Pirrónicos? Adepos de Pirron de Ellis? Não!

Se este filosofo grego que andou por este mundo entre 275 a 360 AC, ressuscitasse e viesse prás bandas do Restelo, diria que a sua escola estava bem viva e havia prosperado no que tocava à sua doutrina ou corrente, cepticismo ou dúvida (permanente).

Certamente adoptaria o Belenenses como o Clube do seu coração e até podia pedir uma alteração à data da fundação, refundando-o.

Ontem como hoje, o cepticismo e a dúvida, foi e é o alimento predilecto do ser humano não muito ciente das suas capacidades próprias, eleva o ego, dá estatuto, ajuda a consumir o tempo, congrega muitas simpatias, masturba as almas inquietas (mas não as acalma), antes as transporta para novas e inquietantes incertezas.

Certamente que o nosso fundador, Artur José Pereira durante algum tempo, para além dos inimigos “figadais”, levou com pirrónicos, só que teve o engenho que protege os audazes e os lideres, calou-os, com novos feitos e constantes vitórias.

Ora aí estão as palavras mágicas que fazem diminuir os pirrónicos, novos feitos e constantes vitórias.

E por muito que se diga, justamente, que o tempo é de crise e de contenção, sem novos feitos e conquistas vitoriosas, diria mais, urgentes conquistas e muita organização, continuaremos alegremente um Umjoãocéu(1) na Terra Grande (2).

PS 1: Segundo os termos vernáculos de Monte Frio:
1 – Coisa linda;
2 – Lisboa;

PS 2: Uma vez que Pírron de Ellis não deixou testemunhos escritos, o que se conhece do seu pensamento foi transmitido por Timon um dos seus sucessores que frequentou a escola fundada em Atenas, na acatalépsia, pelo que faço votos para que nos livremos rapidamente desta almalépsia;