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Remontada! (do inferno ao céu)

1 - 2 (Marcelo)


2 - 2 (Wender)


3-2 (Gomez)

Resumo RTP disponível em «Notícias Belenenses»
com os lances mais importantes da partida.

Sado, Rima com Agrado!

"..onde é que existe um rio Azul igual ao meu, qu´em certos dias tem a mesma cor do céu...".
"estrofe de canção popular"

Verdade que Setúbal tem sido uma terra fértil para o bornal Belenenses! Mas atenção! Cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém...

O nosso rio está a engrossar o caudal! É preciso que continue nessa corrente, de preferência Azul. Entrarem com tiques de vedetas como as tristes ofélias que levaram um banho no bezerrão, fazendo de chocas tontas! NÃOOOOOOOOOO...

Vamos jogar concentrados, apoiando sempre o homem que conduz a bola, mantendo-a de preferência bem longe da nossa baliza. De certeza que no final cantaremos vitória e aí podemos descansar e beber uma lourinha (para comemorar).

E por favor, esqueçam essa de "...agora temos de levantar a cabeça..." Mas que merda é esta? Pesa? Andam na moina? Ganham muito, e massa fácil, fácil se vai? Por favor, arranjem outra expressão! Craquinhos internacionais do bilhar de bolso!

Briosa Rima com D. Rosa

"...Dona Rosa, a sua filha chegou do Brasil..."

Podia ser este o mote zombeteiro para esta jornada que se quer de propaganda e bom futebol, entre duas formações que se respeitam e cultivam a amizade há longas gerações. Podia mas se calhar não vai ser, tantas as maldades que alguns infalíveis vaidosos têm andado a semear...

Sabe-se que o futebol é o desporto do povo, logo devia ser respeitado por aqueles que se dizem e apregoam como seus guardiões-mores, o que todos sabemos não passar de mero eufemismo para alguns trapaceiros, que ganham mais bufando no apito, que nas suas reles profissões.

Naturalmente que estou a reportar-me aos "juízes" que se julgam acima de todas as suspeitas e críticas, quais deuses do Olimpo, mesmo quando ano após ano, jornada após jornada, constatamos as cagadas em que se metem e que vão negando continuada mente, preferindo esconderem a cabeça na areia, sempre com as reles desculpas costumeiras (que já enojam e tresandam a mofo), apesar de todas as traquitangas que lhes vão fornecendo para melhorarem a sinalética, enquanto equipas.

O nomeado para este jogo é oficial superior do exército, ao que julgo tenente coronel, daí que não precise da arbitragem para melhorar o seu pecúlio remunerativo. Contudo, tem um alto débito de asneiras contra o Belenenses, logo, é mais um que não nos inspira confiança, até porque recentemente esteve envolvido em polémicas com a estarolagem, porque em lances aparentemente iguais, uns viu e ajuizou mal (quando não eram) e noutros casos em que eram (fez vista grossa) ajuizando ao contrário das leis.

Este oficial é dos que defende que não se deve dizer aos adeptos o clube da simpatia dos árbitros! Ele lá saberá porquê?

Parece que isenção e democracia estão vedadas ao simples adepto da bola. Pontos de vista que julgava-mos apenas inerentes "a velhas meretrizes políticas"...

Esta semana este nomeado quando passeava com a mãe foi interpelado por adepto do Belenenses, que de forma ordeira e delicada lhe recordou que já prejudicara o clube por mais que uma vez, chamando-o de senhor major, o que aquele levou como ofensa, retorquindo que a sorte do nosso adepto era ele estar acompanhado, senão partia-o todo!?

O caso meteu polícia, com o nosso adepto e o senhor tenente coronel a chamarem cada qual o respectivo agente da PSP para identificar o outro. Não conseguimos apurar se ambos apresentaram queixas recíprocas, mas pode o ombro descaído ter ficado stressado, e entrar no Restelo psicologicamente descompensado. O que de todo não convinha.

O bom senso recomendava que este deveria pedir escusa, ficava-lhe bem e mostraria a sua grandeza, digna de um verdadeiro Oficial Superior do Exército Português.

Por via das dúvidas já demos conhecimento deste lamentável acto a quem de direito, sem grande esperança de que ocorra mudança de atitude ou transferência de nomeação.

Aos nossos jogadores pede-se empenho e tenacidade para garantirem a primeira vitória na prova, sabendo-se que a Briosa vem com as mesmas intenções.

Aos nossos adeptos seria ideal que estivessem conscientes que o calor humano também é uma forma de motivarmos a equipa, sendo certo que a hora do jogo não convida as famílias a cumprirem rituais antigos.

Que Santa Bárbara proteja o céu do Restelo de mais trovoadas...

Os golos do nosso descontentamento

[VIDEO INACESSÍVEL]

SOZINHOS, CLARO

Na guerra Vítor Pereira - Belenenses, é claro que vamos estar sós.


Não que o facto me incomode, por desejar companhias estaroleiras. Para isso, lá está o Minho a dar um tristíssimo exemplo.

Mas é claro que os três metralhas encolhem os ombros a isto (o que eles querem, sei eu!).

Nós, belenenses, é que não podemos encolher. Porque o Vítor Pereira só não nos vai tramar o campeonato todo se não puder.E neste momento, pode!

O que mais nos irá acontecer?

É galo. Não deslumbrámos, nem sequer jogámos bem. Era difícil jogar bem. Mas mesmo assim com tanto por fazer e treinador novo com duas semanas de trabalho fomos quem mais perigo criou e não desperdiçámos 3 golos só na primeira parte.

Arrisco-me a dizer que o V.Guimarães obrigou Júlio César a defender duas vezes em remates fáceis à figura. A bola que foi aos ferros na sequência de um livre estava perfeitamente controlada.

Assim mesmo levantaram voo mais dois pontos. Essa é que é essa.

Jaime Pacheco tem muito trabalho pela frente, nem podia ser de outra maneira. Hoje ficou mais que óbvio para todos (para mim já era) que é o meio-campo que mais défice relativamente a anos anteriores apresenta. Isto apesar de ter sido o menos alterado em termos de saídas de jogadores.

Um conselho para o treinador. Marimbe-se nas vacas sagradas. Quem não corre, porque esteja cansado e já sem força, que saia que tem no banco mais quem queira. Vai ver que resulta melhor.

José Pedro foi o homem do jogo. Para o Guimarães e para o Belenenses. Falhou dois golos feitos, fez um auto-golo e o golo do Belenenses de penalty.

Os falhanços:




1º golo de José Pedro

(ups, baliza errada!)


2º Golo de José Pedro
(na baliza certa)


PS 1: Tentei encontrar o terceiro falhanço incrível da primeira parte, por João Paulo, mas o Sapo não estava para aí virado.

PS 2: Estavam cerca de 5.000 belenenses no estádio. É pouco para um Sábado. Na caminha (tv em casa) é que é bom (mais a cervejinha). É pena.

PS 3: O cordão tinha 200 e tal pessoas e porque o português é uma lingua lixada que não vai lá nem com bonecos foi substituído por um garrafão na entrada do estacionamento. Chouriço, não digas que não te avisei. Na caminha é que é bom (Irra! Chegar mais cedo e manifestar apoio à equipa? Livra!) Chegar com o jogo já com 5 minutos, isso é que é estilo! (como as jolas ao intervalo que a segunda parte só começa com 10 minutos já decorridos. Há prioridades!).

PS 4: VIVA O BELENENSES!

Iniciativa: Recepção à equipa no Restelo (17:00)

Hoje vamos todos receber a equipa à sua chegada ao Restelo, programada para as 17:00.

Queremos desta forma demonstrar a nossa esperança e confiança de que este jogo com o Vitória de Guimarães seja o ponto de partida para a recuperação que todos desejamos.

Para isso propomos fazer um cordão humano tão participado e extenso quanto possível, concentrando-nos às 16:40 no portão do estacionamento.

Photobucket

O início será no portão do estacionamento (ponto 0 no mapa), prolongando-se o mais possível pela Avenida do Restelo. Será muito bom conseguir chegar até ao cruzamento com a Rua Dom Lourenço d’Almeida (ponto 1 no mapa). Por isso,

NÃO FALTES!

Amares rima com Passares e não Facilitares

Quis o destino que a equipa de futebol sénior visite Amares nesta festa da Taça de Portugal, terra mártir em sucessivos Verões, com destruição e morte à mistura, face à ganância de uns e irresponsabilidade de muitos outros.

Sabendo-se que nestas eliminatórias da taça, a visita dos clubes mais representativos é motivo de agigantamento para os adversários dos escalões inferiores, deve-se pois ter em conta que as gentes de Amares são do antes quebrar que torcer, pese a modesta classificação que ocupam no respectivo campeonato.

Por sorte nossa e graças ao “profeta”, a turma de Belém (abúlica e incipiente nestes 3 meses passados), levou uma injecção de vida e vigor nestes últimos oito dias, garante de que vamos ter ao leme um Sagaz e Irreverente treinador, em contraponto com o bem educado e pacato Mior.

E é bom que todos se mentalizem que não podemos desprezar o nosso adversário desde o primeiro minuto, porque há muito que acabaram os jogos fáceis, os tais em que ganhavam desde logo o peso das camisolas…

Pé na tábua e Amares longe da nossa baliza é o que se pede ao conjunto Azul, entrar em campo com sobranceria e olhar altivo pode ser fatal, mesmo com um treinador inconformado, e, sobretudo, bem avisado.

Por isso senhores jogadores descalcem os "tacões altos" que habitualmente alguns usam, metam pitões de alumínio e façam-se à vida! A praia acabou mesmo! O recreio também! Vem aí o Fado Corrido (para alguns)…

Se voltarem a borregar, serão vocês e o "profissionalão" TUCK que ficarão mal na foto, nunca o vosso humilde treinador.

Respostas do Dr. Ricardo Schedel (e breves comentários)

Publicamos em seguida algumas considerações do Dr. Ricardo Schedel (Ex-Administrador da SAD e ex-Vice Presidente do clube) e as suas respostas a quatro perguntas que aqui haviam sido colocadas na 6ª feira passada. Foram-nos remetidas pelo consócio Pedro Guedes.


"Por consideração a si (e também aos restantes colegas de ML) respondo, porque não o costumo fazer a quem se esconde no anonimato ou por trás de pseudónimos. Quando intrevenho faço-o de cara aberta e assino com o meu nome. É precisamente por isso que não leio nem respondo normalmente a blogs.

Posto isto, comecemos. E comecemos pelo princípio, até antes das respostas às perguntas que são colocadas. O meu "testamente" é longo, de facto, mas é tudo menos justificativo, ou então temos eu e o Sr. D'Artagnan noções diferentes dessa palavra. Eu não justifiquei absolutamente nada. Limitei-me, isso sim, a provar por A + B que as contas que nos foram apresentadas pelos Srs. Eng. Fernando Sequeira e Dr. Jaime Vieira de Freitas tinham sido manipuladas de forma a apresentarem prejuízo, quando na realidade, e essa é uma verdade insofismável., tinham dado lucro. E rebater, com provas, pois números são números, por muito que isso doa a muita gente, todas as mentiras que vinham a ser propaladas insistentemente e ainda com mais descaramento no Relatório de Gestão e no projecto de Orçamento aprersentado. Para tal socorri-me das próprias contas apresentadas e não de qualquer justificação fantasiosa. Mostrei, apenas e só, que, após anos seguidos de prejuízos, a administração da qual fiz parte com o Eng. Cabral Ferreira tinha, nos dois anos em que lá estivemos, conseguido sempre apresentar lucro. Não há, pois, uma só palavra de justificação, mas tão somente, como disse acima, a prova por A + B de que o último exercício da SAD tinha dado lucro.

Não há no longo "testamento" uma única palavra de auto-defesa, como qualquer pessoa de boa fé reconhecerá sem esforço. Aliás, usei de toda a minha determinação, não para me defender (e não sei onde consegue ver uma só palavra de auto-defesa), mas para defender a SAD, que ganharia decerto prestígio para ela e para o Clube se apresentasse lucro como devia. Defendi, portanto, a SAD contra os muitos não-belenenses que tanto gostam de nos achincalhar. Com a mesma determinação com que a defendi, eu e o Eng. Cabral Ferreira, no Caso Mateus (e não tenho medo de ser rebatido nesta afirmação, pois o nosso "abrir de hostilidades" nesse caso está documentado e publicado), numa altura em que todos nos chamavam malucos e que não queriam que recorressemos com medo de futuras represálias. Fui muito atacado, mas nunca utilizei a ML ou a Comunicação Social para me defender.
Por isso as palavras do Sr. D'Artagnan que transcrevo: "para as auto-defesas há sempre a determinação que falta quando se trata de defender o clube de insultos e desrespeitos" não têm, comprovadamente, qualquer ponta de verdade. Antes pelo contrário, se escrevi o tal "longo testamento" e autorizei que se lhe desse publicidade foi precisamente para defender a SAD a quem se estava a faltar ao respeito e não deixar passar impunes umas contas vergonhosas e um Relatório inqualificável que deveria cobrir de vergonha todos os belenenses, incluindo o Sr. D'Artagnan, e que, infelizmente, vai ser o que vai passar para a história do Clube/SAD. E esse ataque à dignidade da SAD foi feito por pseudo-belenenses, que não hesitaram em emporcalhar o nome do seu Clube, aí sim, com determinação na sua auto-defesa, para tentarem justificar a fuga miserável que empreenderam. Seriam a esses cobardes, aqui com toda a propriedade, que se justificavam plenamente as palavras do Sr. D'Artagnan.

Mas vamos às respostas:

Aumentámos muito as verbas dos patrocínios e o contrato com a Sport TV. Sabendo que a quotização e a publicidade do estádio são do âmbito do Clube, não há, dentro dos actuais condicionalismos das relações Clube-SAD, outra forma de aumentar as receitas da SAD. E, olhe, fomos à final da Taça e à UEFA, o que nos trouxe mais de um milhão de receitas adicionais.
Não sei onde leu eu ter dito que dotámos a SAD de grandes activos. O que eu disse é que se conseguiu comprar, valorizar e vender jogadores como há muito se não fazia. E a palavra chave é valorizar. Comprar é fácil: há muito mais oferta do que procura. Valorizar e vender é que é difícil. Veja-se, apenas a título de exemplo, o valor da venda do Cristiano Ronaldo pelo Sporting e o que ele vale hoje. Porquê? Porque o M. United soube valorizá-lo.E mesmo comprados por outros, soubemos valorizar os activos à nossa disposição. E isso faz-se dando oportunidades aos jogadores nos quais se vê potencial, insistindo e não desistindo à primeira má exibição, e, sempre que se sabe haverem olheiros de outros clubes potencialmente interessados, estruturar e fazer jogar a equipa de forma a que sejam realçadas as qualidades do jogador em causa e "camuflados" os seus pontos menos fortes. E isto consegue-se quando existe sintonia entre a administração da SAD e a equipa técnica, como era notoriamente o caso. Foi, por isso, que o J. Jesus disse a certa altura que já tinha "metido" muitos milhões no Belenenses (o que era verdade, se bem que eu não concordasse que ele o tivesse dito e lhe tenha sido chamada a atenção por isso). Percebeu, Sr. D'Artagnan?
Também não sei onde leu que eu "açambarquei" o mérito da contratação do Dady, jogador que não menciono uma única vez no meu "longo testamento". Mas lá está: quando veio todos se riam dele, quando saíu rendeu-nos mais de três milhões de euros. Valorizar, é essa a palavra chave, certo Sr. D'Artaganan? E já agora, para não o deixar mal quanto à minha auto-defesa, vamos agora sim a ela. Apesar de ter saído em Março de 2008, 3 meses antes de acabar a época, eu e toda a gente acha, com razão, que a época de 2007/2008 é da responsabilidade da administração da qual fiz parte com o Eng. Cabral Ferreira e com o Miguel Ferreira. Então, porque carga de água, quando entrei em Abril de 2006, com o plantel escolhido, com o treinador contratado em Janeiro, me há de ser assacada a responsabilidade da descida de divisão (como lhe chama) em Maio de 2006 e não à administração que estava antes e que foi a responsável pelas contratações de jogadores e treinadores? Porque é que eu haveria de ter alguma palavra, fosse ela qual fosse, sobre esse assunto? Se não "açambarquei" qualquer mérito pela compra do Dady, como é notório por quem tiver lido o meu "longo testamento" com um mínimo de atenção e imparcialidade, também não vejo porque hei de assumir qualquer responsabilidade pela "descida" de divisão. E, no dia a seguir, deitámo-nos ao trabalho e na época seguinte fomos à final da Taça e à UEFA. Não foi, Sr. D'Artagnan?
Como já declarei, o Sr. Eng. Fernando Sequeira afirmou na AG da SAD que tinha recebido duas propostas para a venda de jogadores, uma delas, frisou, firme, no último dia de fecho do mercado. Se era algum dos que o Sr. D'Artagnan menciona não sei. Talvez não. Mas pelos vistos existiam mais jogadores no plantel com mercado. Os Orçamentos devem adequar os custos às receitas previsíveis. Foi isso que fizemos e por isso demos lucro. Se continuasse na SAD era isso que eu faria de novo. E continuaria com a mesma política anterior de procurar valorizar os nossos activos. E, assim, quem sabe, se poderia vender algum dos que menciona com desprezo, ou outro que entretanto se contratasse. Mas não gosto de fazer futurologia - não continuei na SAD...

A última pergunta terá de a fazer aos Srs. Eng. Fernando Sequeira e Dr. Jaime Vieira de Freitas, que foram quem fizeram essa afirmação. Mas como se ausentaram para parte incerta, não sei se será fácil... Que eu saiba, e é facilmente comprovável através da contabilidade, os ordenados estavam em dia e os pagamentos ao PEC também. Qualquer outra dívida que houvesse estava plenamente coberta pelo valor em Clientes a 31 de Março (um milhão e 800 mil euros – Relatório de Contas dixit). Por isso,francamente, não sei o que nos poderia impedir de nos inscrevermos para a presente época. Mentir e denegrir a SAD que deveriam defender é muito fácil, não é Sr. D'Artagnan?

Quando lhe vier a paciência para comentar ponto por ponto todas as omissões e contradições do meu "longo testamento" faça-o sem medo, que eu aqui estarei para o esclarecer.

Peço ao Pedro Guedes o favor de fazer publicar esta minha resposta no blog "Belém Livre" para que o Sr. D'Artagnan possa desfazer pelo menos as dúvidas que colocou.

Um abraço (também ao Sr. D'Artagnan),

Ricardo Schedel"


Breves comentários

Como nunca tivemos em vista polemizar com o Dr. Schedel, e muito menos exaustivamente, o essencial deste post são as suas respostas, publicadas integralmente como recebidas. Portanto, apenas deixarei breves notas:

1. Sob a questão dos anónimos e pseudónimos, é melhor nem falar. Evoca o nojo que não-anónimos (quando convém) anónimos (quando convém) levaram por diante durante anos.

2. Mantenho totalmente o meu pensamento acerca de que no Belenenses os dirigentes (ou ex-dirigentes) só vêm argumentar em força quando está em causa a sua imagem e não a do Belenenses. Isto não se refere exclusiva nem principalmente ao Dr. Ricardo Schedel. Antes fosse. Seria bom. Como gostaria de ver esta altivez quase arrogante nas reacções dos nossos dirigentes quando o Belenenses é amesquinhado na imprensa. Mas nem essa, nem outra reacção. Fica para quando se trata de manter o lugar ou de não se beslicar as suas pessoas. Defender o prestígio da SAD? Acaso o Dr. Schedel o fez com as suas afirmações sobre o Maikon, o Rodrigo Arroz e o Carciano? Ou só interessa defender a SAD do Dr. Schedel e do Engº Cabral Ferreira?

3. Permita-se-me só uma correcção factual: a sua entrada para a Administração da SAD não se deu em Abril de 2006 mas em 3 de Março de 2006, conforme comunicado publicado no Portal Oficial. Faltavam 9 jornadas para o campeonato acabar (jogos com Rio Ave, Braga, Boavista, Marítimo, Benfica, Nacional, Vitória de Setúbal, Académica e Gil Vicente) e, embora a posição fosse muito má, estávamos acima da "linha de água" o que não se verificou no final do Campeonato. A verdade é que não evitaram a descida (quer ela seja considerada "uma desgraça" ou "então, são coisas que acontecem"), excepto pela sorte (ou porventura terá sido mérito da Administração da nossa SAD?!) de terem havido os erros do Sr. Fiúza (um "tipo impecável" 4 ou 5 dias antes do jogo de Barcelos!!!) e através do caso Mateus - que foi uma necessidade mas tremendamente dolorosa. Vivi então os dias mais tristes de muitas décadas de belenense e sim, iremos pagar esse estigma durante muitos anos, sendo aliás impeditivo de grande parte do que se poderia fazer para o Belenenses voltar a ser um clube popular. No entanto, poder-se-á mesmo dizer que toda a gente os (RS e CF) achava malucos e que ninguém os ajudou?! Note-se, a propósito do famigerado jantar, que outros terão partilhado o mérito com o Dr. Nelson Soares na decisão do caso Mateus; mas este não tinha tido culpa na "descida", nem estava a lutar para não ser demitido. Agora bem: os administradores da SAD pós 3 de Março de 2006, um dos quais no início da época se mostrava tão entusiasmado, elogioso e partícipe nos méritos de então, dificilmente podem alijar responsabilidades no desastre, dada a posição do clube na SAD e dadas as funções directivas que no clube exerciam. Quanto à escolha de Couceiro... que dizer?

4. "Aumentámos muito as verbas dos patrocínios", afirma o Dr. Schedel. Estamos num domínio de alguma subjectividade quanto ao que se considera "muito". E aí, ter-se-á que admitir o desacordo. Aumentaram os valores do contrato com a Sporttv mas recebendo desde logo o diferencial, o que inviabiliza para o futuro um aumento de receitas por essa via.

5. Não vejo qual a diferença entre "dotar de grandes activos" e "comprar... como há muito se não fazia". E repetindo: no tempo em que o Dr. Schedel foi Administrador da SAD não foram comprados nem o Pelé, nem o Meyong, nem o Dady (do qual, a propósito, nunca me ri, antes pelo contrário, sempre achei incrível o modo como o Sr. Couceiro lidou com ele).

6. Bem, mas quanto à valorização (agora sublinhada como palavra chave), também não foi no tempo da Administração de que fez parte o Dr. Schedel que o Meyong e o Pelé se valorizaram.

7. Que venderam bem, isso sim, é um mérito que tenho por indiscutível, nos casos do Pelé, do Nivaldo e do Dady. Nesse aspecto, acho, sim senhor, que foi feito algo de muito positivo. A ser verdade o que se disse acerca da possível venda de Ricardo Alvim em Janeiro de 2008, a nota baixa mas continua ainda a ser positiva, no meu entender.

8. É verdade que se foi à final da Taça de Portugal (embora perdendo) e à Taça Uefa (com infelicidade no sorteio) e, já agora, acrescento, ao Teresa Herrera, com participação bastante positiva. São factos. Duvido, é certo, que os Administradores da SAD ou mesmo o treinador objectivassem tais resultados; mas são factos que não podem deixar, objectivamente, de lhes ser creditados em boa parte. No entanto, são igualmente factos o 15º lugar de 2006, o melancólico 8º lugar de 2007/2008, as eliminações à primeira das Taças da Liga e da Taça de Portugal nesta última época.

9. Escreveu o Dr. Ricardo Schedel que não gosta de fazer futurologia. A verdade, porém, é que aparentemente teria que a fazer ao preparar-se a época de 2008/2009, se continuasse como Administrador da SAD - a não ser que (não sei como) tivesse a certeza que iria ser recebida "uma proposta firme no último dia de fecho de mercado". Vamos admitir que o Engº Fernando Sequeira disse a verdade sobre isto... se mentiu tanto, como faz notar o Dr. Schedel (e a mim me parece também que em algumas coisas mentiu, ressalvo desde já), vá lá saber-se se nesse caso disse a verdade?! Igualmente não sabemos se se referia a um jogador recém-contratado, a algum adquirido durante a Administração de que o Sr. Schedel foi parte ou se, inclusivamente, já estava no clube antes disso. O que tenho como certo é que na época de 2007-2008, apesar das vultuosas (e, repito, meritórias) vendas durante o defeso, não foi o plantel dotado de jogadores vendáveis para fazer face às notórias dificuldades financeiras - ou, então, não foram bem valorizados. Do mesmo modo, outros houve que, por não se conseguir renovar contratos, saíram de forma muito pouco compensatória para o Belenenses. Entendo a frase do Dr. R.S. "Se não tivessem sido vendidos o Rolando e o R. Amorim, tinhamos, como é patente, outras alternativas para equilibrar as contas" como um toque de humor negro, por não a conseguir ver de outra forma mais lisongeira.

10. O Dr. Ricardo Schedel tem toda a razão quando fala na questão dos 1,8 milhões de euros não transferidos do clube para a SAD, como devido. Mas isso mesmo, tal como vários outros aspectos negativos da vida do clube e da relação com a SAD por si referidos, não aconteceu igualmente quando era Vice-Presidente da Direcção do clube? E os restantes Administradores da SAD? O Engº Cabral Ferreira não foi Presidente da Direcção do clube desde Maio de 2005 até Janeiro de 2008? O Dr. Miguel Ferreira não foi Vice-Presidente na Direcção do Clube desde Maio de 2007? Enfim, o Dr, Ricardo Schedel não elaborou o orçamento do clube para 2006? Não fazia parte da Direcção cujo líder, numa AG do clube, 10 dias antes do jogo de Barcelos, disse que as coisas até iam bem porque só numa modalidade [o Futebol!!!] entre tantas é que as coisas não estavam a correr bem?

11. Esclareço que não sou apologista das poupanças cegas, que lamento que grande parte das críticas às Direcções e Administrações lideradas pelo Engº Cabral Ferreira tenham sido feitas por essa via preferencial, que apreciei o que o Dr. R. Schedel disse acerca de "puxar o brilho" a jogadores vendáveis quando se sabe que há olheiros presentes.

12. Igualmente esclareço que faço uma apreciação negativa da actuação e demissão do Engº Fernando Sequeira (começando logo na ideia disparatada de que uma equipa de futebol é para ser gerida exactamente como uma empresa), embora ainda espere saber mais elementos para calibrar a medida dessa "negatividade". Um desses elementos, é o seguinte: até que ponto o Engº Sequeira não enfrentou em maior medida algumas (só algumas!) quintinhas que outros Presidentes? Um outro, é este: tendo Jorge Jesus decidido deixar o Belenenses por iniciativa unilateral, o Engº F. Sequeira não accionou uma cláusula indemnizatória prevista para o efeito? Ou ela não existia no contrato com Jorge Jesus? Enfim, que fez o Engº FS dos registos de prospecção de jogadores existente na SAD? Ou tais registos foram levados por Jorge Jesus e deixaram de existir? Ou FS não se interessou por eles?
P.S. - Em tempos, o Miguel Amaral publicou no blog Canto Azul ao Sul um vídeo de 1994 com declarações do Dr. Ricardo Schedel. Acho que em muitos aspectos a sua mudança de opinião (assim interpreto) foi num sentido positivo. http://cantoazulaosul.blogspot.com/2006/09/guerra-antiga-entre-amadoras-e-o.html)

O golo que deu o mal menor

Porta salvou a honra do convento ao cair ao pano

A FEW QUESTIONS FOR DR. SCHEDEL

Não tenho paciência para comentar ponto por ponto as contradições e omissões no longo testamento justificativo do Dr. Ricardo Schedel (para as auto-defesas há sempre adeterminação que falta quando se trata de defender o clube de insultos e desrespeitos) mas algumas perguntas, no mínimo, deveriam ser feitas:


1. Que fez a administração da SAD por ele integrada para obter receitas substanciais além da venda de jogadores?

2. Porque diz que dotaram o plantel de grandes activos, visto que a única venda de jogadores contratados durante a administração de Ricardo Schedel e Cabral Ferreira foi a de Nivaldo? Lembremos que no clube já estavam Pelé, Meyong e Dady... estranho o açambarcar do mérito da contratação de Dady quando não nem uma palavra sobre a descida em Maio de 2006.

3. Se o Dr. Schedel continuasse na SAD, quais os jogadores que pensaria vender no último defeso? O Costinha? O Thiago Schmidt? O Evandro Paulista? O Devic? O Hugo Alcântara? O Marco Ferreira? O Areias? Quem???!!! E se não vendesse ninguém, então, como fazia a época e garantia um orçamento semelhante ao do ano anterior?

4. Quais as dívidas que era preciso pagar para nos inscrevermos na presente época?

Esquecer e seguir em frente. Para onde... não sei.

Não tenho tempo, nem disposição, nem moral para me dedicar ao "jogo de ontem". Por isso apenas deixo algumas notas.

É incrível a fragilidade de uma equipa que trabalha há 3 meses. Neste tempo não se consegue treinar o remate à baliza, o posicionamento no meio-campo, não se consegue ter uma equipa sólida defensivamente, não se consegue ver um fio de jogo consistente. Tudo abana, tudo cai.
Para mim os jogadores não são os principais culpados e parece-me claro que há falta de preparação ou, pelo menos, que esta é desadequada às circunstâncias em que a equipa teve de ser construída.

Todos os receios atempadamente transmitidos estão infelizmente a verificar-se. Mas estão-no a ritmo e com uma dimensão ainda pior do que pensei. Só que não tenho alternativa. Isto é o que temos. E resta-me esperar que o Senhor que é Casemiro Mior, decida que não tem condições e peça demissão livrando o Belenenses de pagar uma indemnização que não podemos pagar. Mas isso é mais no país das maravilhas, temo.

Não temos equipa, não temos assistentes nos jogos (pouco mais de 2.000), não temos sócios. Daqui a pouco nem Clube teremos se continuarmos neste caminho.
É tudo o que consigo dizer e mesmo assim já é demais.

FAÇA COMO EU: VÁ VER O BELENENSES HOJE

São tempos de menos palavras e mais acção. As únicas se nos oferece dizer para hoje é que este é um jogo muito importante.

É muito importante porque temos que ganhar para ganhar moral pontos e posição que nos permita olhar para a frente e não desesperar.

É muito importante porque é um momento em que tudo está em jogo e o Belenenses, mais do que nunca (e como sempre) precisa de tantos de nós quanto possível. Devemos dizer presente e apoiar a equipa do primeiro ao último minuto.

É do David que todos se lembram, não do Golias.

Um jogo de futebol dura 90 minutos (pelo cronógrafo do árbitro).

Um jogo de futebol tem 22 jogadores no campo (a menos de uma expulsão).

Um jogo de futebol tem 14 jogadores nos bancos de suplentes.

Um jogo de futebol tem 4 árbitros, sendo que desses, dois são auxiliares e um é suplente/administrativo.

Não é raro que os árbitros "torçam" (ou distorçam) por uma das equipas. É humano e em Portugal somos EXTREMAMENTE humanos. Em Alvalade normalmente os árbitros são MESMO MUITO HUMANOS. Mas assim mesmo os números de cima mostram igualdade à partida. Mostram que temos à partida o mesmo número de jogadores. À partida...

Há histórias do arco da velha que envolvem o Belenenses em Alvalade. Em Alvalade até o Belenenses é muito humano ao ponto de nunca (!!!) ter ganho neste estádio Alvalade XXI, nem no anterior (que foi inaugurado em 1956, tal como o Restelo).

O Belenenses para 2008/09 tem:
- 1 treinador brasileiro com 1,5 anos de experiência no campeonato português (um quarto lugar na classificação).
- 17 jogadores brasileiros em 28 que constituem o plantel, sendo que, desses 17, 12 vieram este ano

Não consigo ler nestes números nenhuma razão para darmos os três pontos de borla, à partida.
Aliás, devo dizer que estou farto de tanto HUMANISMO. Está mais que na hora de ser EGOÍSTAS e contrariar números, estatísticas, evidências. Chega de desculpas, de pequenez e espirito encolhido. Outros, menores que nós, com menos qualidade, com menos capacidade, com menos expressão no panorama futebolístico nacional já lá ganharam. Porque raio nos encolhemos e aceitamos derrotas à partida? Refiro-me a adeptos mas também a dirigentes, treinadores e jogadores.

Façam as contas... este não é um jogo para cumprir calendário.
Eu estou-me nas tintas para jogos treinos falhados, para as tácticas à couceiro, para as brincadeiras em excesso com halteres, ou para as palas que o treinador tenha nos olhos técnicamente falando. Nada disso me interessa. São 90 minutos e até um dos nossos ser expulso estamos em igualdade numérica. E se um dos nossos for expulso (é frequente em Alvalade) os restantes dez têm que dar mais 9,1% cada um. Desenrasquem-se. Mal ou bem é para isso que são pagos.

Dirijo-me agora aos capitães de equipa, em especial ao José Pedro, ao Silas e ao Cândido:
São vocês os fiéis depositários da mística em campo.
É para vocês que todos nós olhamos e de quem esperamos atitude suplementar, incentivo para os restantes e que sejam os maestros do ritmo e da organização do jogo.
É para vocês que nos momentos difíceis todos olhamos e esperamos essa firmeza e esse carácter que nos habituámos a esperar dos nossos grandes jogadores. E o Belenenses teve muitos e grandes jogadores muito antes de vocês terem chegado a Belém ou sequer nascido.

Caríssimos, não estivessem já derrotados à partida e podíamos perfeitamente ter comido o dragão no seu estádio. Mesmo com 50 jogadores novos, dos quais até 20 podem ser perna de pau e dos 50 só um ou outro faz ideia de que na Europa se joga de forma diferente, fossemos mais ariscos, mais destemidos e tê-lo-iamos conseguido.

Oportunidades há que não se podem desperdiçar. Há qualidade e capacidade neste plantel mais que suficiente para que este momento possa ser varrido da nossa memória em pouco tempo. Desde que não haja divisões internas na equipa, facções e outros quejandos. Todos nós na nossa vida, num momento ou noutro, (os que não somos privilegiados jogadores de futebol) temos que trabalhar com pessoas de quem não gostamos e que às vezes detestamos. Mas a mim sempre me disseram que não tenho que gostar, não tenho de ir para os copos com eles, não tenho de ter grande amizade. Tenho apenas de saber funcionar em equipa para o bem comum e para a saúde do grupo de trabalho. Tenho que me entender e procurar a melhor maneira de funcionar em equipa.

Num dos momentos mais adversos que se possam recordar da vossa estadia no Belém, sejam heróis e escrevam uma página inédita.

O que vos digo é que vou lá estar, a fazer a única coisa que sei e posso quando o Belenenses joga: a apoiar. Num dos sítios que mais detesto. E vou certamente cantar e gritar as nossas canções de incentivo.

Porque o Belém, o mágico Belém, o histórico Belém, é muito maior do que alguma vez conseguiremos entender na totalidade.

Mau demais,enganos em demasia. Nuvens negras no horizonte...

BELENENSES, 2 - Paços de Ferreira, 2
Árbitro: Cosme Machado (AF Braga)

BELENENSES – Júlio César; Baiano (Evandro Paulista, 78 m), Matheus, Rodrigo Arroz e China; Gabriel Gómez (Mano, 69 m); Cândido Costa, Silas e José Pedro (Maykon, 58 m); Vinicius e João Paulo.
PAÇOS DE FERREIRA – Bruno Conceição; Ricardo, Tiago Valente, Ozéia e Chico Silva; Filipe Gonçalves, Dedé (Rui Miguel, 72 m), Paulo Sousa e Josa (Cristiano, 40 m); Edson e Leandro Tatu (William, 64 m).

Ao intervalo: 1-0
Golos: 1-0, José Pedro (28 m); 1-1, William (72 m); 1-2, William (90 m); 2-2, Rodrigo Arroz (90 m).


Comentário
Não nos vamos alongar em comentários pois se o resultado é péssimo a exibição na segunda parte e a forma como perdemos o controlo do jogo é preocupante.

O início do jogo mostrou um Belenenses controlador e dominador e um Paços retraído. Mais posse de bola e embora sem muitas jogadas de perigo eminente o Belenenses teve falhas clamorosas na boca da baliza. Podíamos sem exagero ter chegado ao intervalo a vencer 3-0, não foram duas perdidas de Vinicius, em especial a segunda, já depois do golão de Zé Pedro que abriu o marcador, em que atirou para as núvens a dois metros de uma baliza aberta.

1 - 0, Zé Pedro (27')

Na segunda parte a equipa enervou-se claramente e o domínio do Paços de Ferreira foi acentuado. A saída de Zé Pedro por lesão e o erro crasso da substituição de Gomez quando o que deveria ter sido feito era a um reforço do meio-campo que andava aos papéis (pela confusão junto do banco do Belenenses ficamos com a ideia que terá sido um erro de indicação do jogador a substituir.

Se aí o Paços já dominava e acumulava oportunidades (atirou à barra aos 59') o Belenenses respondeu com um remate à barra na sequência de um livre directo, por Gomez, antes de ser substituído aos 69'). A partir daí foi um sufoco e foi sem surpresa e perante a passividade e erros também da defesa o Paços de Ferreira chega ao empate três minutos depois, aos 72'.

1 - 1, William (72')

Mais domínio do Paços e incapacidade total do meio-campo do Belenenses em reequilibrar a partida, com Silas claramente a dar o estouro e a não acompanhar as acções defensivas o que ainda mais veio fragilizar o jogo do Belenenses. Falhas defensivas clamorosas e o Paços marca novamente aos 90'. Cândido falha a interseção e perante a pasividade de Arroz e a má colocação de Júlio César nos postes, permitem que William dê a volta ao marcador.

1 - 2, William (90')

O Belenenses ainda tentou reagir e conseguiu chegar ao empate em cima do final da partida, no final do período de descontos por Arroz num cabeceamente na sequência de um livre na esquerda do ataque, apontado por Maykon.

2 - 2, Arroz (95')

Se é um facto que o Belenenses apresentou fragilidades pouco compreensíveis face a uma equipa fraca e que apenas conseguiu reagir pela incapacidade do Belenenses em controlar o meio-campo, também é verdade que aos 61 minutos Tiago Valente devia ter sido expulso ao impedir Vinicius de prosseguir um lance de grande perigo (seguia isolado para a baliza) fazendo falta mesmo à entrada da área. A expulsão impunha-se e tem influência no resultado pois o Paços de Ferreira ficaria extremamente debilitado e dificilmente operaria a reviravolta no marcador. Mas não foi só este lance. Carece de ver a repetição com atenção, mas na jogada que antecede o segundo golo do P.Ferreira, Vinicius cai na área pacense. No momento pareceu-me, honestamente, que Vinicius deixou ficar o pé para trás para que o defesa lhe tocasse, mas a verdade é que já vi tantas grandes penalidades piores que essa serem marcadas. Para verificar no resumo da TV.

Há um claro deficit de qualidade no plantel. O poupadinho poderá ser-nos fatal. Há também deficit de leitura no banco e de trabalho táctico. No plano físico, os jogadores não tiveram capacidade para segurar o crescendo do Paços. Jogadores houve que deram o estouro, como Silas, ou que entraram na segunda parte e jogaram a passo, como Maykon. Não consigo compreender como...

Há fragilidades enormes ao nível dos centrais e a verdade é que não há tempo já para rectificar as asneiras nas contratações, apenas se pode fazer alguns (pequenos ajustes). Resta saber qual é a capacidade do treinador e do preparador físico para utilizar outros métodos que resultem já que os que vem sendo feito é claramente insuficiente.

Para mim é óbvio que ou há uma revolução de processos, de treino, a todos os níveis e uma prova de qualidade que até agora está ausente, ou o risco que identifiquei como extremamente grave de ter 16 ou 17 jogadores novos e sem experiência em campeonatos mais competitivos de qualidade por provar e um treinador também com pouca experiência em Portugal, no início da época, com o plantel a ser constituído, vai sair-nos muito caro e esta vai ser uma época de grande sofrimento e falo para a própria sobrevivência e não para objectivos que se adequem ao Belenenses como os declarados pelos responsáveis na apresentação do plantel 2008/09.

Há muito, muito, trabalho pela frente. Resta saber se o elenco é o certo ou pelo menos o suficiente. Certo, certo é que para já a nota é claramente negativa.

Esmifrados até ao tutano, mas...

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... mas de pé, sem favores ou benesses,
camarárias ou governamentais de nenhuma espécie.
Somos de Belém, somos da praia, somos do povo.
FOMOS, SOMOS E SEREMOS CAMPEÕES!

Termos vindo a sobreviver a tantas tormentas a tanta indiferença a tanta incúria e a tanta incompetência. O Belenenses é um Clube muito mal-amado. Não sei onde terminará essa resistência mas a vida não é, nem pode ser, feita só de resistir. Seja aos invasores externos ou internos. Porque cansa, porque destrói-nos por dentro.

A vida é feita de lutas, de perdas mas também de conquistas e nós já somos tão poucos. Todo o nosso esforço, destes poucos, é insuficiente para a grandeza no Belenenses. Não basta sentir orgulho em ser finalista (anti-sistema) no Futsal e mesmo campeão em Rugby em todos os escalões e ter estado numa final da Taça em Futebol há um ano (até porque o tempo acumula pó).

É preciso lá estar hoje, amanhã, depois, depois disso e sempre, o maior número de vezes possível a cada um de nós, é preciso que se ajude a colorir o nosso ambiente, é preciso que se participe no incentivo à equipa, é preciso que esta corresponda.

É preciso que os dirigentes entendam que se não fizermos tudo com paixão E com razão, mas nunca esquecendo a paixão - que é ela que dá início a tudo na vida - não temos sequer razão de existir.

Como disse um amigo meu:
"Nós não somos pobres por não ter dinheiro.
A realidade é que não temos dinheiro porque somos pobres".
(e eu acrescento: somos pobres de espírito, de alma, de orgulho, de sentimento, de envolvimento, de dádiva, de entusiasmo.)

HOJE É UM DIA BOM PARA PROVAR O CONTRÁRIO, PARA DESPERTAR, NO CAMPO, LOGO ÀS 20:30!

PS: Sabia que o Belenenses joga hoje no Restelo? Sim? Já não é mau. Que tal aparecer? (a horas)

Reconhecem? Já jogámos aqui muitas vezes...

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No Domingo iniciamos o campeonato no pior sítio possível. Se bem que este ano qualquer sítio é mau para começar, pelo que nos é dado a ver pelos resultados de pré-época (preocupantes). Não me refiro a resultados de jogos, mas a toda a forma como foi construído o plantel e a toda a filosofia do poupadinho agora mas todos sabemos que mais tarde para salvar o couro gastaremos muito mais, talvez uma vez mais o que não temos.

E andamos nisto em ciclos intermináveis de despachar ou deixar saír às dezenas e carregar o contentor às dezenas, época após época. Será que ainda há quem acredite que isto nos leva a algum lugar que não seja o descrédito e, a prazo, ao descalabro total? Que isso nos esvazia o Estádio, ano após ano - que incapacidade de entender e empreender uma mudança de mentalidades - que nos esvazia os cofres, que nos esvazia de massa associativa. Para não falar na alma e no orgulho... para quem não vive numa redoma e assume plenamente a sua condição de militância belenense perante o mundo (aquela coisa palpável que existe para lá das fronteiras deste meio que se convencionou chamar «blogosfera azul») e tem que ouvir o gozo e o escárnio de outros perante tanta asneira junta é fácil manter a cara e o pescoço direitos mas é impossível não sentir no fundo, onde ninguém nos pode sondar, aquela tristeza e mágoa.

E o que eu quero é que os poucos que ficaram na equipa sintam e façam das tripas coração para que não nos afundemos ainda mais, para que dias de sentimentos inenarráveis que sentimos todos há bem pouco tempo não se repitam este ano.

O campo é mesmo inclinado como a foto parodia e como a própria liga fez questão de demonstrar na nomeação do árbitro da AFPorto, para mais já com um historial de roubalheira para connosco. É o costume só que este ano a coisa é ainda mais difícil.

É óbvio que esta é não é uma mensagem de esperança. Não sou hipócrita. O que eu desejo e o que espero são coisas completamente opostas e o que eu mais quero é estar completamente errado, no final.

Quero que apesar de todas as dificuldades a chama ténue do belenensismo não se apague, que seja possível entrar no Restelo e não ter aquela dor de estômago de ver um estádio às moscas e uma massinha amorfa e indiferente, que chega tarde aos jogos e sai cedo, que no intervalo se demora nas "jolas" em vez de estar presente os 90 minutos, porque - raios - as cervejas tem todas as restantes 166,5 horas (CENTO E SESSENTA E SEIS E MEIA HORAS!) para ser bebidas. Quero que o Belenenses não seja, como tem sido, a última das prioridades de tantos de nós.

Sinto-me um touro (cornos à parte) fustigado na arena e agora a caminho do matadouro quando penso neste jogo de Domingo. Mas quero sentir e ter provas que esse é apenas um erro colossal de avaliação da minha parte e que, no fim, a equipa funciona em campo, que dá boa conta de si e mostra pernas para andar no futuro (muito) próximo.

Quanto ao esforço que o Clube deveria fazer para sair do vazio associativo, queria muito mas já não espero nada porque já percebi que o objectivo de quem dirige agora e de quem dirigiu no passado não é ter um Belenenses forte. Será outro qualquer mas esse certamente não é. E assim será enquanto os Belenenses (os que restam) o quiserem.

Belenenses, versão 2008-09

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Quando me lembro como esta equipa teve de ser feita e do risco que é um tão elevado número de entradas e saídas, com tanto jogador sem qualquer experiência em campeonatos europeus, com outro ritmo, penso exactamente numa imagem como esta: um salto.

E tenho a sensação que, este ano, uma de duas coisas, sem meio-termo, sucederá: ou corre tudo muito bem (e para isso tem de começar logo muito bem), 5 estrelas, ou então poderá ser um desastre de consequências muito graves. E não me refiro sequer a resultados entretanto obtidos em jogos treinos ou prestações individuais deste o daquele jogador novo ou já conhecido, mas sim às circunstâncias em que este plantel teve de ser constituído.

Espero que no final este salto possa ser classificado pelo "júri" com "20 valores", que é por isso que sou Belenenses, por ter uma grande vontade de que tudo corra bem, por mais que critique sempre que as coisas me parecem mal-feitas, infelizmente com grande frequência no nosso Clube.

Espero também que no final deste salto se tirem as ilações necessárias e se corrijam definitivamente os processos e as decisões que levaram à necessidade de tão radicais mudanças e a correr os riscos que mais uma vez esta época teremos de correr.

Uma coisa é certa, assistirei a tantos jogos quanto me seja possível, em casa ou fora, no futebol ou noutras modalidades pelas quais nutro especial carinho e que sejam ambiciosas e entusiasmantes. E não estarei de braços cruzados, serei o mais “furioso” possível, como trova a Maria da Fé, “cantarei até que a voz me doa”. Ou, conhecendo-me, cantarei bem além desse limiar.

Nova Roupagem! Esperanças Renovadas?...

Em cada nova época que se avizinha, nomeadamente no futebol! É a azáfama costumeira! São as expectativas! Algumas exageradas! Outras, nem tanto! Adepto sofre e deseja o melhor para o clube! Dirigentes sérios, também!

Passagens de "testemunho" mal dirimidas! Relatórios e vídeos que desaparecem?!!!! Corre Fernando, atrás do prejuízo e desenrasca-te como puderes, "porque o artista fala e pergunta todos os dias para o Restelo, quem está para chegar e como vem...".

Com tantas saídas e entradas, algumas mal explicadas, o sofredor apaixonado, conjura! E vê diabos e anjos em todo o lado e por toda a parte! Será sempre assim, enquanto as necessidades básicas das nossas gentes não estiverem minimamente satisfeitas.

Digamos que é um mal da latinidade e desta caldeirada de civilizações que caldeiam os nossos vasos sanguíneos. Como as contas continuam por pagar e há que descobrir novas fontes de receita, o cobertor continuar a tapar de um lado e a destapar doutro. Siga a marinha!

Desde "que secaram a jazida de petróleo do Restelo", os nossos adeptos devem capacitar-se que para ressuscitarmos, será preciso muito amor, trabalho desinteressado e imaginação sem limites...

Sem ovos não se fazem omeletes! Embora haja quem faça vinho sem uvas! Basta olharmos algumas dessas milionárias contratações enunciadas por clubezecos de província, que o erário público continua a sustentar (num despudor cada vez mais descarado e impune), o que configura crime de concorrência desleal, coisa que não preocupa minimamente, sua excelência Laurentina.

Ontem, no final do jogo treino, ouvi "algumas almas penadas" traçarem os cenários mais negros, quanto ao futuro imediato da nossa equipa de futebol sénior. Eu, optimista por natureza, limitei-me a seguir a movimentação dos diversos intervenientes com um misto de curiosidade e satisfação, dada a beleza plástica que algumas jogadas proporcionaram.

Sabendo das dificuldades do clube, aguardo com ansiedade por novos e mais aguerridos confrontos, certo de que estamos perante um tempo novo, novas filosofias, novos talentos e novas ordens.

Diria, que por enquanto o "novo planador" é um pouco difuso (daí a imagem desfocada propositadamente)! Devemos dar o benefício da dúvida a quem acabou de chegar, sejam eles quais forem... Desejo e endereço sinceros votos de muitas felicidades e muitos êxitos a todo o grupo! O Clube de Futebol Os Belenenses, bem precisa respirar Ar Novo e Fresco.

Entretanto, se por acaso houver possibilidade de chegar um verdadeiro striker para o ataque, não se acanhem! A malta agradece, e eu, pessoalmente, passaria a dormir mais descansado.

Mendonça: porque para mim a sua dispensa é um erro

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Foi este comentário e outros deste tipo que se costumam ler no mesmo registo, com erros de facto, que me levou a escrever estas linhas. O que está escrito nele podia levar a que reflectisse sobre questões várias (como por exemplo: porque raio é que todos os jogadores têm que ser para vender???) mas vou quedar-me pelas questões factuais e que estão contidas neste comentário acima. Nada me move contra quem o escreveu (não faço ideia quem seja) mas já ouvi este tipo de comentário tantas vezes sobre jogadores quando rescindiam e depois ouvi os suspiros de saudades pelo que acho que é importante apresentar os factos reais (contrários ao contidos nesse comentário) e depois tecer a minha opinião neles baseada. É o que faço a seguir.

Para mim a dispensa e rescisão de Mendonça é um erro. Mendonça sempre foi um jogador disponível e muito aguerrido pelos clubes por onde passou.

Na época passada, no Belenenses, foi queimado porque outros tinham que jogar. Não vou entrar em detalhes mas ficou muito óbvio para quem acompanhou a equipa com regularidade.
Mendonça fez uma pré-época prometedora, marcando dois golos:
- o golo da confirmação da vitória na final no Torneio Moulay El Hassan – Marrocos
- um golo no jogo de apresentação no Restelo com o Al-Arabi do Qatar.

Foi ficando claro que com a chegada de três reforços já com o campeonato com 3 jornadas realizadas que Jorge Jesus não contava com ele, tendo ensaiado a sua utilização a médio interior direito. Obviamente que não resultou para as suas características, sendo que Mendonça rende com avançado móvel ou segundo ponta de lança, ou até como extremo esquerdo ou direito. Nunca como médio-interior com grande exigência defensiva. Para mim ficou claro que era para queimar. Isto aconteceu à 8ª jornada contra a Académica no Restelo.

Nas primeiras 16 jornadas, no Belenenses, Mendonça jogou 181 minutos (6% do tempo possível) repartidos pela 1ª jornada (55 minutos), 2ª jornada (45 minutos), foi suplente não-utilizado na 3ª e 4ª jornadas, na 5ª jornada jogou os últimos 28 minutos, não foi convocado à 6ª e 7ª jornadas, na 8ª jornada jogou 45 minutos nas condições a que aludi anteriormente e na 11ª jornada alinhou os 8 minutos finais do empate a zero com o Estrela da Amadora no Restelo. Seguiram-se 5 jogos em que não foi sequer convocado.

Mendonça seria aliás emprestado a este clube a partir da 17ª jornada e aí regista os seguintes totais:
- Titular em 9/12 jogos (75% dos jogos possíveis).
- Utilizado em 605 minutos (56% do tempo possível)
- Média de 50 minutos por jogo
- 2 jogos de castigo por ver cartão vermelho num jogo
- 1 golo marcado

Cheguei a ver alguns destes jogos em que jogou na sua posição “vagabunda” e impressionou-me, bem ao nível conhecido e esperado registado ao tempo em que jogava no Varzim. Não percebi a sua dispensa, especialmente se considerarmos quem entrou para o seu lugar em Janeiro, as contratações mais absurdas dos últimos tempos Jankauskas (o lesionado) e Marco Ferreira (o afilhado inútil). Tomara nós que estes inúteis que nos chegaram em Janeiro tivessem tido metade do rendimento de Mendonça na sua equipa de acolhimento. Para mim, Mendonça tinha lugar no nosso plantel do ano passado.

Por seu lado Roncatto arrastava-se e continuava a ser titular repetidamente. Foi-o por 26 vezes. Duas vezes foi suplente utilizado e uma vez suplente não utilizado. Na primeira jornada esteve ausente por lesão. Marcou neste longo período apenas 4 golos. Gostaria de ter visto Mendonça ter esta paciência toda. Esperemos que este ano seja diferente com ele, reconheço-lhe potencial mas é fisicamente limitado e, na minha opinião, falta atitude competitiva (garra).

A questão importante e preocupante é que mesmo que se alegue que Mendonça é irregular ou que não tem muita qualidade, ou que tem pouca cultura táctica, isso não invalida que olhe para os avançados actuais e não veja melhor, talvez exceptuando, dos que conheço, o João Paulo Oliveira. Os novos são incógnita total e, dos antigos, Evandro Paulista ainda foi menos utilizado que Mendonça. Mendonça, no meio de tantos estranhos ao campeonato português que temos para esta época, conhece-o bem e é um jogador voluntarioso, guerreiro, lutador. No Belenenses não teve oportunidade de brilhar, não lhe deram hipótese.

Aos factos anteriores acresce que Mendonça é internacional A por Angola, esteve no Campeonato do Mundo de 2006, é normalmente convocado pela sua Selecção e tem visibilidade internacional.

Por tudo isto, termino com pesar por Mendonça já não ser jogador do Belenenses. Desejo-lhe felicidades (excepto quando jogar contra nós). Acho que nos vai fazer falta, numa primeira avaliação de alguns dos reforços atacantes deste ano, vai ser mais um daqueles que, mais tarde, nos fazem questionar a razão da sua saída e demonstrando que nos seriam muito úteis ainda. O rol criado nos últimos anos é bem comprido...