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Faz hoje 64 anos...

... que o Belenenses se sagrou pela última vez (foram 4 vezes no total, ao contrário do que os jornaleiros veiculam) Campeão Nacional de Futebol. Por isso hoje, publicamos aqui a peça alusiva a esta grande conquista, incluída na rúbrica "Neste dia, em..." em 26 de Maio de 2006 no extinto «Belenenses Sempre».


1946 – Conquista do Campeonato Nacional da Primeira Divisão

O Belenenses do fim dos anos 20 e começo dos anos 30, havia-se imposto como um clube vencedor e, nesse período, sem dúvida o mais bem sucedido de Portugal. Em sete ou oito anos de ouro, o Belenenses foi três vezes Campeão de Portugal (1927, 1929 e 1933) e duas vezes Vice-Campeão (1926 e 1932).
Além disso, numa prova que ao tempo tinha imensa importância, foi, no mesmo período, quatro vezes Campeão de Lisboa: 1926, 1929, 1930 e 1932. Ou seja, nestas oito épocas, só numa delas não conquistámos nenhum título (1928).

Começou então um período de forte investimento nas estruturas, designadamente nas Salésias. Recapitulemos os passos principais:

1931 – Inauguração do corpo central de bancadas no Estádio das Salésias. Abertura de delegação na baixa lisboeta.

1934 – Construção de Pista de Atletismo nas Salésias, a melhor do país.

1936 – Bancadas do Estádio das Salésias são aumentadas.

1937 – Salésias tornam-se primeiro campo relvado de Portugal.

1938 – Estádio das Salésias, o melhor de Portugal, é pela primeira vez palco de jogo da Selecção Nacional de Futebol, que ali disputará todos os encontros realizados em Portugal até 1942.

1939 – Estádio das Salésias aumenta capacidade para 21.000 pessoas.

1940 – Inicia-se publicação de boletim mensal. Beneficiação da pista de Atletismo nas Salésias.

1941 – Iluminação do Campo de Basquetebol nas Salésias (custeada integralmente por Acácio Rosa).

Por outro lado, perdemos alguns jogadores fundamentais: em Outubro de 1931, Pepe morre tragicamente, com 23 anos (quantos títulos teríamos ganho nos 10/12 anos que, normalmente, lhe restariam de carreira?); em 1933/34, os olímpicos Augusto Silva e César Matos puseram termo á sua carreira.

Veio então uma meia-dúzia de anos de menor fulgor. Quando dizemos menor fulgor, temos em conta o que era o Belenenses de então, quando o segundo lugar era considerado frustrante, o terceiro lugar, banal, o quarto lugar, mau e o quinto lugar, desastroso. Assim era: o quinto lugar no Campeonato Nacional de 1937/38 foi visto como desastroso. Considerávamo-nos em crise acentuada (hoje descemos de divisão e aplaudimos...).
Apesar disto, o Belenenses era um clube de topo, cuja força ninguém se atrevia a discutir. Mesmo em crise, chegámos á última jornada do Campeonato da I Liga (o primeiro a ser disputado) com possibilidades de ser campeões (tivemos, aliás, o melhor Ataque e o melhor goal-average) e fomos Vice-Campeões Nacionais em 1937/38. No Campeonato de Portugal, fomos finalistas em 1935/36, depois de deixarmos Leixões, F.C. Porto e Benfica pelo caminho.

E chegou a década de 1940. O Belenenses dos anos 40 era um clube estabilizado no topo do desporto nacional. Não tinha a primazia de títulos, como no período até 1933 (entre 1926 e 1933, como vimos, alcandorou-se a essa posição), mas vinha logo a seguir a Sporting e Benfica, em relativa igualdade com o F.C.Porto. Era o quarteto dos clubes grandes, em que o Belenenses esteve claramente durante 50 ou 60 anos.
Em popularidade, embora o Benfica e o Sporting lhe levassem a palma, pela sua maior antiguidade, por maiores cumplicidades na imprensa, por causa dos célebres duelos ciclísticos entre Nicolau e Trindade, também se cotava indiscutivelmente como um dos 4 grandes, o que era aferível, entre outras evidências, pelas assistências aos jogos – impressiona ver as Salésias, com uma lotação oficial de 21.000 pessoas, cheia de público, e ainda rodeada de mais gente pela encosta sobranceira ao peão acima. A diferença desses tempos - e de outros posteriores já no Restelo - para o presente é demasiado triste... Pode ver-se também o “encorpamento” do clube nos anos 40, através do aumento da sua massa associativa até números bastante significativos: em 1943, há um pouco mais de 4.000 sócios; em 1944, perto de 5.000; em 1945, atingem-se os 6.800; em 1946, quase se alcançam os 9.000; em 1946, lança-se a campanha dos 12.000 sócios.
Note-se que, naqueles tempos, os sócios eram adeptos de corpo inteiro, coisa bem diferente do que acontece com uma grande parte dos actuais. Por outro lado, de 26 filiais e delegações em 1939, passa-se para 43, uma década depois.

Entretanto, a equipa de Futebol voltava a estar em crescimento, abalançando-se de novo às grandes conquistas. À maturidade de Amaro, Rafael e José Simões, iam-se juntando outros mais jovens que vieram igualmente a ser figuras imensas do Belenenses: Artur Quaresma, Serafim das Neves, Vasco, Feliciano...
Vejamos a evolução futebolística do Belenenses na década de 40:

1939/40 - Finalista da Taça de Portugal. Terceiro lugar no Campeonato Nacional. Melhor defesa no Campeonato Nacional. em Futebol. Ficámos a quatro pontos do primeiro (Sporting) e a um ponto do segundo (F.C.Porto). Terceiro Lugar no Campeonato de Lisboa. Campeão de Lisboa de Juniores, em Futebol.

1940/41 - Terceiro lugar no Campeonato Nacional. Melhor ataque, melhor defesa (segunda vez consecutiva) e melhor goal-average no Campeonato Nacional (59-22). Ficámos a quatro pontos do primeiro (Sporting) e a um ponto do segundo (F.C.Porto). Foi pena que tivéssemos começado mal o Campeonato pois, na segunda volta, fomos a equipa que obteve maior pontuação. Relativamente ao Benfica, recuperámos cinco pontos de atraso e concluímos com um ponto de avanço. Finalistas da Taça de Portugal. Terceiro lugar no Campeonato de Lisboa (com goleada 8-3 sobre Benfica mas derrota 7-1 com o Sporting).

1941/42 - Vencedor da Taça de Portugal (após terceira presença consecutiva na Final; Triunfo por 2-0 sobre o Vitória de Guimarães). Terceiro lugar no Campeonato Nacional. Goal average: 66-32. Fomos a segunda equipa mais pontuada na segunda volta. Destaque para as expressivas vitórias sobre o Benfica (4-0, nas Salésias), o Sporting (3-1 nas Salésias e 4-1 fora) e o F.C.Porto (7-3 em casa e 3-2 fora). Terceiro lugar no Campeonato de Lisboa.

1942/43 - Terceiro lugar no Campeonato Nacional (quarta presença consecutiva no pódio). Melhor ataque, melhor defesa e melhor goal-average no Campeonato Nacional (78-20). Totalmente vitorioso nos jogos em casa do Campeonato Nacional. O Campeonato esteve em vias de ser ganho. A meio da competição, liderávamos, em igualdade de pontos com o Benfica, e com três pontos à maior sobre o Sporting. No final, o Belenenses ficou a dois pontos do primeiro (Benfica) e a um ponto do segundo (Sporting). Fomos, na verdade, a melhor equipa, tendo vantagens sobre todas as outras no cômputo dos dois jogos. Só perdemos o campeonato por causa de duas arbitragens vergonhosas: justamente as que ditaram as nossas derrotas em casa do Sporting e do Benfica. No primeiro caso, com um golo injustamente anulado ao Belenenses; no segundo caso, com dois penalties para o Benfica que só existiram na imaginação do árbitro. Mesmo assim, à entrada da última jornada, a dois pontos do Benfica e a um ponto do Sporting, com o Benfica a jogar fora e dispondo nós de vantagem sobre ambos os adversários em caso de empate, podíamos ainda ser campeões. E essa hipótese parecia ganhar consistência a 45 minutos do fim. Ao intervalo o Belenenses ganhava tranquilamente ao Leixões, o Sporting estava em dificuldades com o Unidos do Barreiro, e o Benfica estava a sofrer (e empatado) em Coimbra, contra a Académica. No final, porém, o Benfica ganhou por 4-3, e o Sporting acabou por se desembaraçar, vencendo por 5-1, de pouco ou nada valendo o triunfo do Belenenses sobre o Leixões por 5-0. Deve salientar-se a clareza com que, nas Salésias, derrotámos os nossos maiores rivais: 5-0 ao Sporting, 4-0 ao F.C.Porto, 5-2 ao Benfica. Terceiro lugar e melhor defesa no Campeonato de Lisboa.

1943/44 - Campeão de Lisboa (nas Salésias, vitórias 4-2 e 5-1 sobre Benfica e Sporting, respectivamente. Fora, vitória 3-1 sobre o Sporting). Melhor Ataque e melhor Defesa no Campeonato de Lisboa (48-12). Melhor conjunto de Pontos nas 4 Categorias do Campeonato de Lisboa. No Campeonato Nacional, ficámos num decepcionante 6º lugar mas, atenção, andámos na luta pelo título. No fim da 1ª volta, éramos os líderes do Campeonato: o Sporting estava a 1 ponto, o Benfica e o Atlético a 2, o F.C.Porto, a 6.

1944/45 - Terceiro lugar no Campeonato Nacional. Goal average: 72-29. Maior número de golos marcados num só jogo do Campeonato Nacional – 15, record que se mantém (vitória 15-2 sobre Académica). Outra grande goleada, das maiores de sempre: 14-1 ao Salgueiros. O Belenenses ficou a três pontos do Benfica e com o mesmo número de pontos do Sporting. Foi a equipa mais pontuada na segunda volta (ganhado a embalagem que o faria Campeão Nacional e Campeão de Lisboa na época seguinte). Lutou até ao fim pelo título, do qual foi em grande medida afastado por uma vergonhosa e insólita situação em jogo disputado no campo do Sporting, a quatro jornadas do fim: o Belenenses perdeu 2-1 mas marcou três golos. O árbitro validou os três golos azuis mas um juiz de linha obrigou o árbitro a anular dois desses golos do Belenenses, ameaçando ir-se embora se as suas indicações não fossem acatadas. Incrível mas verdadeiro! Terceiro lugar no Campeonato de Lisboa. Início de relação privilegiada com o Real Madrid, com quem empatámos 2-2 em Espanha (deixando cartel, que renderia juros) e a quem ganhámos por 1-0 nas Salésias. Esse tipo de contactos foi mais um golpe de asa do Belenenses – nos tempos em que se atrevia a tanto...

1945/46 - Campeão Nacional. Goal Average: 74-24. Melhor defesa no Campeonato Nacional. Invicto nos jogos em casa do Campeonato Nacional. Campeão de Lisboa (três pontos de avanço sobre o Sporting, cinco sobre o Atlético e seis sobre o Benfica). Melhor conjunto de pontos nas quatro categorias do Campeonato de Lisboa. Vice-Campeão de Lisboa de Juniores. Seis jogadores do Belenenses presentes na vitória da Selecção Nacional de Futebol em jogo contra a França.

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Vê-se, por aqui, que a vitória do Belenenses no Campeonato Nacional de 1946, não foi um fogacho esporádico, um acaso, um bambúrrio da sorte, como a ignorante ou serviçal imprensa da actualidade quer fazer crer.

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Com efeito, já tínhamos sido anteriormente três vezes Campeões – os melhores – do nosso país. Eram Campeonatos de Portugal em vez de se chamarem Campeonato da I Liga ou Campeonato Nacional? Pois eram. E daí? Eram a forma que então havia de se encontrar o melhor de Portugal. Sem mais. Repare-se aliás, no título da Bola sobre o triunfo de 1946 “O Belenenses é Campeão de Portugal”.

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Por outro lado, a (re)conquista era iminente e adivinhava-se mais ano menos ano. Os dois Campeonatos de Lisboa, em 1943 e 1945; a Taça de Portugal de 1942; os Campeonatos Nacionais de 1943 e 1945 de que fomos esbulhados pela arbitragem; o prestígio internacional granjeado...tudo isso fazia esperar a qualquer momento um título de Campeão Nacional.
Em 25 de Novembro de 1945, o Belenenses tinha-se sagrado Campeão de Lisboa, pela sexta vez.

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Duas semanas depois, em 9 de Dezembro de 1945, com um empate no Campo do Sporting, iniciou-se a grande aventura que culminou na conquista do Campeonato Nacional.
A sequência de resultados foi a seguinte:
Sporting – Belenenses – 1-1
Belenenses – Académica – 7-0
Belenenses – Boavista – 6-1
Oliveirense – Belenenses – 0-1 (chegada ao primeiro lugar)
Belenenses – V. Guimarães – 5-1
V. Setúbal – Belenenses – 1-4
Belenenses – Atlético – 2-2
Benfica – Belenenses – 2-0
Belenenses – F.C.Porto – 3-2
Olhanense – Belenenses – 2-0 (descida para segundo lugar)
Belenenses – Elvas – 5-2
Belenenses – Sporting – 2-1
Académica – Belenenses – 1-3
Boavista – Belenenses – 1-4
Belenenses – Oliveirense – 10-0
V.Guimarães – Belenenses – 2-4
Belenenses – V. Setúbal – 3-2
Atlético – Belenenses – 2-4
Belenenses – Benfica – 1-0 (reconquista do primeiro lugar)
F.C.Porto – Belenenses – 0-1
Belenenses – Olhanense – 6-0
Elvas – Belenenses – 1-2

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Depois da preciosa vitória sobre o Benfica, nas Salésias, o Belenenses defendeu valorosamente a sua vantagem em casa do F.C. Porto (onde o adversário directo, o Benfica, também ganhara). Manteve-se firme na recepção ao Olhanense (que não era um adversário qualquer: note-se que ficou em quarto lugar, com um goal-average de 65-39). No entanto, a vantagem de um ponto impunha a necessidade ir ganhar a Elvas.
A tarefa não se afigurava muito fácil. O então Sport Lisboa e Elvas era filial do Benfica, que para aí mandou, durante quinze dias, um técnico seu, e iria tentar afastar-nos do título. E o jogo não podia ter começado pior para nós. Logo aos dois minutos, o Elvas colocou-se em vantagem. O Belenenses, até ao intervalo, apesar de todo o esforço desenvolvido, não conseguiu chegar ao golo. E era preciso mais do que um golo: o empate não bastava. Algum desânimo começava a insinuar-se...
Ouvi um dia, no Restelo, da boca do campeão sobrevivo Artur Quaresma (como outras pessoas ouviram em outras ocasiões – cfr. os excelentes artigos de Henrique Amaral e Luís Oliveira), que, no intervalo, alguns jogadores mais experientes ou mais frios (entre os quais ele próprio) reuniram a equipa, procuraram readquirir a calma e reagrupar as forças, dizendo: “Nós temos que ganhar isto!”. E ganharam!!!

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A equipa cerrou fileiras e foi para a frente, à procura dos golos. Aos 66 minutos, o Vasco, o grande e inquebrantável Vasco fez uma das suas arrancadas, foi por ali fora, junto à lateral direita, ultrapassando todos os adversários que se lhe colocavam no caminho. Só em falta foi travado. Do livre, resultou o golo, apontado por Andrade.
Faltavam 24 minutos e era preciso mais um golo. A nossa equipa agigantava-se agora. Vasco parecia um Titã. Aos 77 minutos, foi ele novamente a invadir o meio-campo contrário e ceder a bola a Quaresma. Arrancou este para a área contrária e disparou o remate que, à boca da baliza, Rafael desviou para golo. Era o 2-1. Tínhamos o Campeonato ao nosso alcance!
Seguiu-se um quarto de hora de ansiedade, apesar do Belenenses dominar o jogo completamente. Até que soou o apito final. Erguidos todos num abraço ao treinador Augusto Silva, os atletas azuis, banhados em suor e lágrimas gritavam “Belém! Belém! Belém!”, enquanto o público belenense invadia o campo para celebrar.

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Belenenses Campeão! Meu Deus, quanto queremos voltar a ver, a ler, a ouvir, a gritar isto: BELENENSES CAMPEÃO!

E a festa alastrou de Elvas até à capital (com ecos em todo o país). A aproximação e chegada a Lisboa da caravana belenenses foi apoteótica.
Milhares de belenenses tinham-se deslocado a Elvas, em carros, camionetas e por comboio... Aqui e acolá, gente acenava e festejava nas estradas. A partir de Setúbal, foi sempre em crescendo: havia aclamações em praticamente todas as localidades por onde se ia passando, cada vez mais intensas à medida que se aproximava a margem Sul do Tejo. Em Cacilhas, o largo principal, em frente do local onde se apanham os barcos, estava repleto de pessoas, que queriam festejar o título e vitoriar os jogadores. Do outro lado, avistava-se o Cais do Sodré inundado de gente, que se ia tornando mais nítida à medida que o barco se aproximava. As aclamações estenderam-se desde o Cais do Sodré, por toda a Avenida 24 de Julho, ladeada por milhares de pessoas, num cordão quase ininterrupto, com inúmeras bandeiras do Belenenses, até (uns bons 5 kms depois) culminar entusiasticamente em volta da nossa, tão nossa, estátua de Afonso Albuquerque (ali onde o clube nascera) e diante da sede em Belém, onde os jogadores, em especial o Capitão Amaro, e também o treinador Augusto Silva, vieram à janela agradecer os aplausos e incentivos. A festa do Belenenses!

Ad eternum aqui ficam os nomes dos jogadores campeões nessa época:
Mariano Amaro, 22 jogos (o capitão da equipa);
Artur Quaresma, 22 jogos e 14 golos;
Serafim Neves, 22 jogos;
Vasco Oliveira, 22 jogos;
Armando Correia, 21 jogos e 14 golos;
António Feliciano, 20 jogos e 2 golos;
Francisco Gomes, 20 jogos;
António Capela, 19 jogos;
Rafael Correia, 19 jogos e 12 golos;
Manuel Andrade, 14 jogos e 19 golos;
José Pedro, 13 jogos e 6 golos;
António Elói, 10 jogos e 1 golo;
Mário Coelho, 9 jogos e 4 golos;
José Sério, 3 jogos;
Francisco Martins, 2 jogos;
Mário Sério, 2 jogos;
António Martinho, 1 jogo e 1 golo.

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O treinador foi o imortal Augusto Silva: aos três títulos de Campeão de Portugal ao serviço do Belenenses, juntava agora, como treinador – o primeiro português a consegui-lo – o título de Campeão Nacional.

A KIND OF MAGIC...

Link: Finaltacapt

SOMOS BELÉM ATÉ MORRER!


Resumo vídeo: V.Setúbal, 1 - Belenenses, 2

FUTSAL: A TAÇA DE PORTUGAL É NOSSA!!!

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PARABÉNS A TODOS!!! VIVA O BELÉM!!!

Major Baptista da Silva faz hoje 81 anos e recebe a "Cruz de Cristo de Ouro"
Ana Linheiro faz, também hoje, 82 anos

Hoje, dia 6 de Maio, o Major Baptista da Silva cumpre 81 anos.
Aproveitando este momento o Belenenses vai, pelas 19:00, no Hospital da Luz, 4º piso, agraciá-lo com a "Cruz de Cristo de Ouro – Dedicação e Valor".

Ana Linheiro faz, também hoje, 82 anos.
Como forma de homenagem, embora de forma muito simples, a estas duas grandes figuras do Belenenses, tomamos a liberdade de republicar os textos escritos a propósito do seus aniversários em 2006 na rúbrica "Neste dia, em..." do extinto blog "Belenenses Sempre".
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1928 - Nasce Ana Linheiro


Ana Linheiro é uma das colunas do Belenenses, uma das grandes figuras vivas do nosso clube.

Com um breve intervalo de pouco mais de uma década, em que viveu longe de Lisboa, ela faz parte diariamente da vida do Belenenses desde há 65 anos, como atleta, como dirigente e, antes e depois de tudo, como alguém que ama extremosamente o clube e que o conhece como poucos, quiçá como ninguém.

Ao longo destas décadas todas, ela viu períodos de glória e de decadência. Viu o passar de Direcções atrás de Direcções, podendo, pois, medir a estatura de cada uma. Trata ou tratou por tu (outras) glórias imensas do clube, gerações de campeões como ela própria.

Sentiu as mudanças do Belenenses e do mundo à nossa volta e, na maior parte das coisas do nosso clube, provavelmente poderia dizer como Camões “Vi ao bem suceder mal / e ao mal muito pior”. Nela estão presentes todos os instintos básicos do belenensismo.

Como atleta, brilhou na Natação do Belenenses entre 1942 e 1945 (note-se a sua juventude de então: entre os 14 e os 17 anos).
Foi internacional. Foi três vezes Campeã Nacional e seis vezes Campeã Regional. Deteve três Records absolutos (100 metros Livres, 100 metros Costas e 200 metros Costas) e mais seis de categoria (Juniores e Principiantes em 100 metros livres e em 100 metros Costas; Principiantes em 200 metros Costas; Juniores em 200 metros Livres).
Ganhou a Travessia da Póvoa e a Prova Paço d’Arcos - Cascais em 1943, ao tempo competições muito populares.
Tivesse a sua carreira sido mais longa e decerto todas estas conquistas teriam sido muito ampliadas...

Casou com outra grande figura do Belenenses, João Pedro Mendes, praticante de Natação, Basquetebol e Râguebi e, também dirigente, infelizmente já desaparecido deste mundo.

A partir da segunda metade dos anos 60, Ana Linheiro iniciou a sua actividade de dirigente no Belenenses.

Na Junta Directiva que governou o clube de 1967 a 1969, foi Adjunta de Modalidades Amadoras (Ginástica, Atletismo e Natação); entre 1970 e 1971, Seccionista de Ginástica; de 1971 a 1974, Directora das Secções Femininas das Modalidades Amadoras; entre 1975 e 1977, Directora da Ginástica, do Ténis de Mesa, do Râguebi e do Xadrez; entre 1978 e 1981, Seccionista da Ginástica Rítmica de Competição; entre 1982 e 1991, Directora do Departamento Histórico Desportivo.

No período de 1968 e 1972, desempenhou igualmente funções directivas na Federação Portuguesa de Ginástica.

Hoje, continua a ser a responsável pela Sala de Troféus e Museu do Belenenses. Ali brilha a história do Belenenses. Na dedicação de Ana Linheiro, está a vida e a memória de todos os que encheram aqueles dois pisos de milhares e milhares de troféus que são testemunhas indesmentíveis da grandeza do Belenenses.

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Com toda a justiça, Ana Linheiro foi elevada a sócia de mérito (1972) e, depois, a sócia honorária (1984) do Belenenses, tendo ainda sido distinguida com o Troféu Pepe em 1983. Também detém a Medalha de “Bons Serviços” da Federação Portuguesa de Ginástica.

Aos 78 anos, sempre alegre e activa, ela parece ter muito mais vitalidade do que muitos jovens de Bilhete de Identidade. E quem pode competir com a legitimidade moral de Ana Linheiro, proveniente de tantos serviços ao Belenenses, ao longo de tantos e tantos anos?

Como outras grandes referências maiores do nosso clube, parte delas infelizmente já desaparecidas, ela parece cheirar à distância, certeiramente, a capacidade que cada um tem de viver e sentir o Belenenses...




1929 - Nasce Fernando Baptista da Silva (Presidente)

Fernando Baptista da Silva tem assumido papéis de relevo no dirigismo do Belenenses desde há quase metade de um século.

A sua primeira notoriedade pública ter-lhe-á advindo da locução do filme da inauguração do Estádio do Restelo, em 1956.

Em 1959, foi eleito para o Conselho Geral.

Entre 1960 e 1962, o Capitão Fernando Baptista da Silva era um dos Vice-Presidentes da Direcção liderada pelo Dr. Francisco do Vale Guimarães, como vice-presidente para o futebol, ficou ligado à conquista da Taça de Portugal em 1960.

Mais tarde, desde o início de 1972, até ao final de 1974, já Major, foi Presidente da Direcção.

Esteve, depois, muito tempo afastado de lugares dirigentes executivos no Belenenses, embora tivesse passado, por exemplo, pela Associação de Futebol de Lisboa.

Em 1990, candidatou-se à Presidência do clube mas foi derrotado pela lista encabeçada pelo Major Ferreira de Matos. Com uma crise instalada no Belenenses, em termos financeiros e desportivos, a Direcção acabou por ser deposta na histórica Assembleia Geral de 17 de Dezembro de 1990, convocada por um grupo de sócios, e que quase encheu o nosso Pavilhão. Na mesma proposta, aprovada, que demitia a Direcção, propunha-se que os destinos do clube fossem provisoriamente conduzidos, até à realização de novas eleições, por uma Junta Directiva liderada por Baptista da Silva e composta, ainda, por Florentino Antunes, Agostinho Carolas, Jorge Mendes Pinto e Luís Pires.

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A Junta Directiva normalizou a vida do clube em termos financeiros e de imagem mas não conseguiu evitar a descida de divisão, a segunda da nossa história.

Em Maio de 1991, realizaram-se as prometidas eleições, com a Junta a dividir-se pelas duas listas concorrentes. Baptista da Silva voltou a perder, desta vez com António Moita.

Mais recentemente, Fernando Baptista da Silva foi Presidente da Mesa da Assembleia-Geral, cargo que deixou em Maio de 2005, na sequência das últimas eleições. Actualmente, é Presidente do órgão consultivo do clube, o Conselho Geral.

O período em que Baptista da Silva foi Presidente do Belenenses, entre 1972 e 1974, foi um período feliz na vida do clube, dos poucos oásis nos últimos 45 anos.

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Com o clube aliviado do problema do Estádio, com a formação a dar frutos, com o dinheiro de Manuel Bulhousa e com uma Direcção bastante coesa, o Belenenses obteve a melhor classificação dos últimos 50 anos (um segundo lugar em 1972/73), viu nas suas fileiras jogadores de valia – fosse em plena maturidade, fosse a desabrochar a sua qualidade – como Quaresma, Godinho, Luís Carlos, Félix Mourinho, Laurindo, Quinito, Freitas, Murça e Pietra -, melhorou infraestruturas (melhoramentos na iluminação do Estádio e inauguração da Sala de Troféus), foi convidado de honra para as Bodas de Prata do Estádio do Real Madrid e despedida de Gento (o madrileno pentacampeão europeu), venceu o Campeonato Nacional, o Campeonato Metropolitano e a Taça de Portugal em Andebol (1973/74), foi Campeão Nacional de Râguebi (1972/73), foi a primeira equipa portuguesa a participar na Taça dos Campeões Europeus de Ténis, atingindo a segunda eliminatória, tinha uma equipa de Atletismo a sério... enfim, tempos de esperança na nossa juventude, quando confiávamos a sério que "para o ano, voltamos a ser campeões" (em futebol).

Comunicado de Telmo Carvalho

Caros Sócios,

No seguimento do quem já vem a ser uma certeza, o movimento “Vamos convocar uma Assembleia Geral Extraordinária”, por mim encabeçado, informo:
Para que tal seja possivel, é importantissimo que todos os sócios que, como eu, se encontram verdadeiramente cansados e tristes com todo o percurso que o nosso Clube atravessa há anos a esta parte, culminando com o actual panorama directivo que empurrou verdadeiramente o clube para o abandono e completo desleixo, se unam em torno desta iniciativa.
Hoje é o último dia de recolha de assinaturas. Estarei a partir das 17:30 junto ao Pavilhão do Restelo e depois durante o jogo de Futsal da nossa brilhante equipa, conto com a vossa contribuição e colaboração.
Virar as costas a esta oportunidade poderá ser o aniquilar completo do nosso Clube, remetendo-nos para uma posição secundária, com fortes hipóteses de cair no completo esquecimento assente em asneiras, falsas promessas, desconfiança e derrotas desportivas.

Por um Belenenses melhor,
Telmo Carvalho

Comunicado de Telmo Carvalho

Caros Sócios,

No seguimento das informações que vêm sendo referidas sem cabimento, ou conhecimento de causa [NdE: de que o movimento de recolha teria sido cancelado], importa esclarecer que, o movimento “Vamos convocar uma Assembleia Geral Extraordinária”, por mim encabeçado, irá mesmo ser efectivado contudo, alguns situações paralelamente complementares, ainda não se encontram reunidas.
Assim sendo, continuamos a recolher o máximo possivel de assinaturas, por forma a garantir o sucesso desta iniciativa.
No Belenenses, para quem lá se quiser deslocar, junto ao pavilhão, está quase todos os dias gente com capacidade de recolher as assinaturas, basta perguntar ás pessoas que lá se encontram e, no meu escritório, em Carnide (junto ao colombo), entre as 9 e as 18 horas de segunda a sexta-feira.
Mais uma vez apelo aos sócios, que não se fiquem pelo teclado ou pela critica barata, contribuam para um Belenenses melhor.
Eu conto convosco e o Belenenses também!

Telmo Carvalho

Comunicado

Recebemos com pedido de publicação do Consócio Telmo Carvalho, o texto abaixo colocado.

Caros Consócios,
Hoje, segue-se mais uma jornada “dupla” contra o Porto (andebol 16:00H e futebol 20:15H), da qual se esperam duas vitorias, a ultima delas para que possamos alimentar a legitima esperança de nos mantermos na luta pela permanência na liga sagres.
No seguimento deste movimento “Vamos convocar uma Assembleia Geral”, cujo principal intuito é o de ser-mos esclarecidos do estado em que nos encontramos, voltarei a estar presente no jogo do andebol como também no futebol, por forma a receber daqueles consócios que ainda não tiveram oportunidade de contribuir com a respectiva assinatura para o evento, o possam hoje fazer.
Desde já agradeço a todos os amigos que me ajudaram nesta tarefa de recolha de assinaturas, que hoje vai atingir o seu objectivo, aqueles que conscientemente, contribuiram assinando a petição e aos Blogs que publicaram os meus comunicados.
Quero ainda aqui apelar aos sócios e simpatizantes para de uma forma global, deslocarem-se hoje ao Restelo, com o intuito de puxar pelas nossas equipas nesta tarefa difícil de vencer o Porto.
Por um Belenenses melhor!
Telmo Carvalho

Grupo de Apoio ao Futsal do Belenenses

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Apoio «Ouro»: 10,00 €/mês
Apoio «Prata»: 5,00 €/mês

Informações e inscrições:
afutsal.belenenses@gmail.com
(indicando nome completo, nº de Sócio, email e telefone)

Apoios recebidos por transferência bancária
NIB: 0033 0000 45393586253 05

Um conjunto de sócios do Belenenses e apoiantes do Futsal decidiu dar corpo a uma iniciativa que visa, sobretudo, ajudar a complementar o patrocínio financeiro ao futsal do Belenenses e que lhe permita, dentro dos limites das melhores possibilidades, apoiar e ajudar nas várias situações que atletas, responsáveis técnicos e directivos da modalidade por vezes enfrentam.
Assim este conjunto de sócios do Belenenses procedeu à criação do Grupo de Apoio ao Futsal do Belenenses, modalidade em que grande parte dos belenenses vê retratada a força do querer e atitude de campeão, características fundadoras do próprio Belenenses em 1919.

Regulamento do Grupo de Apoio ao Futsal do Belenenses

[ Objectivos ]
a) Criação dum fundo que atenue dificuldades financeiras de vária ordem, face à restrição orçamental e outras obrigações devidas quando em representação do Belenenses.
b) Esse fundo que se denominará de apoio e reserva será gerido sem a intervenção activa da direcção da secção de futsal mas movida pelas necessidades que a mesma denunciará.

[ Formação ]
a) O núcleo de apoio ao futsal, será formado pelo maior número de sócios, adeptos, pessoas e entidades possível que queiram aderir a esta iniciativa, devendo para isso efectuar a sua inscrição nos moldes indicados mais à frente.

[ Funcionamento ]
a) A colaboração mais evidente dos associados ao Grupo é o pagamento mensal de dez ou cinco euros (Ouro, Prata), podendo no entanto essa quotização ser efectuada trimestral, semestral ou anualmente.
b) Fica, desde já, em aberto a possibilidade de se efectuar donativos, sem valor definido.
c) O pagamento da referida quotização será preferencialmente efectuada por transferência bancária para um NIB a definir ou por outro sistema a determinar.
d) O fundo de apoio e reserva será titularizado por, pelo menos, três associados do Grupo, a eleger como mandatários nos termos definidos em pontos adiante referidos.
e) O fundo de apoio e reserva será depositado em instituição bancária e coordenado quer pelos mandatários indicados no ponto anterior, e conforme necessidades da Direcção.
f) Sempre que se torne necessário o levantamento de verbas destinadas a pagamentos referidos em [ Objectivos ], alínea a) , a direcção da secção solicitará aos mandatários a passagem dum cheque após análise da situação financeira do núcleo.
g) A conta será movimentada sempre com as assinaturas de 2 dos 3 mandatários.

[ Disposições Gerais ]
a) A inscrição deverá ser efectuada para o endereço de e-mail afutsal.belenenses@gmail.com e dela deverá constar o nome completo, nº de sócio (no caso de ser sócio), endereço de email e nº telemóvel.
b) O movimento da conta será dada periodicamente para o e-mail de cada associado.
c) A nomeação dos três mandatários será feita por escolha entre os associados do núcleo, desde que sejam sócios do Belenenses. Nesta fase inicial no entanto, os referidos mandatários sairão do grupo fundador da iniciativa.
d) Em caso de cessação do núcleo, o saldo existente será utilizado de forma consensual definida pelos membros do núcleo, previlegiando de preferência a sua entrega à Direcção da Secção.

Assembleia-Geral Extraordinária: Recolha de assinaturas a partir de 1 de Março

Pode fazê-lo no escritório do consócio Telmo Carvalho, sito na Rua Ana de Castro Osório, nº 12 C - Carnide, Lisboa, de segunda a sexta-feira, entre as 9:00 e as 12:30 e entre as 14:00 e as 18:00

A recolha de assinaturas servirá a solicitação de uma Assembleia-Geral Extraordinária, prevista estatutariamente, com a seguinte ordem de trabalhos:
1 - Análise da actual situação económica, financeira e desportiva do Clube;
2 - Destituição dos titulares da Direcção.

Citando o promotor: "A todos os sócios que não se conformam com a situação em que está o nosso Clube, chegou a hora de dizer presente! Não fiquem preocupados pois existem alternativas e o Clube jamais cairá no vazio. Cá vos espero, todos por um Belenenses melhor. Telmo Carvalho".

Assembleia-Geral Extraordinária: Recolha de assinaturas

Recebemos e publicamos uma mensagem, do consócio Telmo Carvalho

Caros Sócios,
No seguimento do quem já vem a ser uma certeza, o movimento “Vamos convocar uma Assembleia Geral Extraordinária”, por mim encabeçado está prestes a ser alcançado.

Para que tal seja possível, é importantíssimo que todos os sócios que, como eu, se encontram verdadeiramente cansados e tristes com todo o percurso que o nosso Clube atravessa há anos a esta parte, culminando com o actual panorama directivo que empurrou verdadeiramente o clube para o abandono e completo desleixo, se unam em torno desta iniciativa.

Amanhã, durante o jogo de Futsal da nossa brilhante equipa, encontrar-se-ão vários sócios no local, prontos a recolher a vossa contribuição.

Virar as costas a esta oportunidade poderá ser o aniquilar completo do nosso Clube, remetendo-nos para uma posição secundária, com fortes hipóteses de cair no completo esquecimento e abandono.

Assim, apelo a todos os sócios deste ainda grandioso Clube, que amanhã se desloquem ao Restelo, para apoiar a nossa equipa de Futsal e também esta iniciativa.

Por um Belenenses melhor,
Telmo Carvalho

«Crónicas Azuis»: Novo espaço azul na "net"

Há poucos dias ficámos a conhecer um novo espaço do Belenenses na "net". Como consideramos que é de coragem abrir um espaço dedicado ao Belenenses num momento como este, damos o devido destaque. E já está na nossa secção de Ligações (coluna da esquerda). Seja bem vindo, boa sorte e conte connosco para o que precisar.


(carregue sobre a imagem para ir ao novo espaço)

Iniciativa: Grupo de Apoio ao Futsal do Belenenses

Nota: Recebemos solicitação por parte de um grupo de associados para publicação do documento que agora se divulga.
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GRUPO DE APOIO AO FUTSAL DO BELENENSES


1 - Introdução

Um conjunto de sócios e simpatizantes da modalidade em título, decidiu dar corpo a uma iniciativa que visa, sobretudo, ajudar a complementar o patrocínio financeiro ao futsal do Belenenses e que lhe permita, dentro dos limites das melhores possibilidades, apoiar e ajudar nas várias situações que atletas, responsáveis técnicos e directivos da modalidade por vezes enfrentam . Assim, este grupo que pretende tomar a iniciativa duma diligência idêntica a uma já existente no nosso andebol, propõe a criação do núcleo de apoio à modalidade em que grande parte dos belenenses vê retratada a força do querer e atitude de campeão.

2 - Regulamentação do Grupo de Apoio ao Futsal do Belenenses

2.1 - Objectivos
a) Criação dum fundo que atenue em tempo oportuno o pagamento dos vencimentos devidos pela Direcção do Clube, bem como as estadias, refeições e outras obrigações devidas quando em representação do Belenenses.
b) Esse fundo que se denominará de apoio e reserva será gerido sem a intervenção activa da direcção da secção de futsal, mas movida pelas necessidades que a mesma denunciará.

2.2 - Formação do núcleo
a) O núcleo de apoio ao futsal, será formado pelo maior número de sócios, adeptos, pessoas e identidades possível que queiram aderir a esta iniciativa, devendo para isso efectuar a sua inscrição nos moldes.

2.3 - Funcionamento do núcleo
a) A colaboração mais evidente dos associados ao núcleo é o pagamento mensal de dez euros, podendo no entanto essa quotização ser efectuada trimestral, semestral ou anualmente.
b) Fica desde já em aberto, a possibilidade de serem efectuados donativos sem valor definido.
c) O pagamento da referida quotização será preferencialmente efectuada por transferência bancária para um NIB a definir, ou por outro sistema a determinar.
d) O fundo de apoio e reserva será titularizado por pelo menos três associados do núcleo, a eleger como mandatários nos termos definidos em pontos adiante referidos.
e) O fundo de apoio e reserva será depositado em instituição bancária e coordenado pelos mandatários indicados no ponto anterior, sendo movimentado conforme as necessidades da direcção da Secção.
f) Sempre que se torne necessário o levantamento de verbas destinadas a pagamentos referidos em 2.1a), a direcção da Secção solicitará aos mandatários a cobertura duma despesa, para a qual será emitido um cheque após análise da situação financeira do núcleo.
g) A conta será movimentada sempre com as assinaturas de 2 dos 3 mandatários.

2.4 - Disposições gerais
a) As inscrições deverão ser efectuadas para o endereço de e-mail afutsal.belenenses@gmail.com e nelas deverá constar: o nome completo, o nº de sócio (no caso de ser sócio), endereço de e-mail e se possível o nº de telemóvel.
b) O movimento da conta será dada periodicamente para o e-mail de cada associado.
c) A nomeação dos três mandatários será feita por escolha entre os associados do núcleo, desde que sejam sócios do Belenenses. Nesta fase inicial no entanto, os referidos mandatários sairão do grupo fundador da iniciativa.
d) Em caso de cessação do núcleo, o saldo existente será utilizado de forma consensual definida pelos membros do núcleo, previlegiando de preferência a sua entrega à Direcção da Secção.
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PS: O grupo de associados do clube promotor desta iniciativa é composto por:
Sócio nº 4500, Nuno Miguel Lopes Barbosa Gomes;
Sócio nº 4720, José Manuel Ferreira Anacleto;
Sócio nº 4938, Vitor Daniel Barbosa Gomes;
Sócio nº 30497, Luís Miguel Taveira Lourenço;
Sócio nº 30746, Bruno Miguel Correia Nunes.

Política de comentários e Princípios «Belém Livre»

Na sequência da mudança do sistema de comentários deste espaço parece-nos útil elucidar quanto às regras de colocação dos mesmos. Estas mudanças foram introduzidas por duas razões essenciais:
1 - O sistema de comentários anteriormente em uso (Haloscan/Echo) passou ou passará brevemente a ser um serviço pago.
2 - A necessidade que declarámos de introduzir a moderação de comentários

Para melhor compreensão pelos nossos leitores, apelamos à verificação dos Princípios Belém Livre patentes na coluna da esquerda (e que se mantêm inalterados desde a inauguração). Estes justificam a necessidade de introduzir a moderação de comentários ou, em situações limite, a pura e simples suspensão dessa funcionalidade.
Para os mais desatentos, transcrevemos o que é referido na referida secção quanto à política de comentários:
"Vigora a política de comentário não moderado, em permanente avaliação.
Serão, mesmo assim, removidos comentários que:
a) não estejam relacionados de alguma forma com o Belenenses;
b) de teor racista ou homofóbico;
c) de apelo à violência ou que ameacem a integridade física e moral de terceiros;
d) sejam insultuosos ou difamatórios;
e) sejam de teor publicitário;
f) pela sua repetição ou dimensão pretendam dificultar a leitura da caixa de comentários;
g) não debatendo, apenas desprezem ou mostrem ódio pelos autores ou por outros comentadores"
.

Nota: Os sublinhados referem-se aos princípios que (de memória), tendo sido violados anteriormente, já nos levaram à decisão de suspender ou moderar os comentários ou de remover comentários individualmente.

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Como colocar comentários
Os comentários são permitidos a qualquer leitor que possua ou queira criar uma conta Google.
Atenção: se após submeter o seu comentário a janela de comentários não apresentar no topo o que a imagem seguinte retrata, então o seu comentário não foi correctamente submetido e não será visível aos moderadores para validação.



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Como exercer o direito ao contraditório
Apesar de anteriormente reafirmado, pensamos ser, ainda assim,importante voltar a repetir o que sempre temos dito, quanto à possibilidade de exercer o contraditório, neste espaço que, por muito que custe a entender (ou não interesse entender) a alguns, é de facto LIVRE:
Mesmo com comentários suspensos ou em moderação, este espaço está, como sempre esteve, aberto à publicação de todo e qualquer artigo que nos seja enviado por autor identificado (mesmo que nos seja pedido anonimato), por email para belem.livre@gmail.com e seja solicitada explicitamente a sua publicação.

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Postura de independência em relação a eventuais candidaturas aos Órgãos Sociais do Clube
Quanto a eleições para Órgãos Sociais do Clube e a eventual candidatura deste ou daquele autor que habitualmente escreva neste espaço, remetemos a explicação da postura que manteremos nessa eventualidade para a postura adoptada nas eleições de 2009.

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Quanto à qualidade dos artigos publicados
Quanto à qualidade e ao gosto ou rejeição de um ou outro artigo publicado relembramos que a responsabilidade dos artigos publicados não pode ser assacada de uma forma colectiva a este espaço, já que os artigos aqui publicados são da inteira responsabilidade de quem os assina ou que os enviou na forma indicada para publicação solicitando anonimato.
A qualidade deste espaço depende de quem nele quiser ou tiver coragem de participar. Se o leitor achar que pode fazer melhor, que consegue contribuir com artigos com mais qualidade ou periodicidade ou de forma que considere mais adequada, mais uma vez repetimos o repto de que nos envie a sua colaboração.

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Como conclusão...
Reforçamos que, quanto a moderação ou suspensão de comentários, quanto ao direito que consagramos ao contraditório e quanto à nossa postura de independência, face a eventuais candidaturas a Órgãos Sociais do Clube, entendemos que não é possível sermos mais claros e explícitos e que a prática que temos nestes mais de 2 (dois) anos de operação é inatacável. Quanto mais não fosse pela quantidade de vezes que já repetimos esses mesmos princípios (leia por exemplo aqui, aqui, ou mesmo aqui) face à incompreensão, abusos, provocações e mentiras a que estivemos sujeitos enquanto espaço livre de participação de belenenses.
Só por má-fé ou por clara incapacidade de interpretar a língua portuguesa, depois de mais esta repetição, isso não ficará definitivamente claro e terá a concordância de que assim é e sempre tem sido, para quem nos lê, goste ou não, concorde ou não, na totalidade ou em parte, com o que é publicado, de uma forma geral ou em relação a um ou outro autor em particular.

Boas festas

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«Belém Livre»: Alterações ao sistema de comentários

Em virtude da passagem dos comentários 'Haloscan' a serviço pago procedemos à alteração de fornecedor.
A partir deste momento os comentários serão guardados via blogger, o mesmo que aloja os artigos. Comentários anteriores a esta passagem deixam de estar acessíveis.

«Belém Livre»: 2 anos a defender um sonho azul

O «Belém Livre» cumpre hoje o seu segundo aniversário. Somos desde a nossa génese um espaço responsável de orientação pluralista cuja finalidade e objectivos claramente delineados foram, são e continuarão a ser a discussão crítica, construtiva, sem constrangimentos de qualquer natureza, mas onde seja por isso mesmo possível e desejável discutir e mais que discutir pensar seriamente e com seriedade este clube que tanto prezamos e que é a nossa herança genética e a qual devemos defender intransigentemente.

Por assim ser a nossa convicção temos feito apelo às diversas sensibilidades azuis para que num espírito de livre pensamento intervenham participando neste espaço de vanguarda da paixão pelo Belenenses e pelos ideais fundadores de liberdade, irreverência e independência, do direito à diferença positiva, do espírito de sacrifício, da capacidade de lutar e conquistar, de honra.

O «Belém Livre» não é um espaço subserviente, não é uma corporação de interesses, bem pelo contrário é um espaço onde os interesses não podem ter outro âmbito outro horizonte outro alcance que não seja o do Belenenses e tudo o que possa tornar este nosso Belenenses num clube mais forte, mais guerreiro, mais conquistador, mais moderno e com mais futuro.

Este ano comemoram-se 90 anos de grandeza azul num cenário de crise interna profunda e que só os que não querem ver afirmam não existir. Essa crise está instalada de tal forma que pode mesmo apelidar-se de crise de valores azuis pois num clube onde o associativismo definha parece grotesco atribuir irresponsavelmente culpas aos que nunca se negam a apoiar pelo facto de a modalidade que é a razão fundadora do Belenenses atravessar fruto de uma gestão desportiva insensata uma crise da qual não recuperou desde a época passada.
Tal parece ser tão mais grave quanto o facto de, qual avestruz, os dirigentes máximos do clube em boa verdade nada terem feito de visivelmente eficaz para alterar o rumo das coisas no nosso passado recente. Afinal o que os distingue daqueles a quem acusam de ter causado danos quase irreparáveis ao Belenenses? Verdadeiramente nada os distingue. Ou talvez afinal algo os distinga...é que nunca o Belenenses teve em apenas 6 meses um seu dirigente que tantas entrevistas de fundo desse e tanta visibilidade rádio-televisiva tivesse e o seu discurso fosse um imenso vazio, um exercício de redonda geometria onde nunca se sabe onde se começa e de modo algum onde se acaba.
O Belenenses parece ser dirigido numa espécie de navegação à vista, mas à vista muito curta. Tão curta quanto os miseráveis 8 pontos que temos no campeonato fruto de termos um suposto líder que invoca as suas qualidades de liderança quando são já demasiado notórias as clivagens de balneário, aliás que líder se esconde lateralmente dos associados do clube como se estes fossem uma corja de malfeitores? Um líder não se esconde, não foge, não vai treinar para Coruche porque teme a presença dos sócios? Senhores que líder é este?

Claro que nem tudo é mau. Aliás ,existem mesmo coisas muito boas no Belenenses, mas que não são virtude desta direcção. São virtude de um conjunto de pessoas que, essas sim, sabem o que é um projecto e como concretizá-lo, e ainda que também elas tenham que sentir os rigores orçamentais, e todos os anos tenham a tarefa de reconstruir equipas, fazem-no com ambição e destemidamente porque esses sim sabem o que é liderança. Mas não falam sobre ela. Mostram o que é liderar.

É por isso, para o «Belém Livre», uma profunda alegria e orgulho saudar neste nosso segundo aniversário a combater por um Belenenses de todos os Belenenses, saudar as modalidades do Andebol, do Futsal, do Rugby, do Voleibol por levarem cada vez mais alto, mais longe e de modo mais forte a grandeza do Clube de Futebol "Os Belenenses". É por ele e para ele que jamais abdicaremos contra tudo e contra todos de erguer a bandeira por um clube melhor, mais organizado, melhor gerido, com melhores infraestruturas e com mais futuro desportivo.

Não abdicaremos de ser a consciência crítica do clube e convidamos para que se juntem a nós, participando com a sua opinião, todos aqueles que comungam da mesma certeza e convicção que nós, «Belém Livre»: É possível um Belenenses muito melhor que este que hoje temos!

FELIZ ANIVERSÁRIO MESTRE ALÍPIO MATOS!

O «Belém Livre» não podia deixar de felicitar hoje pela passagem de mais um aniversário alguém que tanto tem feito para nos devolver o orgulho de sermos temidos pelos adversários, de nos ter colocado na senda insaciável das vitórias e certamente, num futuro muito breve, dos almejados títulos de campeão.


Por tudo isto e por ser um vencedor e líder inato, mas também, pelas inegáveis qualidades humanas um grande abraço de feliz aniversário de toda a equipa do «Belém Livre» e que fiques sempre entre nós!

O “Belém Livre” e o civismo blogosférico

Como o nome indica, este espaço foi desde sempre declarado como livre. Bastará ler os princípios declarados na fundação a 11 de Novembro de 2007, na secção respectiva na coluna da esquerda, para perceber porquê e em que medida.

Nunca foi uma fachada de intenções bonitas nem um espaço para artigos “côr-de-rosa sem melindre”. Na realidade apelámos variadas vezes à maior participação possível, de várias sensibilidades e sempre nos mostrámos abertos a esse debate precisamente na forma de artigos que procurassem debater o Clube e os caminhos preconizados.

Este espaço nunca foi o espaço de apenas A, B ou C. Foi sempre o espaço de quem quis escrever e manifestou essa vontade ou se deu ao trabalho e acima de tudo de quem coloca o Belenenses muito além de quaisquer vãs e bacocas vaidades pessoais ou insondáveis interesses particulares.

Temos verificado paulatinamente desde algum tempo a esta parte que a caixa de comentários serve como espaço abusivo para o destilar de frustrações e falta de comportamento cívico de anónimos, nicks e pseudónimos nomeadamente, quando surgem artigos de opinião que ferem a susceptibilidade daqueles que entendem que nada está «podre no reino da Dinamarca» e assim pretendem que continue.

O “Belém Livre” defende como princípio a diferença de opinião sem favores e a diversidade de contributos criativos como factores elementares para que a discussão em torno do Belenenses se construa sem «cinzentismo necrófilo».

O “Belém Livre” não pode por isso, tolerar como forma privilegiada de diferença de opinião, o insulto torpe, vil, vulgar, difamatório, cobarde e cego.

Assim decidiram colegial e democraticamente os editores do “Belém Livre” inibir temporariamente a possibilidade de comentar os artigos. Continua no entanto acessível a possibilidade de nos contactar, pontualmente, com a sua opinião respeitante a um artigo ou, então, enviando-no-la na forma de artigo, para publicação, devendo para tal utilizar o endereço de e-mail deste espaço disponibilizado no topo da página. Agradecemos a compreensão embora saibamos que haverá quem assim não concorde. No entanto é o procedimento que nos parece mais adequado dado o que se tem passado nos últimos meses.
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PS: Agradecemos as muitas mensagens já recebidas, umas de felicitações pela postura anunciada quanto ao fecho dos comentários, outras de protesto. Esperamos a vossa compreensão para este período sabático que durará o tempo suficiente, para que de uma vez por todas reine o bom senso e a elevação azul e não o contrário. Esta suspensão é instituída por razões de indisponibilidade editorial do BL para moderar comentários, o que seria um logro pois, nunca seria em tempo real havendo sempre a dúvida se cortaríamos ou não este ou aquele comentário. Assim é mais transparente e resta sempre a possibilidade de nos escreverem, utilizando o e-mail, mensagens que publicaremos se acaso os autores assim o solicitarem, na forma de um artigo ou breve apontamento. Agradecemos vossa a compreensão.