experiência recente. Assim, repito, insisto.

A imagem que repito é a caricatura (infelizmente mais realidade que caricatura) da mentalidade que tem reinado entre alguns adeptos (um já era demais) e certamente na maioria dos dirigentes. Uns (adeptos) porque não sabem melhor e já perderam quase tudo o que nos distingue dos demais e já interiorizaram a subalternidade até mental (especialmente mental) e outros (dirigentes) porque não sabem fazer melhor, não querem fazer melhor, muitas vezes nem são belenenses ou, mesmo sendo, estão cá mesmo é para tudo menos fazer o Belenenses crescer. E não há nos últimos (muitos) anos quem me prove errado.

Só temos o que merecemos. Que se lixe.