Macaquinhos à Nora...


Têm vidinhas de caca,
certos cobardes do teclado,
colunas bífidas, sem alma,
valentões do boato.

Cresceram comendo fava,
furtada em cavalaria 7,
quando a noite ia alta,
e já trabalhava a plebe.

São despojos duma seita,
de pirralhos e rachados,
postados na doca-pesca,
roubando qualquer pescado.

Chicos expertos, vadios,
nobres da cheta furada,
coirões doutros navios,
cobras, de pele listada.

Não fora o Vadinho,
ser Belém, ter coração,
e comeriam sardiniscas,
apanhadas do alcatrão.

Esqueceram as origens,
os trapeiros afidalgados,
sem comida nas barrigas,
mal paridos e inchados.

o conde, bexigoso,
o visconde, d´alzheimer!
o marquês, merdoso,
o gordo, barriga dágua.

Certa tarde nas Salésias,
o Manel matou-lhes a fome,
ao piolhoso das lérias,
a Mariana, deu-lhe nome.

Conde, não foi de certeza!
Visconde? Também não!
Marquês? Só da baixeza!
Bronco? Tótó? Aldrabão!

O fala barato da roca,
ex-reisinho das procurações,
borra-se temendo a próstata,
a esquizofrenia, perturbações.

O dedo dos urologistas,
as hemorróides saídas,
dores e mais varizes,
pobres cruzes, parafinas.

Faz-te falta o confusões?
Dos telefonemas trocados!
Oito meses de procurações?
E perderam os tachos!

Triste e pobre realeza,
tão permissiva e incerta,
aceita qualquer punheta,
sem linhagem e palerma.

Certa tarde na horta seca,
enfardaste de verdade,
o tipo era careca!
Mas fez-te a vontade...

Por isso toma cuidado,
daqui só levas bananas!
Se continuares com fome?
O zoológico ou o tanas!