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Acima das Nossas Possibilidades


No meio do desconsolo geral, no meio desta crise que nos assola, no meio do pessimismo galopante que grassa por todo o lado, aparecem, de vez em quando, histórias que nos dizem que nem tudo está perdido, que a esperança não morre e que podemos ter confiança e orgulho nas instituições deste país e nos nossos governantes. A história que vou contar é uma dessas. Pode ser lida na última edição do Expresso, a páginas 22 … para quem não teve a felicidade de a ler na íntegra aqui vai um resumo.

A história (presumo que seja verídica) começa em 1963 com a derrocada da cobertura da estação do Cais do Sodré onde morreu, no meio de outras 49 vítimas, um senhor que era funcionário administrativo da Emissora Nacional. Este senhor ganhava 3 600 escudos e, dois anos depois, foi atribuída (judicialmente) à sua viúva uma pensão vitalícia de 1000 escudos mensais (cerca de 28% do vencimento auferido pelo funcionário) a ser paga pela Sociedade Estoril (extinta em Janeiro de 1976), então concessionária da linha de Cascais.


Com a chegada do euro a pensão passou a 4,99 € (não se esqueçam do imposto de selo) mas a CP, que entretanto tinha passado a ser a concessionária, deixou de a pagar em 2002 pois considerava não ter “qualquer obrigação legal” de o fazer. Compreende-se, uma verba desta magnitude (!) poderia provocar graves estragos nas finanças da CP. Eu consideraria a alternativa de actualizar a pensão mas os senhores da CP, sempre atentos às consequências de gastar tal exorbitância resolveram de outro modo … deixaram de pagar os 4,99 € à viúva, preservando assim a saúde financeira da empresa.


Em 2007 a senhora queixa-se ao Provedor de Justiça que concorda com ela e solicita à CP a reapreciação da situação. A CP, sempre na defesa dos altos interesses da empresa e na sua luta contra o despesismo não vê “motivo para alterar a (sua) posição”. Inconformado, o Provedor põe o problema à secretária de Estado dos Transportes (agosto de 2009), Ana Paula Vitorino … esta, membro de um governo socialista e também preocupada com o défice das contas públicas é peremptória: a CP tem razão, “a entidade devedora é a Sociedade Estoril” (extinta em 1976, digo eu). Em desespero recorre-se então ao ministro das Obras Públicas (setembro de 2010), António Mendonça, esse expoente de rigor e competência (apenas dois exemplos, TGV e SCUTs, embora eu reconheça que as verbas envolvidas nestes casos não são comparáveis ao tremendo dispêndio que o pagamento de 4,99 € representa). Este determina que a CP não pode “assumir responsabilidades que não lhe são imputáveis”, sobretudo “numa conjuntura de grandes constrangimentos orçamentais e de grande exigência em rigor”.


Ao ler esta parte vieram-me as lágrimas aos olhos com a emoção de ver tão nobre e firme defesa dos interesses nacionais. Termino dizendo que a Provedoria, em Janeiro de 2011, abandonou/arquivou o processo e a viúva/pensionista, que tem hoje 90 anos, mostra a intenção de continuar a luta pois, num país onde temos gente a ir ao médico aos EUA em avião privado e gestores com prémios anuais de milhões de euros, ela é das que vive, talvez, acima das suas possibilidades.
(A Voz da Abita)
Luís Silva Nunes

O Álibi


por MANUEL MARIA CARRILHO

Ao ver as reportagens do Congresso do PS, a pergunta que mais frequentemente me ocorreu foi como é que os Portugueses, na angustiante situação que vivemos, olhariam para aquele espectáculo.

Um espectáculo que exibia uma incómoda exuberância de meios ao mesmo tempo que revelava uma montagem atenta ao mais ínfimo pormenor (com música, abraços e lágrimas). Mas de onde, na verdade, não brotava uma só ideia, uma só preocupação com o País, uma só proposta para o futuro...

Onde, pelo contrário, era bem visível a obsessão com o poder e a preocupação em bajular o líder no seu bunker, seguindo um guião e repetindo "ad nauseam" um só argumento, com uma disciplina de fazer inveja ao PCP!...

Ter-se-á atingido aqui o lúgubre apogeu do "socialismo moderno", esse híbrido socrático que ficará na história por ter esvaziado o Partido Socialista de quase todos os seus valores patrimoniais e diferenciadores, reduzidos agora a um mero videoclip.

Como na história ficará também a indigência intelectual e o perfil ético de tantos "senadores" do PS que subiram ao palco para - com completo conhecimento de causa sobre o gravíssimo estado do País - acenar cinicamente aos militantes e aos Portugueses, por puro e interessado calculismo político.

O Congresso assumiu a estratégia de Sócrates que é, há muito, clara: ignorar os factos e sacudir as responsabilidades. Inventando uma boa história, que seja simples, que hipnotize as pessoas e, sobretudo que as dispense de olhar para os últimos seis anos de governação, para os números do desemprego, do défice, da dívida ou da recessão. Ou de pensar nas incontornáveis consequências de tudo isto no nosso futuro. Eis o marketing político no seu estado mais puro, e mais perverso.

Esta história começou a ser preparada logo em Janeiro, quando era por demais evidente o que se iria passar com o nosso endividamento e com as nossas finanças públicas. Sócrates lançou então o slogan "Defender Portugal", insinuando subliminarmente que os adversários do PS só podiam ser adversários de Portugal.

Montado o cenário, faltava apontar os vilões. Primeiro, o inimigo externo, e para isso diabolizou-se o FMI, qual dragão que paira ameaçadoramente sobre as nossas cabeças, e contra o qual o herói luta com denodo. Um pouco mais tarde, com o chumbo do PEC IV, estava encontrado o inimigo interno. Um inimigo que "tira o tapete" ao nosso herói, exactamente quando este "ia salvar Portugal". Ferido, o herói não sai de cena. Ei-lo que se reergue, determinado, para mais uma batalha. Desce o pano, e agenda-se o segundo acto para dia 5 de Junho.

Há que reconhecer: tudo isto foi muito bem planeado, teatralizado e concretizado, de modo a que esta fábula funcione não só como um álibi para Sócrates mas, também, como uma "cassete" de campanha.

Montada a história, trata-se agora de repeti-la. É como se todos os dirigentes socialistas passassem a falar pelo teleponto do próprio Sócrates, como se todos tivessem esse teleponto dentro da própria cabeça - e isso, como vimos, funciona, pelo menos em mundos como o da "bolha" do Congresso de Matosinhos.

A força da história avalia-se pelo modo como deforma os factos e maquilha a realidade. Em Matosinhos, ela foi muito eficaz para esconder aquilo que na verdade mais perturba os socialistas: esta é a terceira vez que o FMI é chamado a intervir em Portugal, e, sendo verdade que veio sempre a pedido de governos liderados pelo PS, esta é a primeira vez em que vem devido a erros de governação do próprio PS.

Isto nunca tinha, de facto, acontecido: em 1977/78 o FMI veio por causa dos "excessos" revolucionários, e em 1983/84 para corrigir os deslizes do governo de direita, da Aliança Democrática. Em ambas as situações o PS apareceu, com a coragem de Mário Soares, a corrigir os erros de governações anteriores e a defender o interesse nacional. Desta vez é diferente: o FMI é chamado a Portugal justamente devido à acção de um governo do PS, dirigido pelo seu secretário-geral.

Para grandes males, grandes desculpas? É o que parece. Esta história inventada pelos conselheiros de Sócrates vai fazendo o seu caminho. Espalha-se com mais desenvoltura que um programa eleitoral, e consegue fazer com que muita gente, sem dar por isso, acredite no inacreditável: num dia o nosso primeiro-ministro estava "quase a conseguir salvar-nos", e no dia seguinte o chumbo do PEC IV abriu um buraco de 80 mil milhões de euros...

Não consigo conformar-me com este modo de "fazer política". Sofro, como milhares de socialistas, e certamente muitos mais portugueses, com este tipo de comportamento que joga no "vale tudo" para permanecer no poder. Ao arrepio de todos os valores, ignorando as mais elementares regras da ética, transformando a política num mero exercício de propaganda que se avalia por um único resultado: continuar no poder.

O Partido Socialista ficou reduzido ao álibi de Sócrates. Um secretário-geral que deu sem dúvida provas como candidato eficaz, mas que também já as deu como governante medíocre, conduzindo o País à bancarrota e à mais grave crise que o País já conheceu desde o 25 de Abril de 1974.

Foi com estes dados que o PS saiu do Congresso, à espera de um milagre eleitoral no próximo dia 5 de Junho. Mário Soares falava prudentemente, aqui no DN de anteontem, no risco de um duche gelado que entretanto o PS corre. Mas mesmo que tal não aconteça, não haja ilusões: ganhe ou perca, no dia seguinte às eleições este PS do álibi vai estar como estava na véspera - com uma mão-cheia de nada e outra de coisa nenhuma. Talvez, finalmente, a olhar para o abismo onde nos conduziu. E quanto a Portugal, o que será de nós?

Estamos a Viver Um Filme de Terror em Que o Drácula Culpa a Vítima


Campos e Cunha, antigo ministro das Finanças de José Sócrates, diz que "esta crise governamental foi desejada e planeada pelo Governo"".

O professor universitário escreve no Público que "há várias semanas que o Governo adivinhava o final desta semana e antecipou-se".

Diz Campos e Cunha que "como o Governo sabia antecipadamente o que iria acontecer às contas de 2010 e quis precipitar a crise antes do descalabro final; assim, negociou e ajustou um conjunto de medidas (vulgo PEC-4) apenas e só com os nossos parceiros europeus. Nesse pacote estava tudo o que o PSD tinha vetado em negociações anteriores (PEC-2 e PEC-3). Apresentou essas medidas, num primeiro momento, como inegociáveis. O PSD, orgulhoso da sua posição disse um "não" também inegociável. No dia seguinte, o Governo, dando o dito por não dito, afirmou-se disposto a negociar. Mas o PSD caiu que nem um patinho e o Governo caiu como o próprio queria e planeou".

A partir de agora, continua Campos e Cunha, para Sócrates as culpas são do PSD: "A queda brutal dos ratings, a subidas das taxas de juro, o descalabro das contas públicas serão tudo culpa do PSD (...) que vai passar o tempo a justificar-se, ou seja, perdeu a discussão. Pode não ter perdido as eleições, a ver vamos, mas pode perder a maioria absoluta".

Para o antigo ministro de Sócrates, "estamos a viver um filme de terror em que o drácula culpa a vítima de lhe sugar o sangue. Estamos a viver o malbaratar dos dinheiros públicos durante muitos anos, com especial relevância nos últimos cinco. Estamos a sofrer as consequências da dita política keynesiana de 2009 que teria permitido que a recessão fosse apenas de 2,6%. Muitos defenderam tal irracionalidade, mas também houve quem chamasse a atenção da idiotia de tal abordagem numa pequena economia, sem moeda própria e sem fronteiras económicas".

"A situação económico-financeira é de tal descalabro que não pode haver eleições antecipadas sem haver uma crise política, económica e financeira de acordo com vários ministros, começando pelo primeiro. É a constituição e a democracia que estão em causa", alerta o mesmo responsável.

Campos e Cunha deixa um alerta aos portugueses: "tudo isto tem um rosto e um primeiro responsável. Lembrem-se disto no dia do voto e não faltem, nem que seja para votar em branco", conclui.

PS 1: Texto redigido pelo antigo ministro das finanças (professor catedrático de Economia) do governo de Sócrates - que foi substituído pelo actual ministro Fernando Teixeira dos Santos;

PS 2: Já estivemos mais longe de ir a Belém acordar o Sr. Silva;

E ´Tutto Fodutto

... e 'tutto fodutto dopo il tradimento del mio amico Socrates, dopo sarà la Spagna, il Marocco di la mia piccola Ruby, e quindi la nostra bella Italia , miseria sporca ...
... centomila milioni di Socrates ha chiesto a Bruxelles? Forse lui ha più putanas di me!
(Silva Burlas Coni)

... calciatore Fredy segnato un gol nella squadra nazionale portoghese? Compralo Subito milafristas prima di prendere gratis...Massimiliano Allegri! Mesaca, mi porta rapidamente il Cristino Ronaldo a Milano, mi vendicherò dei portoghesi, e anche Mourinho..
(Silva la Palla)

... Colonnello luigi dump tutte le bombe e si batte con il bandito Gheddafi prima di affondare Lampedusa...
(Silva Belligerante)

... Maria Riza mi trova una sarta portoghese che ha fatto la bandiera americana viene posto sulla luna ... ho avuto un'idea magistrale...
(Silva Aviatore Pilota Astronauta)

... Belenenses Lisbona ha un nuovo professore cattedra di matematica applicata? Demolirla prima di acquistare il palazzo di Belem prima di me...
(Silva Balloon)

Sejam Sérios Pelo menos Uma Vez na Vida...


Estamos neste estado lamentável por causa da corrupção interna - pública e privada com incidência no sector bancário - e pelos juros usurários que a Banca Europeia nos cobra.

Sócrates foi dizer à Sra. Merkle - a chanceler do Euro - que já tínhamos tapado os buracos das fraudes e que, se fosse preciso, nos punha a pão e água para pagar os juros ao valor que ela quisesse.

Por isso, acho que era altura de falar na Islândia, na forma como este país deu a volta à bancarrota, e porque não interessa a certa gente que se fale dele).

Não é impunemente que não se fala da Islândia (o primeiro país a ir à bancarrota com a crise financeira) e na forma como este pequeno país perdido no meio do mar, deu a volta à crise.

Ao poder económico mundial, e especialmente o Europeu, tão proteccionista do sector bancário, não interessa dar notícias de quem lhes bateu o pé e não alinhou nas imposições usurárias que o FMI lhe impôs para a ajudar.

Em 2007 a Islândia entrou na bancarrota por causa do seu endividamento excessivo e pela falência do seu maior Banco que, como todos os outros, se afogou num oceano de crédito mal parado. Exactamente os mesmo motivos que tombaram com a Grécia, a Irlanda e Portugal.

A Islândia é uma ilha isolada com cerca de 320 mil habitantes, e que durante muitos anos viveu acima das suas possibilidades graças a estas "macaquices" bancárias, e que a guindaram falaciosamente ao 13º no ranking dos países com melhor nível de vida (numa altura em que Portugal detinha o 40º lugar).

País novo, ainda não integrado na UE, independente desde 1944, foi desde então governado pelo Partido Progressista (PP), que se perpetuou no Poder até levar o país à miséria.

Aflito pelas consequências da corrupção com que durante muitos anos conviveu, o PP tratou de correr ao FMI em busca de ajuda. Claro que a usura deste organismo não teve comiseração, e a tal "ajuda" ir-se-ia traduzir em empréstimos a juros elevadíssimos (começariam nos 5,5% e daí para cima), que, feitas as contas por alto, se traduziam num empenhamento das famílias islandesas por 30 anos, durante os quais teriam de pagar uma média de 350 Euros / mês ao FMI. Parte desta ajuda seria para "tapar" o buraco do principal Banco islandês.

Perante tal situação, o país mexeu-se, apareceram movimentos cívicos despojados dos velhos políticos corruptos, com uma ideia base muito simples: os custos das falências bancárias não poderiam ser pagos pelos cidadãos, mas sim pelos accionistas dos Bancos e seus credores. E todos aqueles que assumiram investimentos financeiros de risco, deviam agora aguentar com os seus próprios prejuízos.

O descontentamento foi tal que o Governo foi obrigado a efectuar um referendo, tendo os islandeses, com uma maioria de 93%, recusado a assumir os custos da má gestão bancária e a pactuar com as imposições avaras do FMI.

Num instante, os movimentos cívicos forçaram a queda do Governo e a realização de novas eleições.

Foi assim que em 25 de Abril (esta data tem mística dupla) de 2009, a Islândia foi a eleições e recusou votar em partidos que albergassem a velha, caduca e corrupta classe política que os tinha levado àquele estado de penúria. Um partido renovado (Aliança Social Democrata) ganhou as eleições, e conjuntamente com o Movimento Verde de Esquerda, formaram uma coligação que lhes garantiu 34 dos 63 deputados da Assembleia). O partido do poder (PP) perdeu em toda a linha.

Daqui saiu um Governo totalmente renovado, com um programa muito objectivo: aprovar uma nova Constituição, acabar com a economia especulativa em favor de outra produtiva e exportadora, e tratar de ingressar na UE e no Euro logo que o país estivesse em condições de o fazer, pois numa fase daquelas, ter moeda própria (coroa finlandesa) e ter o poder de a desvalorizar para implementar as exportações, era fundamental.

Foi assim que se iniciaram as reformas de fundo no país, com o inevitável aumento de impostos, amparado por uma reforma fiscal severa. Os cortes na despesa foram inevitáveis, mas houve o cuidado de não "estragar" os serviços públicos tendo-se o cuidado de separar o que o era de facto, de outro tipo de serviços que haviam sido criados ao longo dos anos apenas para serem amamentados pelo Estado.

As negociações com o FMI foram duras, mas os islandeses não cederam, e conseguiram os tais empréstimos que necessitavam a um juro máximo de 3,3% a pagar nos tais 30 anos. O FMI não tugiu nem mugiu. Sabia que teria de ser assim, ou então a Islândia seguiria sozinha e, atendendo às suas características, poderia transformar-se num exemplo mundial de como sair da crise sem estender a mão à Banca internacional. Um exemplo perigoso demais.

Graças a esta política de não pactuar com os interesses descabidos do neo-liberalismo instalado na Banca, e de não pactuar com o formato do actual capitalismo (estado de selvajaria pura) a Islândia conseguiu, aliada a uma política interna onde os islandeses faziam sacrifícios, mas sabiam porque os faziam e onde ia parar o dinheiro dos seus sacrifícios, sair da recessão já no 3º Trimestre de 2010.

O Governo islandês (comandado por uma senhora de 66 anos) prossegue a sua caminhada, tendo conseguido sair da bancarrota e preparando-se para dias melhores. Os cidadãos estão com o Governo porque este não lhes mentiu, cumpriu com o que o referendo dos 93% lhe tinha ordenado, e os islandeses hoje sabem que não estão a sustentar os corruptos banqueiros do seu país nem a cobrir as fraudes com que durante anos acumularam fortunas monstruosas. Sabem também que deram uma lição à máfia bancária europeia e mundial, pagando-lhes o juro justo pelo que pediram, e não alinhando em especulações. Sabem ainda que o Governo está a trabalhar para eles, cidadãos, e aquilo que é sector público necessário à manutenção de uma assistência e segurança social básica, não foi tocado.

Os islandeses sabem para onde vai cada cêntimo dos seus impostos.

Não tardarão meia dúzia de anos, que a Islândia retome o seu lugar nos países mais desenvolvidos do mundo.

O actual Governo Islandês, não faz jogadas nas costas dos seus cidadãos. Está a cumprir, de A a Z, com as promessas que fez.

Se isto servir para esclarecer uma única pessoa que seja deste pobre país aqui plantado no fundo da Europa, que por cá anda sem eira nem beira ao sabor dos acordos milionários que os seus governantes acertam com o capital internacional, e onde os seus cidadãos passam fome para que as contas dos corruptos se encham até abarrotar, já posso dar por bem empregue o tempo que levei a escrever este artigo.

(Por Francisco Gouveia, Eng.º
gouveiafrancisco@hotmail.com)


Apostilha : Não tarda muito teremos em Belém dezenas de milhares de pessoas, não para apoiarem o CFB, infelizmente, mas para dizerem a sua Exª. o Prof. Aníbal Cavaco e Silva, que a sua doutrina de contas estava e está errada, que estão fartos de políticas que governam para manterem o bem estar dos amigos e fregueses do costume, de políticos charmosos, mas corruptos. Que querem um governo de salvação nacional, com gente séria e com provas dadas profissionalmente e com percurso de vida pessoal inatacável, que reergam o país, mas com honra e rectidão. Que se acabe de vez com o despesismo de estado. Não tarda mesmo nada!!! Podiam começar já por acabar com esta eleição que não vão alterar nada, fechar a AR por tempo indeterminado (e desratizar tudo, a começar pelo departamento de viagens), diminuir o orçamento das casas da PR, Governos Civis e Fundações da treta. Nomear Jaime Gama Primeiro Ministro de um Governo de Salvação Nacional e 7 super ministros responsáveis e da confiança dos actuais partidos da AR. Isso sim, seria dar um sinal sério e eniquívoco de respeito pelo povo que sofre e pelos seus sagrados direitos, pequeninos gestos que a comunidade internacional que vive de forma séria e sensata, muito apreciaria, acreditando desta vez que estávamos a falar a sério;

Não Afundem Mais o Submarino Chamado Portugal


Depois de ter estado cerca de um mês "afundado", o orgulhoso ex-NRP "ALBACORA" voltou à sua flutuabilidade positiva, graças ao génio e precisão da engenharia portuguesa, made in Escola Superior Naval, sem pedido de ajuda externa ao FMI ou FSE.

E quem diz ESN (eventualmente integrada no futuro IPFA {Instituto Politécnico das Forças Armadas} englobando as outras escolas da FA e EP) , pode acrescentar, ISTL ou ISTP. Dos formados nestes estabelecimentos de ensino públicos de Portugal, temos absoluta confiança nas respectivas capacidades, porque conhecemos o rigor do ensino e as capacidades intelectuais dos formadores. Dos outros preferimos não falar.

E garanto-vos que haverá relatório credível e com conclusões finais bem precisas, quanto às causas que levaram a este acidente, que melhorará a segurança e os procedimentos a bordo.

Entretanto o orgulhoso ALBACORA depois de "reparado", lá seguirá para o seu novo destino, navio-museu-escola.

Apostilha: Poucos sabem, mas a verdade é que os nuestros "hermanos" detestam e odeiam a operacionalidade da MGP, nomeadamente, a da classe submarinista, onde do outro lado, dão vezes sem conta com os burros na água, envolvendo-se em redes de pescadores, albarroando embarcações e encalhando, nas atabalhoadas manobras de imersão e submersão. E viam com muitos bons olhos o "afundamento da esquadrilha de submarinos" em Portugal, que a ter ocorrido, representaria uma perda de 30 anos de experiência única, porque seria esse o tempo mínimo necessário para voltar a armar e ter uma esquadrilha operacional. É que queiramos ou não, os submarinos são a única arma que na modernidade pode decidir os destinos de um conflito que representa perigo para a soberania, também graças ao génio da engenharia portuguesa, quando aos seus equipamentos únicos e secretos, instalados nestes invisíveis submersíveis. Que para além de missões de guerra, também dão caça ao tráfico e outras actividades ilegais, também de forma única e silenciosa, não publicitada por engenheiros de punheta.
Mas igualmente poucos sabem que aquando da adesão dos súbditos do "Juanito de mi corazon" à NATO, houve nova barraca e humilhação, aquando da passagem do testemunho do comando da esquadra de "de aquí para allá", dado os amériquis passadas 24 horas horas terem abandonado a fragata chefe espanhola, refugiando-se no navio português, para onde tiveram de vir os Españoles, passando pela vergonha de aprenderem as normas de operacionalidade durante um par de semanas com os pequenos, mas Grandes Portugueses. Daí que ainda hoje muitos dos seus vasos de guerra cruzem águas portuguesas e entrem nos nossos portos sem ostentarem a nossa bandeira no mastro de honra. Minudências! O que verdadeiramente nuestros hermanitos nunca imaginaram, é que o falso " ingeniero Fócrates" ia também darles una enrabadela con la deuda soberana de Portugal; A esta hora consta que o filósofo está reunido com a flácida merklas? Mas desconfio que acabou o tesão entre ambos! Chamem rapidamente o Zezé Camarinha ou lá se vai o que resta do reduzido crédito do "machão" lusitano;

A Política Zé Colmeia de Sócrates, Faliu...



Este Governo é uma múmia. O que diz é irrelevante, o que evita dizer um atentado à inteligência dos portugueses.

Nada disto preocupa José Sócrates, que está apenas preocupado em salvar a pele. Por isso, a forma como foi apresentado este PEC, sem escutar o País, destinou-se apenas a fazer com que o frágil equilíbrio político em que vivemos se esfrangalhe.

Sócrates não ouviu o que a rua lhe disse no sábado. Continua imerso nos jogos palacianos, através dos quais julga poder manter-se no poder após as eleições. E em Bruxelas, na manhã desse dia, trocou dinheiro imediato pelo futuro económico e social de Portugal, assinando todas as medidas de austeridade que lhe foram apresentadas pela UE.

A soberania de Portugal foi entregue e o Governo faliu moralmente. Quando, incapaz de compreender o que os mais e menos jovens lhe transmitiram no sábado, desfilou as bondosas coisas que fez pelo País, Sócrates não percebeu que o que está em causa é o sistema onde sobrevive.

Zé Colmeia e Catatau assaltavam as cestas de quem ia fazer piqueniques. Sócrates sacia-se com impostos que pagam o desvario de gerações sucessivas de "boys". Zé Colmeia vivia de guloseimas. Sócrates vive de retenções na fonte.

Zé Colmeia não tinha remorsos. Sócrates não tem palavra. Instigando a crise política espera sair de lá como o salvador que tem nos bolsos o dinheiro do BCE para iludir os descontentes. Sócrates nunca viveu neste País. Viveu deste País. E continua a considerar que ele se molda aos seus desígnios. A política Zé Colmeia de Sócrates faliu.
(Fernando Sobral - Jornal Económico)

Os Sucessivos Equívocos do Engenheiro



«José Sócrates resolveu apresentar ontem de surpresa e sem, como devia, informar o Presidente da República, o IV PEC deste último ano.

A conversa não mudou: o PEC é preciso para tranquilizar a Europa, depois daquele não haverá outro, seria muito irresponsável e muito negativo para Portugal que a oposição não o aprovasse, e por aí fora. Esta homilia foi pregada com o mesmo fervor e sem o menor vestígio de embaraço ou vergonha em 21 de Março, 16 de Junho e 10 de Outubro de 2010 e repetida agora, em 11 de Março de 2011.

Presumo que lá pelo Governo nunca se fizeram contas, ou que não existe maneira de as fazer, e, quando o dinheiro falta, Sócrates vai à caça do dinheiro dos portugueses. Mas, como as despesas não diminuem, nem a economia cresce, ninguém leva a sério estas razias e os juros continuam a subir.

O mais estranho é que o país não se parece importar. A complacência indígena para os governantes que levaram Portugal ao desespero e à miséria roça a santidade. O dr. Cavaco, por exemplo, que preparou amoravelmente a conversão do nosso antigo escudo no euro e, com isso, de certa maneira, permitiu (a até provocou) os sarilhos presentes, recebeu em troca o Palácio de Belém, onde pode observar impávido a degradação do país.

Guterres, que chegou a seguir e acabou por desorganizar a preceito as contas do Estado, ascendeu logo à carreira beatífica de comissário da ONU para os Refugiados. Durão Barroso, esse, resolveu não esperar pelo pior e, assim que pôde, fugiu para as mais verdes pastagens de Bruxelas. Dúzias de outros arranjaram os seus ninhos no "sector público" ou no que por aí eufemisticamente se chama o "sector protegido". Não se ouviu um murmúrio. A pátria acha estas coisas bem.

Aqui, os políticos, que, por incultura, incompetência, corrupção e estupidez, defraudaram o próximo e lhe estragaram seriamente a vida, são personagens simpáticas (e, às vezes, respeitáveis), que a populaça aprecia.

Não passa pela cabeça de nenhum patriota pedir contas do sofrimento inútil que lhe infligiram. Nem os jornais, nem a televisão se atrevem a tratar os "notáveis" como eles merecem. A própria universidade os convida para presidir a obscuras comissões, que não servem de nada e onde eles pontificam a seu gosto e arbítrio.

A política é a única profissão no país que goza da mais completa impunidade.

Quem se admira com a impunidade de Sócrates devia olhar à volta com cuidado.»
(Vasco Pulido Valente, Público)

Apostilha: Infelizmente o retrato do Clube de Futebol Os Belenenses, é uma cópia fiel desta tanga de sucesso para salvar os Portugueses (alguns, os amigos, familiares e o próprio coiro). A massa deste "mercado árabe" é indivisível, logo, o contrário é que seria admiração! Saravá aos poucos que ainda distinguem as bombinhas de mau cheiro... Ganda Vasco, consegues ver de binóculos aí em Londres, o que os sabonetes não enxergam, mesmo à frente dos narizes;