
Quando me lembro como esta equipa teve de ser feita e do risco que é um tão elevado número de entradas e saídas, com tanto jogador sem qualquer experiência em campeonatos europeus, com outro ritmo, penso exactamente numa imagem como esta: um salto.
E tenho a sensação que, este ano, uma de duas coisas, sem meio-termo, sucederá: ou corre tudo muito bem (e para isso tem de começar logo muito bem), 5 estrelas, ou então poderá ser um desastre de consequências muito graves. E não me refiro sequer a resultados entretanto obtidos em jogos treinos ou prestações individuais deste o daquele jogador novo ou já conhecido, mas sim às circunstâncias em que este plantel teve de ser constituído.
Espero que no final este salto possa ser classificado pelo "júri" com "20 valores", que é por isso que sou Belenenses, por ter uma grande vontade de que tudo corra bem, por mais que critique sempre que as coisas me parecem mal-feitas, infelizmente com grande frequência no nosso Clube.
Espero também que no final deste salto se tirem as ilações necessárias e se corrijam definitivamente os processos e as decisões que levaram à necessidade de tão radicais mudanças e a correr os riscos que mais uma vez esta época teremos de correr.
Uma coisa é certa, assistirei a tantos jogos quanto me seja possível, em casa ou fora, no futebol ou noutras modalidades pelas quais nutro especial carinho e que sejam ambiciosas e entusiasmantes. E não estarei de braços cruzados, serei o mais “furioso” possível, como trova a Maria da Fé, “cantarei até que a voz me doa”. Ou, conhecendo-me, cantarei bem além desse limiar.


