Mou, mestre no sacudir a pressão, mandou uma farpa a Pellegrini do Malága, arengando qualquer coisa do género: "...se for despedido do Madrid não vou treinar o Málaga mas sim um grande de Itália ou Inglaterra...".Leia a Política de Comentários e Princípios «Belém Livre»
Contacte-nos por email: belem.livre@gmail.com
O Palhaço Rico e o Pobre Palhaço Político
Mou, mestre no sacudir a pressão, mandou uma farpa a Pellegrini do Malága, arengando qualquer coisa do género: "...se for despedido do Madrid não vou treinar o Málaga mas sim um grande de Itália ou Inglaterra...".Publicado por JAN @ 2.3.11 Etiquetas: Há Fome no Restelo, JAN, JetEUsinhos, José Mourinho, Regabofe na República, Registos Para Memória Futura
"Lusíadas" do Século XXI
As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo aquilo que lhes dá na gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se de quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!
II
E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas.
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!
III
Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano.
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.
IV
E vós, ninfas do Douro onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!
Publicado por JAN @ 22.2.11 Etiquetas: Gestão Moderna da Treta, Há Fome no Restelo, JAN, Regabofe na República, Registos Para Memória Futura
La révolution des frites en Belgique
A «Revolução das Batatas Fritas», expressa a impaciência por uma crise política que dura há mais de oito meses. Enquanto isso o país é dirigido por um governo provisório empossado pelo Soberano Alberto desde 26 de Abril pp.
(das agências de informação intyernacionais)
PS 1: Contudo não consta que os jovens deste país auferindo um ordenado médio de 1.500€/Mês estejam a morrer de fome;
PS 2: Também não consta que o desemprego tenha atingido os 11,1% e os alimentos e combustíveis tido o aumento exponencial ocorrido ultimamente nesta república de conas moles;
Publicado por JAN @ 17.2.11 Etiquetas: Há Fome no Restelo, JAN, Regabofe na República, Registos Para Memória Futura
Deolinda - Parva que Sou, Coliseu do Porto. Assim damos a volta a isto!
Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração 'casinha dos pais',
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração 'vou queixar-me pra quê?'
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração 'eu já não posso mais!'
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar
Publicado por JAN @ 17.2.11 Etiquetas: Geração 500€, Há Fome no Restelo, JAN, Regabofe na República, Registos Para Memória Futura
É Judiar Incompetências ... (enquanto podem)
Publicado por JAN @ 15.2.11 Etiquetas: FP, Há Fome no Restelo, JAN, JetEUsinhos, Regabofe na República, Registos Para Memória Futura
Rolando, Outra Pérola Esbanjada...
"MERCATO INTER JUVENTUS ESCLUSIVO TIRRI ROLANDO / ROMA - Trova conferma la notizia della presenza di un emissario dell'Inter a Ginevra per assistere all'amichevole Argentina-Portogallo e per seguire da vicino il centrale difensivo del Porto Rolando. "Per dire la verità, c'erano molte altre squadre oltre all'Inter - le parole di Peppino Tirri, agente Fifa che segue per l'Italia il giocatore lusitano, in esclusiva a Calciomercato.it -. Anche Juventus, Manchester United e Liverpool erano presenti. Possibilità che arrivi nel nostro paese? Ci sono, adesso siamo a febbraio, ci lavoreremo da qui a giugno. Io lo spero, anche perché è un giocatore valido che adesso ha conquistato anche la Nazionale".
Publicado por JAN @ 11.2.11 Etiquetas: Eusinhos, Gestão Moderna da Treta, Há Fome no Restelo, JAN, Registos Para Memória Futura, Rolando
Eu Falo das Casas e dos Homens...
Publicado por JAN @ 9.2.11 Etiquetas: EUjetinhos, Gestão Moderna da Treta, Guerra no Mundo, Há Fome no Restelo, JAN, Registos Para Memória Futura
Portugal
Publicado por JAN @ 8.2.11 Etiquetas: Gestão Moderna da Treta, Há Fome no Restelo, JAN, Regabofe na República, Registos Para Memória Futura
Também Há Prendas no Restelo e Ainda Há Fome...
Enquanto autarca aceitarei prendas que possam ser encaminhadas para o Banco Alimentar contra a Fome. Quando tomei posse como presidente da Câmara de Santarém fui confrontado com a quantidade de prendas que chegavam ao meu gabinete. Era a véspera de Natal.
Para um velho polícia, desconfiado e vivido, a hecatombe de presuntos, leitões, garrafas de vinho muito caro, cabazes luxuosos e dezenas de bolo-rei cheirou-me a esturro. Também chegaram coisas menores. E coisas nobres: recebi vários ramos de flores, a única prenda que não consigo recusar.
Decidi que todas as prendas seriam distribuídas por instituições de solidariedade social, com excepção das flores. No segundo Natal a coisa repetiu-se. E então percebi que as prendas se distribuíam por três grupos.
-O primeiro claramente sedutor e manhoso que oferecia um chouriço para nos pedir um porco.
-O segundo, menos provocador, resultava de listas que grandes empresas ligadas a fornecimento de produtos, mesmo sem relação directa com o município, que enviam como se quisessem recordar que existem.
-O terceiro grupo é aquele que decorre dos afectos, sem valor material mas com significado simbólico: flores, pequenos objectos sem valor comercial, lembranças de Natal.
Além de tudo isto, o correio é encharcado com milhares de postais de boas-festas que instituições públicas e privadas enviam numa escala inimaginável.
Acabei com essa tradição. Não existe tempo para apreciar um cartão de boas--festas quando se recebe milhares e se expede milhares.Quanto às restantes prendas, por não conseguir acabar com o hábito, alterei-o. Foi enviada nova carta em que informámos que agradecíamos todas as prendas que enviassem. Porém, pedíamos que fosse em géneros de longa duração para serem ofertados ao Banco Alimentar contra a Fome. Teve um duplo efeito: aumentou a quantidade de dádivas que agora têm um destino merecido. E assim, nos últimos dois Natais recebemos cerca de 8 toneladas de alimentos.
Conto isto a propósito da proposta drástica que o PS quer levar ao Parlamento que considera suborno qualquer oferta feita a funcionário público. Se ao menos lhe pusessem um valor máximo de 20 ou 30 euros, ainda se compreendia e seria razoável. Em vários países do mundo é assim. Aqui não. Quer passar-se do 8 para o 80. O que significa que nada vai mudar.
Por isso, fica já claro que não cumprirei essa lei enquanto funcionário público. Enquanto autarca aceitarei prendas que possam ser encaminhadas para o Banco Alimentar. E jamais devolverei uma flor que me seja oferecida.
(Francisco Moita Flores, Professor Universitário e Presidente da Camara Municipal de Santarém)
Publicado por JAN @ 21.11.10 Etiquetas: Há Fome no Restelo, JAN, Regabofe na República, Registos Para Memória Futura
The Ribbon Blue...
Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas. Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população.
No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23%) e quase metade(43%) já teve uma destas perturbações durante a vida. Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque assisto com impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência, urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das crianças e adolescentes.
Neste redil de insanidade, vejo jovens infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária. Na escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem. É naturalque assim seja, dado que a actual sociedade os inebria de direitos, criando-lhes a ilusão absurda de que podem ser mestres de si próprios.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque, nos últimos quinze anos, nas empresas, os directores insanos consideram que a presença prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e produtividade.
Tenho presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição da pobreza. Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual, tornadas inúteis, segurando um papel encardido da Segurança Social.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque é difícil aceitar que alguém sobreviva dignamente com pouco mais de 600 euros por mês, enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à actividade da pilhagem do erário público.
Fito com assombro e complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando já há muito foram dizimados pela praga da miséria.
Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita depessoas.
Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais. E hesito em prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem oestômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se há-de concretizar, e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma inquietação culposa diante destes rostos que me visitam diariamente.
Pedro Afonso, Médico psiquiatra
(Transcrição parcial do artigo publicado noPúblico, 2010-06-21)
Publicado por JAN @ 12.11.10 Etiquetas: Balbúrdias na Gestão, Há Fome no Restelo, JAN, Registos Para Memória Futura








